Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo

segunda-feira, 30 de abril de 2012

São José Operário

                                   
A Igreja, providencialmente, nesta data civil marcada, muitas vezes, por conflitos e revoltas sociais, cristianizou esta festa, isso na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: "Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!" O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.

O santíssimo São José, protetor da Igreja Universal, assumiu este compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se de que ao seu lado estão Jesus e Maria. A Igreja, nesta festa do trabalho, autorizada pelo Papa Pio XII, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer obras produzidas pelo homem: "Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire na vida social as leis da equitativa repartição de direitos e deveres."

São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: "Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa... O Senhor é Cristo" (Col 3,23-24).

São José Operário, rogai por nós!

Oração à São José Operário

Para pedir emprego
Oh! meu querido Santo Trabalhador, que em vida fizestes a vontade de Deus através do trabalho, abra as portas do comércio para que eu possa conseguir um emprego.
Dai-me forças e coragem para não desistir no primeiro não.
Que eu tenha a disposição de Santa Teresa D'Ávila, a simplicidade de Maria de Nazaré, a força de Santo Antonio.
Orienta os nossos governantes para a distribuição dos bens do país.
Protege as nossas famílias para que não se deixem vencer pela seca, pelo medo, pela violência, pela falta de trabalho e dê esperança no Domingo da ressurreição.
Meu São José, padroeiro dos trabalhadores, não me deixe sem o pão de cada dia e sem prespectiva de um novo dia para minha família.
Prometo, com o dinheiro do meu futuro emprego, ajudar uma instituição de caridade a divulgar essa devoção.
Por Cristo Senhor Nosso. Amém.
Leia um texto da Bíblia. Mt.2, 13-23 e reze uma Ave-Maria e um Pai-Nosso

Oração a São José (São Pio X )

Oração à São José I

Oh! glorioso São José, a quem foi dado o poder de tomar possíveis as coisas humanamente impossíveis, vinde em nosso auxílio nas dificuldades em que nos achamos.
Tomai sob a vossa proteção a causa que vos confiamos, para que tenha uma solução favorável.
Oh! Pai muito amado, em vós depositamos toda nossa confiança.
Que ninguém possa jamais dizer que vos invocamos em vão.
Já que tudo podeis junto a Jesus e Maria, mostrai-nos que vossa bondade é igual ao vosso poder.
São José, a quem Deus confiou o cuidado da mais santa família que jamais houve, sede o pai e protetor da nossa e impetrai-nos a graça de vivermos e morrermos no amor de Jesus e Maria.
São José do Perpétuo Socorro rogai por nós que recorremos a vós.

Salmo 90


Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo, que moras à sombra do Onipotente, dize ao Senhor: "Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus, em que eu confio". (Salmo 90, 1s).

Confie em Deus, abra seu coração e ele agirá.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

4o Domingo da Páscoa- Dia do Bom Pastor

 
O bom pastor dá a vida por suas ovelhas -
Hoje, o quarto domingo da Páscoa, chamado o Domingo do Bom Pastor, nós celebramos o Dia Mundial de Oração pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas. No Evangelho, Jesus se apresenta como o Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. A parábola está dividida em três partes, e continua amanhã e depois.
A comparação é muito viva, porque seus ouvintes eram, na maioria, pastores. Jesus é o nosso Bom Pastor e nós somos as suas ovelhas. Ele cuida de nós com carinho, inclusive carregando nas costas as ovelhas que se afastam do rebanho (Lc 15,1-10). Deus ama você por inteiro, isto é, com as suas falhas e tudo. Por isso que ele vai atrás de você, quando você peca. Não só vai atrás mas, com carinho põe você nas costas e traz de volta para o rebanho. Como é bom sabermos disso! Faz-nos felizes e alegres, em meio às lutas da vida.
“O mercenário, quando vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e devora. Pois ele é apenas mercenário e não se importa com as ovelhas.” Nós cristãos nos preocupamos com as ovelhas desgarradas, que estão à mercê dos mercenários, pessoas que têm outros interesses que não são o bem das ovelhas. Queremos trazer todas para o rebanho do Bom Pastor, pois assim elas estarão protegidas e se salvarão.
Redil é o curral de ovelhas. Ele geralmente é grande e cabem muitos rebanhos, que passam a noite juntos para se defenderem dos animais predadores. Quando começa o dia, é só o pastor chamar que as suas ovelhas vêm.
“Conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem.” Deus nos deu um dom, chamado “sensus fidelium”. A tradução literal é: O sentido dos fiéis. São Clemente traduzia esse dom chamando-o de “nariz católico”: Os cristãos têm um “faro” pelo qual percebem se uma pessoa está falando em nome da Igreja de Jesus Cristo, ou não.
“Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir.” “Jesus viu uma grande multidão e encheu-se de compaixão por eles, porque eram como ovelhas que não têm pastor” (Mc 6,34). Era por isso que Jesus não parava, vivia pregando a Palavra de Deus, curando os doentes e fazendo todo tipo de bem ao povo. Ele sabia que o povo está sujeito a milhares de mercenários e de lobos, que não se interessam pelas ovelhas e querem apenas aproveitar-se delas.
Nesta parábola do Bom Pastor, Jesus vê a sociedade divida em quatro grupos: 1) As ovelhas, isto é, o povo em geral. 2) Os lobos são os exploradores do povo. 3) Os mercenários são aqueles que só cumprem o que está mandado, pensando não no povo, mas no seu salário ou nos seus interesses. 4) E felizmente existem os bons pastores que continuam o trabalho de Jesus, cuidando bem das ovelhas e indo atrás das ovelhas afastadas. Pena que estes são poucos! “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita!” (Mt 9,37-38). O desejo de Jesus é que haja “um só rebanho e um só pastor”. Este é também o nosso desejo e a nossa luta.
Certa vez, Jesus estava andando com os Apóstolos e anoiteceu. Noite muito escura, de modo que não podiam mais andar. Pedro foi até uma casa e bateu. Veio o dono da casa e ele lhe disse: “A gente queria um pouso. É possível?” O homem falou: “Sim. Nós damos um jeito”. Pedro ficou meio sem graça e disse: “Acontece que eu não estou sozinho. Há mais doze ali na estrada”. O homem assustou-se, mas pensou um pouco, conversou com a esposa e respondeu: “Mande-os entrar aqui. A gente dá um jeito”. Pedro chamou o grupo, eles entraram e lavaram os pés enquanto a dona da casa preparava algo para comerem. Eles comeram e foram dormir. No outro dia, agradeceram e foram embora.
Muitos anos se passaram e aquele dono da casa morreu. Quando foi chegando à porta do céu, encontrou doze parentes seus que estavam tristes, porque S. Pedro não os havia deixado entrar. Disse-lhes que o lugar deles era o inferno. Então falaram para o homem que acabava de chegar: “A gente estava esperando você, porque sabíamos que você vinha logo. Converse lá, dê um jeito”.
O homem aproximou-se da porta, S. Pedro olhou a ficha dele e disse: “Sua ficha é pesada. Seu lugar seria o inferno. Mas você acolhia os peregrinos. E, como Jesus disse: ‘Eu era peregrino e me acolheste, por isso venha para o Reino’, você está admitido. Pode entrar”.
Nesta hora o homem falou: “Mas eu não estou sozinho. Tenho mais doze ali atrás!” Pedro olhou bem para ele e se lembrou da hospedagem lá na terra. Emocionado, usou a mesma frase que o homem havia usado para ele: “Pode chamar todos eles; a gente dá um jeito”. Assim todos entraram no céu e fizeram a festa, a festa que não tem mais fim.
Os peregrinos são como ovelhas desgarradas. Precisamos acolhê-los.
Neste Dia Mundial de Oração pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas, peçamos a Maria Santíssima, a Mãe da Igreja, que interceda por nós junto do seu Filho, para que tenhamos muitas e santas vocações!
O bom pastor dá a vida por suas ovelhas.
 
Padre Queiroz

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Bento XVI: "A oração é o respiro da alma e da vida"

                                   
Quarta-feira é dia de Audiência Geral. O dia finalmente primaveril favoreceu a presença de inúmeros fiéis e peregrinos na Praça S. Pedro, para ouvir a catequese de Bento XVI.
O Papa prosseguiu sua série de reflexões sobre a oração, recordando que para a comunidade cristã ela é prioritária, é sua seiva vital e seu alimento. Nos primórdios da Igreja, a comunidade cristã se encontrou diante do problema de atender aos necessitados.
Nos Atos dos Apóstolos, se relata a decisão tomada, após oração e discernimento, de instituir um grupo de sete homens de boa reputação para exercer mais especificamente o serviço da caridade para com os mais desfavorecidos, essencial para a Igreja. Assim, os Apóstolos poderiam se concentrar na oração e no serviço da Palavra, próprio do seu ministério, sem a pressão de outras atividades que poderiam distrai-los.
Os Apóstolos sabiam da importância seja da contemplação, seja do trabalho caritativo, mas compreendiam a primazia da oração e da proclamação do Evangelho. É a oração que nos torna capazes de ver as coisas de uma maneira nova, e de responder a elas com sabedoria e amparados pelo Espírito Santo.
Por isso, disse o Pontífice, que a atividade pastoral na Igreja começa e se encerra sempre com a oração, pois é o que dá sentido, força e esperança a todo o nosso atuar. Sem ela, se corre o risco de esquecer a alma profunda de nossas atividades, que correm o risco de tornarem automáticas, ditadas somente por critérios pessoais. "Que a oração e a palavra de Deus iluminem o nosso cotidiano e nossas decisões. Deste modo, responderemos a todo desafio e situação com inteligência, compreensão e fidelidade aos desígnios de Deus."
No final da sua catequese, Bento XVI fez uma síntese em várias línguas. Eis o que disse em português:
"Queridos irmãos e irmãs, a Igreja, desde o início, se deparou com situações imprevistas, às quais procurou dar resposta à luz da fé, guiada pelo Espírito Santo. Assim, com o crescimento do número dos discípulos, os fiéis de língua grega começaram a queixar-se que as suas viúvas estavam sendo deixadas de lado. Os Apóstolos, embora cientes de que a prioridade da sua missão era o anúncio da Palavra de Deus, todavia não ignoravam a necessidade de dar assistência aos fracos, pobres e indefesos, segundo o mandato de Jesus: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Por isso, foram escolhidos sete homens de boa fama para o serviço da caridade, ao passo que os Apóstolos se dedicariam inteiramente à oração e ao serviço da Palavra. Este exemplo nos ensina que, no meio das atividades de cada dia, não devemos perder de vista a prioridade da nossa relação com Deus na oração. Num mundo acostumado a avaliar tudo segundo os critérios da produtividade e eficiência, é importante lembrar que, sem a oração, a nossa atividade se esvazia, convertendo-se em puro ativismo, que nos deixa insatisfeitos. A oração deve ser para nós como que a respiração da alma e da vida. Saudação cordial aos diversos grupos de brasileiros e demais peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente aos fiéis da Diocese de Serrinha acompanhados do seu Bispo, Dom Ottorino Assolari. No meio dos inúmeros afazeres diários, é justamente na oração, alimentada pela Palavra de Deus, que encontrareis novas luzes para vos guiar em cada momento e situação. E que Deus vos abençoe a vós e vossas famílias."

terça-feira, 24 de abril de 2012

Deus é fiel à aliança


Lendo nossa história, a história do povo de Deus, percebemos que está marcada pelo sofrimento e opressão. Deus não nos abandona, mesmo quando vivemos situações de morte e escravidão, pois Ele é o Deus fiel às suas promessas de liberdade e vida para todos.

Na liturgia do quarto domingo da Quaresma, tanto a segunda leitura como o Evangelho centralizam com clareza a misericórdia, o amor e a salvação operada por Deus em nosso favor. São as razões de nossa alegria. No Evangelho, Jesus fala com Nicodemus – como qualquer um de nós, um discípulo atento – e lhe diz uma frase que todos deveríamos anotar em um papel e guardar na carteira ou no bolso e, mais importante, no coração: “De tal modo Deus amou o mundo que lhe deu seu filho único”.

O amor de Deus é um amor louco, sem medida. Se Deus nos pedisse conselho, qualquer um de nós falaria para ser mais prudente em sua forma de amar. E lhe recordaríamos o ditado de que “a virtude está no meio”. Provavelmente, Deus nos responderia que não compreendemos o que é o amor. E nos convidaria a ler o famoso capítulo 13 da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – e certamente não seria exagero que a lêssemos de novo.

A segunda leitura é de Paulo – da sua carta aos Efésios – e começa de uma maneira que não deixa em seus ouvintes nenhuma dúvida sobre a forma de ser de Deus e sua relação conosco: “Deus que é rico em misericórdia e nos tem um imenso amor...”. Isso já bastaria para fazer-nos repensar um pouco sobre a maneira tão miserável que temos, às vezes, de viver a nossa fé e nossa relação com Deus. Mas Paulo nos afirma mais ainda que, “quando estávamos mortos em consequência de nossos pecados, (Deus) deu-nos a vida juntamente com Cristo”.

Não há muito mais para dizer. Simplesmente meditar muitas vezes sobre essas frases, acolhê-las em nosso coração e permitir que retirem da cabeça muitas idéias preconcebidas que temos sobre um Deus que castiga e está atento às nossas menores faltas; que nos olha com desconfiança e não acredita em nós etc. Em nossas mãos está repudiar o amor e a vida que Deus nos presenteia em Jesus. Podemos fazer isso, mas seríamos tolos se o fizéssemos. Deus não nos pede nada em troca. Dá-nos de presente o amor para que o vivamos e compartilhemos sem medidas. O que mais s pode pedir?

Quaresma é levantar os olhos, reconhecer o amor com o qual Deus nos ama e descobrir que segui-lo é o melhor que podemos fazer com nossa vida. Por isso, já é hora de nós, batizados, fazermos uma boa confissão auricular. Procure o sacerdote de sua Paróquia e se aproxime do confessionário. Veja como isso será bom para o seu crescimento espiritual.

Nossa resposta é dar graças ao Pai do Céu pelo imenso amor com que nos ama e pela misericórdia que derrama sobre nós e compartilharmos esse amor e essa misericórdia, procurando ser concreto e expressar alguma forma real de dividir esse amor com os outros.

Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Dom Geraldo fala sobre a importância das Assembleias Gerais para a Igreja no Brasil durante coletiva de imprensa


O arcebispo metropolitano de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha, destacou a importância das Assembleias Gerais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no cenário atual e, ao longo da história do Brasil, durante a entrevista coletiva de imprensa, realizada nesta quinta-feira, 19. O arcebispo participa da 50ª Assembleia Geral da CNBB, evento que reúne mais de 300 bispos de todo o Brasil em Aparecida (SP).
“São 50 Assembleias ao longo dos 60 anos da CNBB. Todas tiveram muita importância tanto para a Igreja quanto para a sociedade”, afirmou dom Geraldo, que foi de 2007 a 2010, presidente da Conferência dos Bispos do Brasil.
O arcebispo completou afirmando que a CNBB tem se posicionado com clareza e prontidão diante das várias questões apresentadas pela sociedade atual.
Dom Geraldo ressaltou que, durante a Ditadura Militar brasileira, muitas vozes da sociedade eram silenciadas e uma das poucas a se pronunciar era a Igreja Católica.
Dom Geraldo explicou, ainda, aos jornalistas que nos primeiros anos da CNBB as Assembleias não eram realizadas anualmente. “Nos anos 60, por ocasião do Concílio Ecumênico Vaticano II não se realizaram Assembleias, com exceção de uma Assembleia eletiva. Cada sessão do Concílio durava cerca de quatro meses e ocupada a atenção dos bispos”, acrescentou.
O ex-presidente da CNBB mencionou que celebrar a 50ª Assembleia é motivo de júbilo. “Hoje comemoramos e conseguimos perceber os marcos do quanto estes encontros representaram para nós, pastores da Igreja, e para todo o povo de Deus”, completou.
Missão Continental“A Igreja se coloca em estado permanente de missão”, afirmou dom Geraldo ao ser questionado sobre os trabalhos da Igreja diante dos desafios de evangelização no Brasil e na América Latina.
Dom Geraldo citou a 5ª Conferência da América Latina e Caribe, realizada em Aparecida, em 2007, que em sua conclusão demonstrou que todos precisam ser discípulos e missionários de Jesus e que esta proposta precisa sempre prosseguir como grande Missão Continental. “A Missão Continental é um estado de espírito que deve perpassar a todas as dimensões da Igreja”, concluiu.
Missal RomanoO arcebispo de Mariana também comentou sobre os trabalhos da Comissão Episcopal para a Tradução dos Textos Litúrgicos (Cetel) na revisão do Missal Romano.
“A revisão tem que ser fiel a tradução do latim. Este é um trabalho demorado pela sua exigência na fidelidade dos textos e riqueza em detalhes”, acrescentou.
Dom Geraldo destacou que é importante reconhecer a necessidade da formação litúrgica mais intensa e mais profunda para favorecer uma participação mais ativa, mais consciente e proveitosa como ensinou o Concílio Vaticano II.
A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia é responsável por fazer a revisão dos textos litúrgicos. Seu presidente, dom Armando Bucciol, comentou as palavras de dom Geraldo. Segundo dom Bucciol, a revisão da tradução do Missal Romano ainda deve durar alguns anos e é realizada com o auxilio de especialistas.
“Trata-se de uma revisão e adaptação da linguagem que evolui através dos anos e devemos acompanhar essas modificações. A Igreja reza como crê. A oração da Igreja reflete a sua fé, por isso é importante rever e avaliar bem a revisão da tradução do Missal Romano”, completou.
Fonte: Assessoria de Imprensa
50ª AG da CNBB

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A humildade que desce rumo às alturas do Amor!


No processo doCristianismo amar é dispor de si para o outro, é um exercício que está atreladoà imitação de Cristo, isto é, em nos assemelharmos à toda sua capacidade deamar sem reservas. Esta imitação, nem sempre é fácil, e só se torna possível àmedida que caminhamos sinalizados pela a humildade. Para nos fazer entenderesse caminho, tomo emprestado o olhar de um grande santo e doutor da Igreja, SãoGregório, que sabiamente nos dizia que a “humildadeé uma descida rumo às alturas do Amor.” De fato, é através do movimento destasduas virtudes que o Verbo se revela e visita nossa humanidade, tornando-noscapazes de amar. Capacidade singular que impulsiona o homem o tempo todo acontemplar o horizonte da alteridade no rosto e no coração do seu próximo.

Daqui a algunsdias viveremos a mística do Tríduo Pascal, e ali contemplaremos de perto oápice da humildade de Jesus no alto do Calvário, Ele que “sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foiobediente até a morte, e morte de cruz!” (Fl 2, 8). Antes de segui-Lo poresse caminho redentor, receberemos d’Ele mais uma vez o fascinante chamado: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei– (Jo 13, 34) – este é o caminho sugerido a nós por Jesus ao término do lava- pés.Dei-vos o exemplo, para que como eu vosfiz, também vos o façais. (ibid., 15). “Agir do mesmo jeito”, eis o nosso chamado.Baseando-se não na força de uma ordem, mas em virtude da natureza e impulso doAmor para o qual fomos gerados.

É interessanteperceber a riqueza de significados revelada minutos antes de deixar omandamento do Amor, quando Jesus se inclina aos pés dos seus amigos para lheslavar os pés. Dentre tantos significados traduzidos naquele cenário, o nossoolhar se prende à sua humildade. Todavia, não no aspecto do serviço, o queseria pertinente refletirmos, mas, a humildade como sinal redentor do seu Amor.Ao inclinar-se para lhes deixar limpos de toda a sujeira, o Bom mestredirige-se ao “húmus”, à terra que se achava nos pés daqueles a quem tantoamava. Os latinos chamam esse gesto de “humilitas”, isto é, humildade. Comefeito, a expressão “humilde” tem sua raiz no vocábulo latino – “húmiles”- e aimagem de um servo inclinado à terra (húmus), amplia o seu significado. Ali coma humildade que lhe é própria, Cristo ao descer não alcança tão somente os pésdaqueles homens, mas também os seus corações, elevando-os ao Seu Amor até o fim!

Queridos irmãos, o exercício do Cristianismo é isso. É um cenário no qual somos chamadoso tempo inteiro a protagonizar em nossas relações uma “disposição ao outro”, pormeio da humildade e do Amor. Penso que dessa forma a gente amplia o horizontede sentido de nossos amores, amizades e encontros... De igual maneira também ohorizonte de significado da nossa, vocação, missão e Igreja. Parece trocadilho,mas deste modo, acabamos realmente “descendo às alturas” do coração do outro,tocando aquilo que ele tem de mais belo e encantador: a capacidade de amar eser amado.