Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Oração Missionária 2011

 
Oração Missionária 2011

Deus-Pai,
Criador do céu e da terra,
Enviai, por meio do vosso Filho,
O Espírito que renova todas as coisas,
Para que, no respeito e cuidado com a natureza,
Possamos recriar novos céus e nova terra,
E a Boa-Nova, que brilhou na Criação,
Seja conhecida até os confins do universo.

Outubro: Mês das Missões

                                                                         
A palavra “missão” vem do latim “mittere”, que significa “enviar”; missus = enviado. Portanto, missão é incumbência, tarefa, obrigação, encargo, comissão especial, vocação, mandato.
O mandato de Cristo é: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações, batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 19-20).
A missão nasceu primeiramente quando o Pai enviou seu Filho para ensinar-nos, com gestos, atitudes, palavras, vida, como viver na justiça, na fraternidade, na paz, enfim, na observância dos preceitos divinos.
Entre nós, a missão existe, desde a fundação da Igreja, quando os Apóstolos, depois de Pentecostes, saíram pelo mundo anunciando a Boa Nova do Reino.
A experiência dos primeiros cristãos foi tão forte que, para eles, era necessário mostrar ao mundo a força transformadora do Ressuscitado. Cada cristão era um missionário convicto e incansável. Sendo assim, o anúncio do Reino fazia parte do seu dia-a-dia.

O apóstolo Paulo, depois de sua conversão, viveu e pregou o Evangelho, mostrando como ele santifica, purifica e salva o homem para que ele possa experimentar a liberdade de filho de Deus.
De lá até os nossos dias, muitos filhos da Igreja manifestaram ao mundo uma vivência missionária que os fez deixar tudo pelo anúncio da Boa Nova.
Podemos citar vários exemplos, como São Francisco de Assis, cuja memória celebramos no dia 4 de outubro. Ele se fez pobre para viver como pobre. Olhou para o mundo e viu que a falta de amor levava os homens a escraviza seus irmãos e quis ensinar que amor é o próprio Cristo que caminha entre nós.
Depois de sua experiência de Deus, Inácio de Loyola viu o mundo com o olhar de Cristo. Ensinou as pessoas a serem solidárias com os que sofrem qualquer tipo de injustiça.
No século passado, tivemos o exemplo de Madre Tereza de Calcutá. Ela dizia que Cristo gritava em seu coração: “Tereza, preciso de você.” Ela via Cristo no sofredor leproso, na criança abandonada, no velho desamparado, na mãe que não tinha nada para alimentar seu filho, no morador de rua, nos portadores de HIV, enfim, em todo ser humano cuja dignidade de filho de Deus era tirada.
Podemos citar muitos outros exemplos, mas a messe é grande e os operários são poucos. Precisamos, cada um de nós, escutar a voz de Cristo que nos diz: “Preciso de você”.
Precisamos escutá-lo e responder-lhe: “Senhor, aqui estou.” Mas, responder não com a boca e, sim, com o coração para que ele dirija os gestos, as palavras, as atitudes, enfim, todas as boas obras. Assim, estaremos no Mês das Missões unindo a essa legião de missionários que, incessantemente, gritam ao mundo a Boa Novas do Reino.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Semana Nacional da Vida

                                                                           
A Semana Nacional da Vida, celebrada de 1 a 7 de outubro oferece um tema em sintonia com a Campanha da Fraternidade deste ano: “vida, ecologia humana e meio ambiente”. A Comissão Episcopal para a Vida e a Família e a equipe da Pastoral Familiar da CNBB prepararam um subsídio distribuído nas comunidades em todo o Brasil fornecendo um memorial das semanas anteriores, além de sugerir encontros de reflexão sobre o tema e uma celebração que pode ser usada na preparação para o dia do nascituro, o domingo 8 de outubro.
Entre as afirmações que servem de orientação para a Semana, está uma expressão retirada da Exortação Apostólica Familiaris Consortio, do Beato João Paulo II, na qual se verifica que Família e Vida são os dois grandes pilares da Igreja “A Igreja é chamada a manifestar novamente a todos, com uma firme e mais clara convicção, a vontade de promover, com todos os meios, e de defender contra todas as insídias a vida humana, em qualquer condição e estado de desenvolvimento em que se encontre”.
Padre Rafael Fornasier, assessor nacional da Comissão, considera que o tema da Semana, de algum modo, prepara os cristãos para o iminente debate que deverá surgir no país com a retomada da discussão e votação que serão realizadas no Supremo Tribunal Federal sobre o aborto de crianças anencéfalas. “Há uma expectativa a respeito da análise do STF que vai fazer e que pode ser uma abertura para a legalização do aborto no Brasil”, adverte Padre Rafael. Segundo ele, poderá voltar o costumeiro embate entre a o conflito de direitos. “Não se nega o direito da mulher, mas que não seja em detrimento do direito da vida nascente”, lembra.  O assessor da CNBB frisa que por mais que seja uma vida curta – como ocorre com as crianças anenecéfalas – é sempre uma vida humana e a Igreja sempre defendeu sua inviolabilidade desde a concepção até o seu termo natural.
A Semana Nacional da Vida também responde aos apelos das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadoras da Igreja no Brasil aprovadas pela Assembléia anual da CNBB em maio deste ano quando destaca em sua quinta urgência, a promoção da vida. “Não falamos mais apenas em defesa, mas em promoção da vida”, esclarece Padre Rafael.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Santa Faustina

Santa Maria Faustina Kowalska

5 de Outubro




 A misericórdia divina revelou-se manifestamente na vida desta bem-aventurada, que nasceu no dia 25 de agosto de 1905, em Glogowiec, na Polônia Central. Faustina foi a terceira de dez filhos de um casal pobre. Por isso, após dois anos de estudos, teve de aplicar-se ao trabalho para ajudar a família.

Com dezoito anos, a jovem Faustina disse à sua mãe que desejava ser religiosa, mas os pais disseram-lhe que nem pensasse nisso. A partir disso, deixou-se arrastar para diversões mundanas até que, numa tarde de 1924, teve uma visão de Jesus Cristo flagelado que lhe dizia: "Até quando te aguentarei? Até quando me serás infiel?"

Faustina partiu então para Varsóvia e ingressou no Convento das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia no dia 1 de agosto de 1925. No convento tomou o nome de Maria Faustina, ao qual ela acrescentou "do Santíssimo Sacramento", tendo em vista seu grande amor a Jesus presente no Sacrário. Trabalhou em diversas casas da congregação. Amante do sacrifício, sempre obediente às suas superioras, trabalhou na cozinha, no quintal, na portaria. Sempre alegre, serena, humilde, submissa à vontade de Deus.

Santa Faustina teve muitas experiências místicas onde Jesus, através de suas aparições, foi recordando à humilde religiosa o grande mistério da Misericórdia Divina. Um dos seus confessores, Padre Sopocko, exigiu de Santa Faustina que ela escrevesse as suas vivências em um diário espiritual. Desta forma, não por vontade própria, mas por exigência de seu confessor, ela deixou a descrição das suas vivências místicas, que ocupa algumas centenas de páginas.

Santa Faustina sofreu muito por causa da tuberculose que a atacou. Os dez últimos anos de sua vida foram particularmente atrozes. No dia 5 de outubro de 1938 sussurrou à irmã enfermeira: "Hoje o Senhor me receberá". E assim aconteceu.

Beatificada a 18 de abril de 1993 pelo Papa João Paulo II, Santa Faustina, a "Apóstola da Divina Misericórdia", foi canonizada pelo mesmo Sumo Pontífice no dia 30 de abril de 2000.

O DIÁRIO DA IR. FAUSTINA

O Diário foi redigido por ordem expressa do Senhor.

Diz o Senhor à Ir. Faustina:

"Tua tarefa é escrever tudo que te dou a conhecer sobre a minha Misericórdia para o proveito das almas, as quais lendo estes escritos, experimentarão consolo na alma e terão coragem de se aproximar de mim. E, por isso, desejo que dediques todos os momentos livres a escrever" (n° 1693).

Seguindo os passos de Ir. Faustina, lembrem todas as almas e, em especial, aquelas afastadas de Deus e submersas no desespero, que Jesus espera-as com a sua infinita misericórdia e convida-as a mergulhar nela com total confiança.

Finalmente, repitamos com a Ir. Faustina as palavras dirigidas a Jesus:

"O meu maior desejo é que as almas conheçam que Vós sois a sua felicidade eterna, que creiam na Vossa bondade e glorifiquem para sempre a vossa misericórdia" (n° 305).

O TERÇO

Sobre uma visão em 13 de setembro de 1935, Irmã Faustina escreve:

"Eu vi um anjo, o executor da cólera de Deus... a ponto de atingir a terra ... Eu comecei a implorar intensamente a Deus pelo mundo, com palavras que ouvia interiormente. À medida em que assim rezava, vi que o anjo ficava desamparado, e não mais podia executar a justa punição..."

No dia seguinte, uma voz interior lhe ensinou esta oração nas contas do rosário:

"Primeiro reze um 'Pai Nosso', uma 'Ave Maria', e o 'Credo'. Então, nas contas maiores diga as seguintes palavras:

'Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.'

Nas contas menores, diga as seguintes palavras:

'Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.'

Conclua dizendo estas palavras três vezes:

'Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.'

Mais tarde, Jesus disse a Irmã Faustina:

"Pela recitação desse Terço agrada-me dar tudo que Me pedem. Quando o recitarem os pecadores empedernidos, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz. Escreve isto para as almas atribuladas: Quando a alma vê e reconhece a gravidade dos seus pecados, quando se desvenda diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não desespere, mas se lance com confiança nos braços da minha Misericórdia, como uma criança nos braços da mãe querida. Estas almas têm sobre meu Coração misericordioso um direito de precedência. Dize que nenhuma alma que tenha recorrido a minha Misericórdia se decepcionou nem experimentou vexame..."
"....Quando rezarem este Terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso".

                                                             

A HORA DA DIVINA MISERICÓRDIA

Em 1933, Deus ofereceu a Irmã Faustina uma impressionante visão de Sua Misericórdia. A Irmã nos conta:

"Vi uma grande luz, e nela Deus Pai. Entre esta luz e a Terra vi Jesus pregado na Cruz de tal maneira que Deus, querendo olhar para a Terra, tinha que olhar através das chagas de Jesus. E compreendi que somente por causa de Jesus Deus está abençoando a Terra ."

Jesus disse à Santa Irmã Faustina:

"Às três horas da tarde implora à Minha Misericórdia, especialmente pelos pecadores, e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a hora de grande Misericórdia para o mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir em nome da Minha Paixão."

"Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Invoca a sua onipotência em favor do mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento ela está largamente aberta para cada alma. Nessa hora, conseguirás tudo para ti e para os outros. Naquela hora, ro mundo inteiro recebeu uma grande graça: a Misericórdia venceu a Justiça.

Procura rezar nessa hora a Via-Sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres, e se não puderes rezar Via-Sacra, entra ao menos por um momento na capela, e adora a meu Coração, que está cheio de Misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento."

São poucas as almas que contemplam a Minha Paixão com um verdadeiro afeto. Concedo as graças mais abundantes às almas que meditam piedosamente sobre a Minha Paixão."

Uma invocação que se pode dizer às três horas da tarde é:

"Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus como fonte de Misericórdia para nós, eu confio em Vós."

Jesus estabeleceu três condições indispensáveis para atender às orações feitas na hora da Misericórdia:

- a oração deve ser dirigida a Jesus;

- deve ter lugar às três horas da tarde;

- deve apelar ao valor e aos méritos da Paixão do Senhor.

É preciso acrescentar a elas mais outras três condições: da natureza de toda oração decorre que o objeto da oração deve ser compatível com a vontade divina; a estrutura da Devoção exige que a oração seja confiante, e portanto perseverante, e em caso de necessidade repetida várias vezes; como todos os atos da Devoção, igualmente a Hora da Misericórdia exige da parte dos devotos a prática do amor ativo para como próximo.


Santa Faustina, rogai por nós!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Intenção missionária do papa Bento XVI para o Dia Mundial das Missões

                                                                                        
"Para que a celebração do Dia Mundial das Missões", de 23 deste mês de outubro, "faça crescer no Povo de Deus a paixão pela evangelização e o apoio à atividade missionária com a oração e a ajuda econômica às Igrejas mais pobres." Essa é a intenção missionária de Bento XVI para o mês de outubro. Trata-se de um tema, o da evangelização, ao qual o papa dedicou numerosos pronunciamentos.
O anúncio do Evangelho "é o serviço mais precioso que a Igreja pode prestar à humanidade": é o que escreve o papa na mensagem para o próximo Dia Mundial das Missões. O Pontífice ressalta que a evangelização vivifica a Igreja e o seu espírito apostólico.
Por outro lado, Bento XVI sempre fez questão de precisar que "se não é animada pelo amor", a missão se reduz a atividade filantrópica. Para os cristãos vale, ao invés, a exortação do Apóstolo Paulo: "O amor de Cristo nos impele":
“Todo batizado pode assim cooperar para a missão de Jesus, que se resume nisto: levar a toda pessoa a boa notícia que "Deus é amor" e, justamente por isso, quer salvar o mundo." (Angelus, 22 de outubro de 2006).
O papa observa a urgência da evangelização para os homens do nosso tempo: que nenhum povo, são seus votos, seja privado da luz de Cristo. E isso, prossegue o pontífice, mesmo se na obra missionária se encontram mil dificuldades, até a disponibilidade "a dar a própria vida pelo nome de Cristo e por amor aos homens":
"Quem participa da missão de Cristo deve inevitavelmente enfrentar tribulações, contrastes e sofrimentos, porque se depara com as resistências e os poderes deste mundo. E nós, como o Apóstolo Paulo, não temos como armas nada mais que a Palavra de Cristo e a sua Cruz." (Discurso às Pontifícias Obras Missionárias, 21 de maio de 2010)

O Papa recorda, ainda, que todos os cristãos, não somente os missionários, existem "para mostrar Deus aos homens. E somente onde se vê Deus, a vida começa verdadeiramente". "Não há nada mais bonito" – dissera na missa de início do Pontificado – do que conhecer Cristo e "comunicar aos outros a amizade com Ele".
"A evangelização precisa de cristãos com os braços elevados a Deus no gesto da oração, de cristãos movidos pela consciência de que a conversão do mundo a Cristo não é produzida por nós, mas nos é concedida." (Discurso às Pontifícias Obras Missionárias, 21 de maio de 2010).
"Tudo na Igreja está a serviço da evangelização" – reitera – e "todo cristão deveria assumir como algo pessoal a urgência de trabalhar pela edificação do Reino de Deus". Mas sobre quais bases fundar a missão? O papa indica na Palavra de Deus e nos Sacramentos os fundamentos sólidos da evangelização."Somente profundamente radicados em Cristo e em sua Palavra se é capaz de não ceder à tentação de reduzir a evangelização a um projeto somente humano, social, ocultando ou silenciando a dimensão transcendental da salvação oferecida por Deus em Cristo. É uma Palavra que deve ser testemunhada e proclamada explicitamente, porque sem um testemunho coerente ela se torna menos compreensível e crível." (Discurso às Pontifícias Obras Missionárias, 14 de maio de 2011)

Oração de São Francisco de Assis

Oração de São Francisco de Assis

 
Senhor!
Fazei de mim um instrumento da tua paz!
onde houver ódio,
que eu leve o amor
onde houver ofensa
que eu leve o perdão,
onde houver discórdia
que eu leve a união,
onde houver dúvidas
que eu leve a fé,
onde houver erros
que eu leve a verdade,
onde houver desespero
que eu leve a esperança,
onde houver tristeza
que leve a alegria,
onde houver trevas
que eu leve a luz!


Ó Mestre! Faze que eu procure mais
Consolar, que ser consolado,
Compreender que ser compreendido,
Amar que ser amado...


Pois:

É dando que se recebe,
É perdoando que se é perdoado,
E é morrendo que se vive para a Vida Eterna.

São Francisco de Assis

São Francisco de Assis

4 de Outubro

                                                                   
 

Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos.

Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a "Senhora Pobreza". Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: "Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?". Ele respondeu que ao amo. "Porque, então, transformas o amo em criado?", replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: "Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas".

Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes.

A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria... Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho. Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida.

Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224. Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas.

O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.


São Francisco de Assis, rogai por nós!