Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Bento XVI: "Seremos transformados pela vitória de Jesus"

                                                                          
A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos tem sido o foco do Angelus desta manhã, 22 de janeiro. O Papa Bento XVI começou lembrando o lema da Semana, extraído de uma frase de São Paulo: Todos seremos transformados pela vitória de Jesus Cristo nosso Senhor (cf. 1 Cor 15,51-58).
"Somos chamados a contemplar a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, ou seja a sua ressurreição, como um evento que transforma radicalmente os que crêem nEle e lhes dá acesso a uma vida incorruptível e imortal", disse o Santo Padre.
Os subsídios para a Semana de oração foram preparados por um grupo polonês. A este respeito, o Papa recordou a "longa história de lutas corajosas" que tem caracterizado a história da Polónia, um país que em muitas circunstâncias, tem "demonstrado grande determinação, animado pela fé".
Mérito do povo polaco foi ter percebido uma "dimensão espiritual" no seu desejo de liberdade, entendendo que "a verdadeira vitória só pode acontecer se acompanhada por uma profunda transformação interior."
Alcançar a unidade de todos os cristãos pode acontecer "se nos permitimos transformar na imagem de Cristo", cuja "vida nova" é a "verdadeira vitória". Ciente de sua fraqueza, os crentes acolherão esta unidade como um “dom” que, como destacava o Beato João Paulo II, “se torna um grande compromisso”.
"O tempo que dedicaremos à oração para a plena comunhão dos discípulos de Cristo nos permitirá entender mais profundamente como seremos transformados pela sua vitória, pelo poder da sua ressurreição", continuou o Santo Padre.
Antes de passar para a recitação do Angelus, Bento XVI fez um convite para a próxima quarta-feira para a solene celebração das Vésperas da Festa da Conversão de São Paulo na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, que também estarão presentes representantes de outras Igrejas e Comunidades cristãs. Será o último evento da semana de oração.
Após o Angelus, o Papa recordou que, em vários países do Extremo Oriente estão celebrando o Ano Novo Lunar. "Na atual situação mundial de crise económica e social desejo a todos aqueles povos que o ano novo seja realmente marcado pela justiça e pela paz, traga alívio aos sofredores, e especialmente os jovens, com seu entusiasmo e sua movimentação ideal, possam oferecer uma nova esperança para o mundo ", desejou o Santo Padre.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

São Sebastião

20 de Janeiro                                                                           
O santo de hoje nasceu em Narbonne; os pais eram oriundos de Milão, na Itália, do século terceiro. São Sebastião, desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo batismo e zelou por ele em relação à sua vida e à dos irmãos.

Ao entrar para o serviço no Império como soldado, tinha muita saúde no físico, na mente e, principalmente, na alma. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do Império. Esse grande homem de Deus ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no Império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos –, porque o imperador adorava os deuses. Enquanto os cristãos não adoravam as coisas, mas as três Pessoas da Santíssima Trindade.

Esse mistério o levava a consolar os cristãos que eram presos de maneira secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito.

São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. E um apóstata denunciou-o para o Império e lá estava ele, diante do imperador, que estava muito decepcionado com ele por se sentir traído. Mas esse santo deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o Império era esse serviço; denunciando o paganismo e a injustiça.

São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensarem que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça. Ela cuidou das feridas dele. Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu bem e o bem de todo o Império. Evangelizou, testemunhou, mas, dessa vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.

São Sebastião, rogai por nós!
Viva São Sebastião!!!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Santo Antão

17 de Janeiro


Pai do monaquismo cristão, Santo Antão nasceu no Egito em 251 e faleceu em 356; viveu mais de cem anos, mas a qualidade é maior do que a quantidade de tempo de sua vida, pois viveu com uma qualidade de vida santa que só Cristo podia lhe dar. Com apenas 20 anos, Santo Antão havia perdido os pais; ficou órfão com muitos bens materiais, mas o maior bem que os pais lhe deixaram foi uma educação cristã. Ao entrar numa igreja, ele ouviu a proclamação da Palavra e se colocou no lugar daquele jovem rico, o qual Cristo chamava para deixar tudo e segui-Lo na radicalidade. Antão vendeu parte de seus bens, garantiu a formação de sua irmã, a qual entrou para uma vida religiosa. Enfim, Santo Antão foi passo-a-passo buscando a vontade do Senhor. Antão deparou-se com outra palavra de Deus em sua vida “Não vou preocupeis, pois, com o dia de amanhã. O dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado”(Mt 6,34). O Espírito Santo o iluminou e ele abandonou todas as coisas para viver como eremita. Sabendo que na região existiam homens dedicados à leitura, meditação e oração, ele foi aprender. Aprendeu a ler e, principalmente a orar e contemplar. Assim, foi crescendo na santidade e na fama também.

Sentiu-se chamado a viver num local muito abandonado, num cemitério, onde as pessoas diziam que almas andavam por lá. Por isso, era inabitável. Ele não vivia de crendices; nenhum santo viveu. Então, foi viver neste local. Na verdade, eram serpentes que estavam por lá e , por isso, ninguém se aproximava. A imaginação humana vê coisas onde não há. Santo Antão construiu muros naquele lugar e viveu ali dentro, na penitência e na meditação. As pessoas eram canais da providência, pois elas lhe mandavam comida, o pão por cima dos muros; e ele as aconselhava. Até que, com tanta gente querendo viver como Santo Antão, naquele lugar surgiram os monges. Ele foi construindo lugares e aqueles que queriam viver a santidade, seguindo seus passos, foram viver perto dele. O número de monges foi crescendo, mas o interessante é que quando iam se aconselhar com ele, chegavam naquele lugar vários monges e perguntavam: "Onde está Antão?". E lhes respondiam: "Ande por aí e veja a pessoa mais alegre, mais sorridente, mais espontânea; este é Antão".

Ele foi crescendo em idade, em sabedoria, graça e sensibilidade com as situações que afetavam o Cristianismo. Teve grande influência junto a Santo Atanásio no combate ao arianismo. Ele percebeu o arianismo também entre os monges, que não acreditavam na divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Antão também foi a Alexandria combater essa heresia. Santo Antão viveu na alegria, na misericórdia, na verdade. Tornou-se abade, pai, exemplo para toda a vida religiosa. Exemplo de castidade, de obediência e pobreza.

Santo Antão, rogai por nós!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Dom Lorenzo Baldisseri fala da JMJ RIO2013 e suas expectativas

                                                                        
O novo Secretário da Congregação para os Bispos, dom Lorenzo Baldisseri, concedeu uma entrevista, na semana passada, para a Rádio Vaticano. Nesta entrevista, dom Lorenzo fala dos preparativos para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá no Rio de Janeiro, em 2013, e de suas expectativas para o grande evento.
“Eu estive presente no momento de lançamento, no início da peregrinação dos Símbolos da JMJ pelo Brasil, que aconteceu em setembro de 2011, em São Paulo. Foi magnífico. Soube depois que, em poucos dias de peregrinação, mais de 500 mil pessoas haviam acolhido a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, uma coisa extraordinária. Isso mostra o quanto o povo brasileiro está vivendo a preparação da a Jornada Mundial da Juventude”, disse dom Lorenzo Baldisseri, se referindo a peregrinação dos Símbolos por São Paulo, que, somente no Bote Fé, juntou, no Campo de Marta, na capital paulista, mais de 100 mil pessoas, segundo a arquidiocese local.
Falando sobre sua expectativa para a participação popular, dom Lorenzo afirmou que o evento superará todas as estimativas. “Eu creio que será um evento tão grande, que superará todas as expectativas. Se em Madri contou com a participação de dois milhões de pessoas, no Brasil será, certamente, quatro ou cinco milhões. Porque não é só o Brasil, com sua população imensa e proporção continental, mas haverá toda a mobilização da América Latina”.
Sobre a participação do papa Bento XVI, dom Lorenzo Baldisseri disse que a JMJ de 2013 será “um banho de espiritualidade”, e uma “benção da parte desta Jornada”, para com o povo do Brasil. “Com a presença do Santo Padre, o papa Bento XVI, estamos preparando aqui, sobretudo a arquidiocese do Rio de Janeiro, anfitriã oficial, um grande espetáculo que será um sucesso, dando um entusiasmo, não só aos jovens, que são os atores principais, mas também a todo o povo de Deus. Podemos dizer que a JMJ dará um impulso muito forte a evangelização do país”, finalizou o Secretário da Congregação para os Bispos, dom Lorenzo Baldisseri.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Missa deve ser o “ponto mais alto” da oração cristã, diz Papa

                                                                        
Bento XVI afirmou no Vaticano nesta quarta-feira, 11 de janeiro, que a missa é fundamental para o cristianismo e alertou para a necessidade de a comunhão eucarística ser preparada com a confissão das faltas.
A participação na eucaristia é “indispensável para a vida cristã” e deve constituir o “ponto mais alto” da oração, mas exige que os fiéis estejam “devidamente preparados, também com o sacramento da Penitência”, disse o Papa na audiência geral.
A catequese de Bento XVI incidiu sobre o momento “particularmente solene” da oração que Jesus, segundo a Bíblia, rezou durante a sua última ceia, refeição que marca a instituição da eucaristia, o mais importante dos sete sacramentos do catolicismo.
Na ceia com os 12 apóstolos, o gesto de Jesus de “partir o pão e oferecer a taça [com vinho] na noite antes de morrer torna-se o sinal da sua auto-oferta redentora, em obediência à vontade do Pai”, sublinhou.
Ao rezar uma prece de louvor e de bênção naquela refeição, referiu o Papa, Jesus “também pede a força para os seus discípulos, especialmente Pedro”, que a tradição católica vê como o primeiro chefe da Igreja e antecessor direto de Bento XVI.
“A oração de Jesus, quando se aproxima a prova também para os seus discípulos, ampara a sua debilidade, o seu esforço de compreender que o caminho de Deus passa pelo mistério pascal da morte e ressurreição, antecipado na oferta do pão e do vinho”, observou.
A eucaristia, prosseguiu, “é alimento dos peregrinos que se torna força também para quem está cansado, exausto e desorientado”, e a “oração é particularmente por Pedro, para que, uma vez convertido, confirme os irmãos na fé”.
“Unimo-nos assim à oração que ele [Cristo] continua a fazer para que a nossa vida não se perca apesar nas nossas fraquezas e infidelidades, mas que seja transformada pela força da sua morte e ressurreição”, apontou.
O Papa saudou os artistas de circo presentes na audiência e assistiu durante alguns minutos a uma exibição circense.
Ao recordar a celebração litúrgica do batismo de Jesus, que em Portugal se assinalou segunda-feira, Bento XVI salientou a importância do primeiro dos sacramentos cristãos na vida dos jovens, doentes e recém-casados.
Bento XVI dirigiu-se aos fiéis em várias línguas, incluindo o português: “Ao participar na Eucaristia, vivemos de forma sublime a oração que Jesus fez, e continua a fazer, por todos e cada um de nós para que o mal não triunfe na nossa vida, mas seja vencido em nós graças à força transformadora da morte e ressurreição de Cristo”.
“Saúdo cordialmente os peregrinos de língua portuguesa, desejando-vos que o ponto mais alto da vossa oração seja uma digna participação na Eucaristia para poderdes, também vós, transformar as cruzes da vossa vida em sacrifício livre de amor a Deus e aos irmãos”, concluiu.

São Bernardo

                                                                               
O santo de hoje nasceu no ano de 1605 em Corleone, Sicília, na Itália. Como é belo poder perceber o testemunho de hoje! Como a misericórdia de Deus fez maravilhas a partir do arrependimento!

São Bernado foi crescendo numa vida longe do relacionamento com Deus e com a Igreja. Logo, distante de si e do amor aos irmãos, o orgulho foi tomando conta do seu coração. Então, decidiu entrar para a vida militar; não para servir a sociedade, mas para dominá-la. De fato, ele estava longe de Deus. Resultado: numa das muitas discussões que viraram briga, ele acabou num duelo, ferindo de morte um companheiro seu da vida militar. Foi neste momento trágico de sua história que ele abriu o coração para Deus, pois sua consciência foi pesando. Embora ele tenha fugido e recorrido a um chamado “direito de asilo”, não foi preso, mas estava preso a uma vida de pecado. Quem poderia resgatá-lo? Nosso Senhor Jesus Cristo, o Verbo encarnado que veio nos assumir na nossa fragilidade e nos revelar este amor que redime, que salva e é a nossa esperança.

Assim, arrependeu-se e começou a busca de uma vida em Deus, uma vida de Igreja, sacramental. Discerniu um chamado à vida religiosa, buscou a família franciscana e ali tornou-se irmão religioso, fiel às regras. De fato, se antes expressava arrogância, agora comunicava paz, penitência, luta contra o pecado.

Ele foi se santificando também no serviço ao próximo. "Santidade sem serviço aos outros pode ser apenas um ideal, mas, no concreto, esta luta, este bom combate é para sermos melhores em Deus, melhores uns para os outros".

Religioso, capuchinho, modelo de vida na pobreza, na castidade e na obediência. Este santo do século XVII nos convida, neste novo milênio, a sermos sinais no poder que a misericórdia divina tem de, com a nossa ajuda e nosso sim, fazer-nos santos.

São Bernardo, rogai por nós!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Mariana celebra centenário de nascimento de Dom Oscar de Oliveira

                                                                                          
Nesta segunda-feira, dia 9 de janeiro, a Arquidiocese de Mariana (MG) celebra o nascimento de Dom Oscar de Oliveira, que esteve à frente da Arquidiocese no período de 1960 a 1988. Nascido na cidade de Entre Rios de Minas cumpriu de modo exemplar seu apostolado episcopal em Mariana.
Para bem exaltar o momento, logo mais, às 18h30, será celebrada missa em sua homenagem na Catedral da Sé. Presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Geraldo Lyrio Rocha, a celebração eucarística contará com a presença de boa parte do clero arquidiocesano, familiares e de vários outros convidados.
É extensa a lista de benfeitorias que a arquidiocese ficou devendo à operosa administração de Dom Oscar. Entre elas, aprontou duas novas dioceses (Itabira e São João Del Rei), criou cerca de 30 paróquias, sagrou e benzeu uma centena de igrejas e altares, construiu o prédio do seminário Menor, Comunidade da Filosofia onde funciona a FAM (Faculdade Dom Luciano Mendes de Almeida), escolas e hospitais em expressivo número, a cripta na Catedral, onde ainda ressuscitou o belo órgão de Dom Frei Manoel da Cruz, abriu quatro novos museus, instituiu a Gráfica e Editora Dom Viçoso, expandiu o Evangelho pelos ares com a Rádio Emissora de Congonhas, fez circular semanalmente o jornal “O Arquidiocesano”, ensinou como professor e escritor, foi um dos padres conciliares do Vaticano II, visitou regularmente as paróquias, crismou milhares de fiéis, ordenou seis bispos e uma centena de padres, soube ser amigo do seu clero e do seu povo.
Depois de tanta fadiga apostólica, neste volumoso e fecundo apostolado, Dom Oscar usufruiu digno e merecido descanso em sua amada terra natal, como arcebispo emérito, onde faleceu no dia 24 de fevereiro de 1997.
Para mais informações sobre as comemorações em homenagem aos cem anos do nascimento de Dom Oscar, entre em contato com a paróquia Nossa Senhora da Assunção, em Mariana, através do telefone (31) 3557-1216.


Tributo a Dom Oscar de Oliveira
Há 50 anos, retornava à sua diocese natal Dom Oscar de Oliveira, para assumir como bispo coadjutor do arcebispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, com direito a sucessão. O momento delicado, principalmente pelo receio de magoar a quem deu tanto de si por esta Igreja Particular, promovendo uma grande obra de evangelização, como o fez Dom Helvécio, aquele momento delicado mereceu de Dom Oscar uma cautela especial, sem descuidar das transformações que previam-nas inevitáveis doravante, fossem pelas alterações culturais e sociais que o mundo atravessava, fossem pelo prenúncio de um novo tempo, com a convocação do Concílio Ecumênico, que fizera o Beato João XXIII na solenidade da Conversão de São Paulo naquele ano.

À sua diocese natal retornava Dom Oscar de Oliveira cheio de planos, com o ardor missionário acendrado, disposto a continuar a obra daquele a quem acompanharia até os seus derradeiros dias, findo o seu combate. De volta à sua casa, o prelado entrerriense conhecia bem a seara que o aguardava e, sem nenhum temor, confiante na graça de Deus e na intercessão de Maria - como, aliás, já trazia em seu brasão expressa a máxima do Abade de Claraval, “Ipsa Duce” – imediatamente colocou-se a peregrinar pela vasta arquidiocese primaz de Minas, reencontrando-se com seus colegas, conhecendo de perto a realidade de cada paróquia e as necessidades de cada comunidade. No ano seguinte, após o falecimento de seu predecessor, a 25 de abril de 1960, Dom Oscar assume a cátedra marianense.

As instabilidades que assombravam aquele momento, não apenas no meio eclesiástico, mas em todos os setores, contudo não prejudicaram o ministério do novo arcebispo de Mariana. E quando tentaram impor-lhe alguma pecha que não condizia com sua conduta, logo se via nele o lídimo sucessor dos Apóstolos, primando pela missão de conduzir sua Igreja Particular à unidade com a Igreja Católica, constituindo um só rebanho e um só pastor a caminho da Jerusalém Celeste.

Exerceu especial zelo na reorganização dos seminários e fomentou a Obra das Vocações Sacerdotais. Preparou a criação de duas dioceses sufragâneas e erigiu novas paróquias. Construiu um novo prédio para o Seminário Menor, escolas, faculdades e hospitais. Na Sé, reuniu os restos mortais dos bispos de Mariana na cripta que fez construir no subsolo do templo e conseguiu a restauração do bicentenário órgão de tubos. Não se descurou da formação do clero. Nas visitas pastorais, nos retiros anuais, reuniões das foranias, bem como pelos temas abordados semanalmente em seus artigos em “O Arquidiocesano”, traçava sempre as linhas-mestras para o constante aperfeiçoamento de seu presbitério, atentando-o da missão do sacerdote no mundo hodierno e das atualizações necessárias, consonantes com as orientações pós-conciliares.

Dom Oscar destacou-se, também, no cuidado para com o acervo histórico da arquidiocese, alertando sobre sua importância e orientando sobre a sua preservação. Abriu museus, organizou o arquivo eclesiástico, reunindo na Cúria os livros de registros paroquiais, evitando que desaparecessem. Teve atenção para com os veículos de comunicação, reconhecendo-os como valiosos auxiliares no processo de evangelização, através da Rádio Difusora de Congonhas e do jornal “O Arquidiocesano”, fundando a Gráfica Dom Viçoso, que também comemora seus 50 anos em 2009.

Escritor apreciado e sensível poeta, publicou diversos livros, além de artigos em jornais e revistas. Foi recebido pela Academia Mineira de Letras e pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Instituto Histórico de Minas Gerais e de São Paulo, além de outras instituições congêneres.

Cumprindo a uma disposição canônica, Dom Oscar renunciou ao governo da arquidiocese, ao completar 75 anos de idade, sendo substituído por Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, que tomou posse a 28 de maio de 1988. Dom Oscar retirou-se para sua terra natal, Entre Rios de Minas, onde faleceu a 24 de fevereiro de 1997.

“Et erit in pace memória ejus”. Na cripta da Sé Catedral de Mariana descansam os restos mortais de Dom Oscar de Oliveira, à espera da feliz ressurreição no Senhor. Seu nome, no entanto, pompeia rutilante na lembrança de tantos que o evocam como lídimo pastor, dedicado cura das almas, cultor do belo, mecenas das artes, glória fúlgida do episcopado brasileiro “cuja memória permanecerá em paz” pelos séculos futuros, pelo bem que fez neste mundo.