Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo

terça-feira, 14 de maio de 2013

Arquidiocese se prepara para o encerramento da peregrinação dos símbolos arquidiocesanos da juventude



No próximo dia 19 de maio, Mariana receberá centenas de jovens vindos das diversas paróquias da Arquidiocese de Mariana para a celebração de encerramento da peregrinação dos símbolos arquidiocesanos da juventude. Estes símbolos, a cruz e o ícone de Maria, estão percorrendo as paróquias da arquidiocese desde o dia 27 de maio de 2012, data de início da peregrinação. O objetivo dessa peregrinação é motivar todas as paróquias a um momento de preparação em vista da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que acontece no Rio de Janeiro no próximo mês de julho. Após passar pelas regiões leste, centro, sul e oeste, os símbolos estão na Região Norte e no dia 19 de maio estarão em Mariana para o encerramento da peregrinação.
A programação dessa grande festa de encerramento será a seguinte:
14h – Chegada das caravanas e concentração em diversos pontos da cidade
Região Norte: Início da rua do Catete
Região Oeste e Centro: Capela São Vicente (chácara)
Região Sul: Adro da igreja São Pedro
Região Leste: centro de Convenções (próximo à prefeitura)
15h – Caminhada das caravanas em direção à Praça da Sé (Entrega da Cruz e do Ícone de Maria)
16h – Continuação da caminhada até a praça dos Ferroviários
17h – Celebração Eucarística presidida por dom Geraldo Lyrio Rocha.
Algumas observações importantes:
1 – A acolhida às caravanas será feita pelas comunidades das duas paróquias de Mariana, especialmente aquelas que estão mais próximas dos locais de chegada. Ficou combinado que as comunidades dariam um lanche para as caravanas.
2 – A caminhada do local da chegada até a Praça da Sé é de responsabilidade dos próprios jovens da região. Não será possível disponibilizar carro de som para esse momento. Desse modo, cada região, através da coordenação regional da juventude, deve se organizar para a animação dessa caminhada.
3 – A acolhida da cruz e do ícone na Praça da Sé ficará a cargo dos jovens das duas paróquias de Mariana.
4 – A animação da caminhada da Praça da Sé para a Praça dos Ferroviários e a liturgia da Celebração Eucarística são de responsabilidade da coordenação arquidiocesana da Pastoral da Juventude. Ao final da celebração, também haverá um lanche.
5 – Para uma melhor acolhida, pedimos às caravanas que confirmem a presença através do telefone (31) 3557-4456 / (31) 3557-3167 – Falar com Édina – Centro Arquidiocesano de Pastoral.
Participe desse momento bonito e jovial em nossa arquidiocese. Organize sua caravana e venha celebrar conosco!

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos



O QUE DEUS EXIGE DE NÓS 
Miqueias é dos profetas da Bíblia. Viveu num momento difícil da história do seu povo. Muita destruição e dor. Como todo profeta, recebeu a missão de animar e educar o povo, anunciando o projeto de Deus e denunciando tudo o que contraria o seu Plano de amor.
A certa altura da vida, ele se questiona: “Com que hei de comparecer diante do Senhor?” Com holocaustos? Desejará o Senhor bezerros, óleo? Ou que eu sacrifique meu filho? E logo responde: “Foi-te dado a conhecer o que é bom, o que o Senhor exige de ti: nada mais que respeitar o direito, amar a fidelidade e aplicar-te a caminhar com teu Deus” (Mq 6,6-8).
Esse texto foi escolhido como tema central da “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos” de 2013, em preparação para a Festa de Pentecostes, quando celebramos e recebemos o grande dom do Espírito Santo.
A beleza e a riqueza da fé cristã, a Boa-Nova que procuramos viver e anunciar, a vida e mensagem salvadora e libertadora de Jesus, tudo isso acaba sendo ofuscado e prejudicado pelas divisões tão marcantes entre os cristãos, pela falta de diálogo, pela intolerância, pela falta de um amor mais sincero e comprometido. Daí, a importância do RESPEITO a cada ser humano, a cada cultura, a cada povo.
Como a Semana de Oração acontece no mundo inteiro, o material proposto para este ano foi preparado pelo Movimento de Estudantes Cristãos da Índia. O ponto de partida foi a grande injustiça social daquele país em relação aos ‘párias’, os dalits. A classe dos dalits é considerada a mais baixa, mais impura e mais causadora de impurezas. E, por isso, é marginalizada e explorada. Cerca de 80% dos cristãos da Índia vêm dessa classe.
Mas também em nosso Brasil há um grande número de pessoas marginalizadas, exploradas, sofridas. Podemos citar, por exemplo, os moradores(as) de rua, pedintes, encarcerados(as), prostitutas, catadores(as) de lixo, portadores de AIDS, indígenas, quilombolas etc.
O convite do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) é para que nos unamos em oração pela unidade, porque unidos podemos fazer muito mais pela libertação, pela justiça, pela solidariedade em relação a tanta gente sofredora. Além da oração, que procuremos praticar o diálogo, a compreensão, a tolerância, o verdadeiro amor ao próximo. E que nos unamos na luta pelo direito à vida em plenitude. O roteiro para a Semana propõe, entre outras coisas, uma reflexão para cada dia. São as chamadas “Estações”, ou paradas para conversar, refletir, orar, assumir.
A primeira Estação aponta a importância de caminhar nas conversas, saber ouvir, dialogar dentro do respeito e da caridade. O texto bíblico para inspiração é o da torre de Babel (Gn 11,1-9). A segunda Estação nos convida a caminhar com o corpo ferido de Cristo, indo ao encontro dos mais sofridos. O texto bíblico de Lc 22,14-23 relata como Jesus partilha e se doa antes de enfrentar a cruz e a morte. A Estação 3 é caminhando para a liberdade. O Espírito nos comunica a liberdade (2Cor 3,17). Somos chamados a ser livres e a respeitar a liberdade do outro. O versículo 17 fala do “rosto descoberto”. O cartaz da Semana traz uma mulher com o rosto coberto: “um véu, uma boca velada, um olhar firme”. É a realidade de tanta gente, calada à força, amordaçada, aprisionada, mas que não desiste e olha com fé e firmeza para um futuro de liberdade e respeito.
A quarta Estação fala em caminhar como filhos da terra. “A criação geme em dores de parto” (cf. Rm 8,18-25). Precisamos ouvir os apelos da terra e dos filhos da terra. Sentir seus anseios. Cuidar da criação e, sobretudo, da criatura humana. Na quinta Estação,caminhar como amigos de Jesus. “Não chamo vocês de servos, mas de amigos” (Jo 15,15). Não podemos caminhar sozinhos. Vamos como irmãos e irmãs. É importante cultivar a amizade, com Jesus e com o próximo. Isso dá sentido à vida e a torna mais prazerosa.
Na Estação 6 lembramos que é preciso caminhar além das barreiras. Cristo destruiu o muro da separação. “Ele é a nossa paz”. Fez dos povos um só (cf. Ef 2,13-16). É preciso vencer barreiras, derrubar muros, superar preconceitos. Buscar o que nos une. Finalmente, a Estação 7 nos convida a caminhar em solidariedade. A parábola do “bom samaritano” (Lc 10,25-37) é a grande inspiração. Solidariedade com as vítimas da sociedade, com os sofredores e com todos(as) os(as) que lutam pela justiça e pela paz. Mais importante que celebrar o culto ou pregar a Bíblia, é cuidar de quem foi deixado à beira do caminho. O que Deus exige de nós? Nada mais que respeitar, ser fiel e perseverar no caminho que o Senhor nos propõe…
Pe. José Antonio de Oliveirazeantonioliveira@hotmail.com

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Francisco: "O caminho dos cristãos é o caminho de Jesus"



Permaneçamos sempre mansos e humildes para derrotar as lisonjas e ódio do mundo. Foi o que disse Papa Francisco na Missa da manhã deste sábado, 4 de maio, na Casa Santa Marta. Em sua homilia, o Papa reafirmou que o caminho dos cristãos é o caminho de Jesus e por isso não devemos ter medo de sermos perseguidos.
Na Missa, com a presença de um grupo da Guarda Suíça Pontifícia para o qual o Papa dedicou uma saudação de carinho e gratidão. “A Igreja - disse – os quer muito bem e também eu”.
São a humildade e mansidão as armas que temos para nos defender do ódio do mundo. Foi o que afirmou o Papa Francisco, que concentrouu a sua homilia na luta entre o amor de Cristo e o ódio do príncipe do mundo. “O Senhor, recordou o Santo Padre, nos diz para não nos assustar-mos porque o mundo nos odiará, como odiou Ele”:
“O caminho dos cristãos é o caminho de Jesus. Se nós queremos ser seguidores de Jesus, não existe outra estrada: mas sim a estrada que Ele assinalou. E uma das conseqüências disso é o ódio é ódio do mundo, e também do príncipe deste mundo. O mundo amaria o que é seu. “Eu os escolhi, do mundo”: foi exatamente Ele que nos resgatou do mundo, nos escolheu: pura graça! Com sua morte, sua ressurreição, nos libertou do poder do mundo, do poder do diabo, do poder do príncipe deste mundo. E a origem do ódio é esta: nós somos salvos. E esse príncipe que não quer que sejamos salvos, odeia”.
Eis então que o ódio e a perseguição desde os primeiros momentos da Igreja chegam até hoje. Há tantas comunidades cristãs perseguidas no mundo - observou com amargura o Papa - hoje, mais do que nos primeiros tempos: hoje, agora, nestes dias, nestas horas”. Por que isso, se pergunta ainda o Papa? Porque o espírito do mundo odeia”. E daí vem uma advertência sempre atual:
“Com o príncipe deste mundo não se pode dialogar: e isso está claro! Hoje o diálogo é necessário entre nós, é necessário para a paz. O diálogo é um hábito, é uma atitude que devemos ter entre nós para nos entendermos ... mas deve ser sempre mantido. O diálogo vem da caridade, do amor. Mas com o príncipe não se pode dialogar: só responder com a Palavra de Deus que nos defende.
O Senhor, continuou Papa Francisco, pede-nos para permanecermos ovelhas, porque se alguém deixa de ser ovelha, então não tem “um pastor que a defenda e cai nas mãos desses lobos”.

CNBB divulga nota oficial sobre a beatificação de Nhá Chica



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publica nota sobre a beatificação de Francisca de Paula de Jesus, conhecida como Nhá Chica. No texto, a entidade destaca que “o reconhecimento pela Igreja da santidade de Nhá Chica, passado pouco mais de cem anos de sua morte, confirma a importância de se colocar em relevo o exemplo de sua vida de fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho”.
A seguir, a íntegra do texto:
Nota Oficial da CNBB sobre a Beatificação de Nhá Chica
Brasília, 2 de maio de 2013
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, com toda a Igreja, louva e bendiz a Deus pela Beatificação de Francisca de Paula de Jesus, carinhosamente chamada pelo povo de Nhá Chica, neste sábado, 4 de maio de 2013, na cidade mineira de Baependi. O reconhecimento pela Igreja da santidade de Nhá Chica, passado pouco mais de cem anos de sua morte, confirma a importância de se colocar em relevo o exemplo de sua vida de fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho.
A Beatificação de Nhá Chica é uma mensagem de extraordinário significado e importância para nossa Igreja. Filha e neta de escravos, analfabeta, órfã ainda criança, viveu no escondimento, na pobreza e na simplicidade. Devota de Nossa Senhora da Conceição, consagrou seu tempo e consumiu sua vida, como leiga que testemunha a fé, servindo às pessoas, especialmente na nobre tarefa de escutar e aconselhar. Seu cuidado com os mais pobres rendeu-lhe o belo título de “Mãe dos pobres”. Aos que lhe atribuíam favores especiais, respondia com a verdade de quem crê: “Isso acontece porque rezo com fé”.
A biografia de Nhá Chica revela sua vida de intimidade com Deus e nos estimula a buscar o ideal proposto por Cristo, como nos lembra São Paulo: “A vontade de Deus é esta: a vossa santificação” (1Ts 4,3). O testemunho de nossa mais nova Beata torna-se, portanto, convite irrecusável a viver intensamente o encontro com Jesus Cristo que “implica necessariamente amor, gratuidade, alteridade, unidade, eclesialidade, fidelidade, perdão e reconciliação” e leva cada discípulo-missionário a se tornar “fonte de paz, justiça, concórdia e solidariedade” (cf. DGAE, 16).
Saudamos e agradecemos à Diocese de Campanha e a todos que se dedicam à causa de canonização de Nhá Chica, bem como ao Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato, por presidir a cerimônia de beatificação desta Serva de Deus.
Que a Beata Nhá Chica alcance de Deus graças e bênçãos para todo o povo brasileiro e nos ensine a trilhar o caminho da santidade, vivendo na simplicidade e na pobreza evangélicas.
Raymundo Damasceno Assis
Cardeal arcebispo de Aparecida (SP)
Presidente
José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luis (MA)
Vice-presidente
Leonardo Ulrich Steiner
Bispo auxiliar de Brasília (DF)
Secretário Geral

Francisco: "O trabalho deve dar dignidade à pessoa"


Reunidos na Praça de São Pedro, no dia 1º de maio, Dia do Trabalho, milhares de pessoas provenientes de todas as partes do mundo, tiveram a oportunidade de ouvir na audiência geral a reflexão do Papa Francisco sobre São José Operário e seus apelos àqueles que tem a responsabilidade de administrar o bem comum.

“Desejo dirigir a todos o convite à solidariedade, e aos responsáveis das coisas públicas o encorajamento para fazer todo esforço para dar novo impulso às oportunidades de trabalho; isto significa preocuparem-se pela dignidade das pessoas; mas sobretudo, quero dizer não percam a esperança; também São José teve momentos difíceis, mas jamais perdeu a fé e soube superá-los, na certeza que Deus não abandona.”

O Papa também fez um apelo à juventude: “Quero dirigir-me em particular a vocês adolescentes e jovens: empenhem-se nos seus deveres diários, nos estudos, no trabalho, nas relações de amizade, nas ajudas ao próximo; o futuro de vocês depende também de como vocês saberão viver estes preciosos anos da vida. Não tenham medo do compromisso e não olhem com medo para o futuro; mantenham viva a esperança: existe sempre uma luz no horizonte.”

Outro apelo, ou melhor, uma denúncia, foi feita pelo Papa Francisco sobre a situação do trabalho escravo que ainda existe na sociedade de hoje.

“Quantas pessoas, em todo o mundo, são vítimas deste tipo de escravidão, na qual é a pessoa que serve ao trabalho, enquanto deveria ser o trabalho a oferecer um serviço à pessoa para que ela tenha dignidade. Peço aos irmãos e irmãs na fé e a todos os homens e mulheres de boa vontade uma decidida tomada de posição contra o tráfico de pessoas, no âmbito do qual está o “trabalho escravo”.

A figura de São José - disse Papa Francisco - nos remete à dignidade e importância do trabalho, pois foi com seu pai adotivo que Jesus aprendeu a trabalhar. De fato, o trabalho enche o homem de dignidade e, em certo sentido, o assemelha a Deus que, como se lê na Bíblia, “trabalha sempre” (cf. Jo 5,17). Isso nos leva a pensar em tantas pessoas que se encontram desempregadas, muitas vezes por causa de uma concepção econômica que busca somente o lucro egoísta. Também São José teve de enfrentar momentos difíceis, saindo vencedor pela confiança em Deus que nunca nos abandona.

Ao lado de São José, Nossa Senhora acompanhava com carinho e ternura o crescimento do Filho de Deus feito homem. Aproveitemos o mês de maio para reforçar a consciência da importância e beleza da oração do terço, que permite aprender de Nossa Senhora a contemplar os mistérios da vida de Jesus, percebendo sempre mais a Sua presença junto de nós.

Ao concluir a audiência geral, o Papa disse aos brasileiros: “Neste mês mariano, com a ajuda de Nossa Senhora e São José, busquem sempre contemplar mais intensamente a face do Senhor Jesus para que Ele seja o centro de vossos pensamentos, das vossas orações, da vossa vida”.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Papa Francisco pede que fiéis vivam a fé na 'Igreja de Jesus'



“Cristãos mornos são aqueles que querem construir uma igreja na própria medida, mas esta não é a Igreja de Jesus”. Foi o que afirmou o Papa Francisco durante a Missa celebrada na Capela da Casa Santa Marta na manhã deste sábado, 20 de abril.
Estavam presentes os voluntários do Dispensário Pediátrico ‘Santa Marta’, no Vaticano, confiado às Filhas da Caridade de São Vicente de Paula, que há 90 anos trabalham com crianças e famílias necessitadas de Roma, sem distinção de religião ou nacionalidade. Ao lado do Papa, como coroinhas, duas crianças.
Refletindo sobre a leitura dos Atos dos Apóstolos, Papa Francisco disse: “A primeira comunidade cristã, depois da perseguição, vive um momento de paz, se consolida, caminha e cresce ‘no temor do Senhor e com a força do Espírito Santo’ “. E é nesta atmosfera que respira e vive a Igreja, chamada a caminhar na presença de Deus e de modo irrepreensível.
Então acrescentou: “É um estilo da Igreja. Caminhar no temor do Senhor é um pouco o sentido da adoração, da presença de Deus, não? A Igreja caminha assim e quando estamos na presença de Deus não fazemos coisas erradas e nem tomamos decisões erradas. Estamos diante de Deus. Também com a alegria e a felicidade: esta é a força do Espírito Santo, isto é o dom que o Senhor nos deu – esta força – que nos faz andar em frente”.
No Evangelho proposto pela liturgia de hoje, muitos discípulos acham muito dura a linguagem de Jesus, murmuram, se escandalizam e por fim abandonam o mestre. “Estes – disse o Santo Padre -, se afastaram, foram embora, porque diziam ‘este homem é um pouco estranho, diz coisas que são muito duras e não podemos com isto….É um risco muito grande seguir este caminho. Temos bom senso, não é mesmo? Andemos um pouco atrás e não tão próximos a ele’. Estes, talvez, tivessem alguma admiração por Jesus, mas um pouco de longe: não queriam se misturar muito com este homem, porque ele diz coisas um pouco estranhas...”.
“Estes cristãos – recordou Francisco - não se consolidam na Igreja, não caminham na presença de Deus, não tem a força do Espírito Santo, não fazem crescer a Igreja”. “São cristãos de bom senso,- acrescentou – somente isto. Tomam distância. Cristãos, por assim dizer, ‘satélites’, que tem uma pequena Igreja, na sua própria medida. Para usar as mesmas palavras que Jesus usou no Apocalipse, ‘cristãos mornos’. Esta coisa morna que acontece na Igreja….Caminham somente na presença do próprio bom-senso, do senso comum...aquela prudência mundana: esta é uma tentação justo da prudência mundana”.
Na homilia, Papa Francisco recorda dos tantos cristãos “que neste momento dão testemunho, em nome de Jesus, até o martírio”. "Estes – afirma – não são cristãos satélites, porque vão com Jesus, no caminho de Jesus”. “Estes sabem perfeitamente aquilo que Pedro disse ao Senhor, quando o Senhor lhe faz a pergunta: ‘Também vocês querem ir embora, serem ‘cristãos satélites’? Responde-lhe Simão Pedro: ‘Senhor, a quem iremos, só tu tens palavras de vida eterna’. Assim, um grupo grande se torna um grupo um pouco menor, mas daqueles que sabem perfeitamente que não podem ir a outro lugar, porque somente Ele, o Senhor, tem palavras de vida eterna”.
O Papa conclui sua reflexão com esta oração: “Oremos pela Igreja, para que continue a crescer, a consolidar-se, a caminhar no temor de Deus e com a força do Espírito Santo. Que o Senhor nos liberte da tentação daquele ‘bom senso’, da tentação de murmurar contra Jesus, porque Ele é muito exigente e, da tentação do escândalo. E assim por diante...”.
Papa Francisco às Mães da Praça de Maio: Partilho suas dores
A Associação das Mães da Praça de Maio, na Argentina, em 21 de março passado, enviou uma carta ao Papa Francisco por ocasião de sua eleição à Cátedra de Pedro.
Nesta quinta-feira, o Santo Padre respondeu a missiva, assinada pelo Subsecretário para as Relações com os Estados, Dom Antoine Camilleri, agradecendo as Mães da Praça de Maio por sua amável carta e pelos nobres sentimentos que a motivaram.
"O Papa corresponde a esta delicada atenção pedindo a Deus a força para lutar, desde o ministério que acabou de assumir, em favor da erradicação da pobreza no mundo, a fim de impedir o sofrimento de muitas pessoas que passam necessidade", destaca a nota.
Francisco valoriza e aprecia muito aqueles que estão próximos aos desfavorecidos e se esforça para ajudá-los, compreendê-los e ir ao encontro de suas justas aspirações. "Em suas orações pede a Deus para que ilumine os responsáveis pelo bem comum a fim de que combatam o flagelo da pobreza, através de medidas eficazes, equânimes e solidárias", ressalta ainda o documento.
O Santo Padre partilha a dor de muitas mães e famílias que sofreram e sofrem a trágica perda de seus entes queridos nesse momento da história argentina e com afeto lhes dá uma bênção especial, sinal de esperança e alento, e pede às Mães da Praça de Maio para que rezem por ele. (MJ)
Francisco: "Libertar a Igreja de moralismos e ideologias"
A Palavra de Deus deve ser acolhida com humildade, porque é a palavra de amor: em síntese, foi o que disse o Papa na manhã do dia 19 de abril, durante a homilia da Missa presidida na Capela da Casa Santa Marta. Estavam presentes alguns funcionários da Tipografia Vaticana e do L’Osservatore Romano.
Francisco se inspirou nas leituras bíblicas do dia: a vocação de Saulo e o discurso de Jesus na Sinagoga de Cafarnaum. A voz de Jesus, disse, “passa pela nossa mente e vai ao coração”. Já os doutores da lei respondem de outra maneira, discutindo entre si e contestando duramente as palavras de Jesus:
“Os doutores respondem somente com a cabeça. Não sabem que a Palavra de Deus fala ao coração”, disse o Papa, dando o exemplo de Maria, que acolheu com humildade as palavras do Senhor.
Quem responde somente com a cabeça são os grandes ideólogos, afirmou, recordando que “a Palavra de Jesus vai ao coração porque é a Palavra de amor, é palavra bela e traz o amor, nos faz amar”. Os ideólogos, por sua vez, cruzam a estrada do amor e da beleza e põem-se a discutir sobre como Jesus pode dar sua carne para comer.
“É tudo um problema de intelecto. E quando entra a ideologia, na Igreja, quando entra a ideologia na inteligência do Evangelho, não se entende mais nada.”
Para Francisco, os ideólogos falsificam o Evangelho. Toda interpretação ideológica, de qualquer parte vier, é uma falsificação do Evangelho. “E esses ideólogos – como vimos na história da Igreja – acabam por se tornar intelectuais sem talento, moralistas sem bondade. Nem falemos de beleza, porque disso eles não entendem nada.”
“Ao invés, a estrada do amor, a estrada do Evangelho – recorda o Papa, é simples: é a estrada que os Santos entenderam:
“Os santos são os que levam avante a Igreja! A estrada da conversão, da humildade, do amor, do coração, da beleza... Peçamos hoje ao Senhor pela Igreja: que o Senhor a liberte de qualquer interpretação ideológica e abra o coração da Igreja, da nossa Mãe Igreja, ao Evangelho simples, àquele Evangelho puro que nos fala de amor, que traz o amor e é tão bonito! E que nos torna mais belos, com a beleza da santidade. Rezemos hoje pela Igreja!”.
 "Fé é acreditar no Deus que é Pessoa, não num "deus-spray"
A fé é um dom que começa encontrando Jesus, Pessoa real e não um “deus-spray”: foi o que disse o Papa Francisco na homilia da Missa celebrada no dia 18 de abril, na Casa Santa Marta. Da celebração participaram os funcionários da Inspetoria de Segurança Pública junto ao Vaticano.
Deus não é uma presença impalpável, uma essência que se expande ao nosso redor sem saber bem o que seja. É uma “Pessoa” concreta, disse o Papa, é um Pai. O trecho do Evangelho de João quando Jesus diz à multidão que “quem crê tem a vida eterna”, é a ocasião para Francisco refletir sobre em qual Deus nós acreditamos:
“Um deus ‘no ar’, um deus-spray que está em todos os lugares, mas não se sabe o que seja. Nós acreditamos no Deus que é Pai, que é Filho, que é Espírito Santo, acreditamos em Pessoas. E quando falamos com Deus, falamos com pessoas: ou falo com o Pai, ou falo com o Filho ou falo com o Espírito Santo. E esta é a fé.”
No Evangelho, Jesus afirma ainda que ninguém vem até Ele se não for atraído pelo Pai. Essas palavras, afirma Papa Francisco, demonstram que “ir a Jesus, encontrá-lo, conhecê-lo, é um dom”.
“Quem tem fé, tem a vida eterna, tem a vida. Mas a fé é um dom – é o Pai quem a dá. Nós devemos continuar este caminho. Todos somos pecadores, temos sempre algo de errado, mas o Senhor nos perdoa. Devemos prosseguir sempre, sem nos desencorajar.”
Se fizermos isso, acontecerá o que referem os Atos dos Apóstolos com aquele funcionário que descobriu a fé: “E cheio de alegria, prosseguia o seu caminho:
“É a alegria da fé, a alegria de ter encontrado Jesus, a alegria que dá paz: não aquela que dá o mundo, mas a que dá Jesus. Esta é a nossa fé. Peçamos ao Senhor que nos faça crescer nesta fé, nesta fé que nos fortalece, que nos torna alegres, essa fé que começa sempre com o encontro com Jesus e prossegue sempre na vida com os pequenos encontros cotidianos com Jesus.”
No final da Missa, o Papa dirigiu um agradecimento especial à Inspetoria de Segurança Pública junto ao Vaticano pelo serviço desempenhado na sociedade, um serviço pelo bem comum, que “requer retidão, vigor, honestidade e serenidade”.
Como a Sala de Imprensa vaticana trabalha com o 'estilo Francisco'. Quem explica é Pe. Lombardi.
Ao receber o Prêmio de ‘Comunicador do Ano’ na tarde desta quinta-feira, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, falou aos jornalistas sobre como a Sala de Imprensa da Santa Sé trabalha com o ‘estilo Francisco’ de relacionar-se com as pessoas e com a agenda.
O sacerdote jesuíta, que também é Diretor da Rádio Vaticano, sublinhou que cada Pontífice tem o seu modo de trabalhar, e que a espontaneidade e agilidade de Francisco agradam a todos, “antes de tudo a mim”. O Papa Francisco - explicou -, tem “um estilo comunicativo novo e imediato. Pega o telefone e chama”, e isto não chega a mim através da estrutura. “Isto é muito bonito, tem um sentido de novidade, criatividade e espontaneidade. Mas, naturalmente, eu devo aprender qual a melhor forma de trabalhar com este novo estilo”.
Cada Papa tem o seu próprio estilo. “Bento XVI – explicou Lombardi – trabalhava bem diferente do Papa Wojtyla, muito integrado ao sistema da Secretaria do Estado”. “Em relação a Bergoglio, estamos atentos em ver como se movimenta, e, está claro que é muito diferente”, afirmou.
Para o sacerdote jesuíta, entender como comunicar o Vaticano, independente do Papa, é uma questão complexa: “Existem comunicações que vem de cima, decisões para comunicar à imprensa com explicações e comentários, ou às vezes, recebemos perguntas dos jornalistas. É necessário entender a qual interlocutor dirigir-se”.
A Sala de Imprensa da Santa Sé não é uma ‘porta-voz’ do Papa, mas uma ‘porta aberta ao diálogo com a imprensa’, afirmou Lombardi. “Estou contente que nestes últimos meses pude informar e falar de coisas bonitas e interessantes, enquanto nos anos passados, por exemplo, sobre os abusos sexuais, foi muito mais difícil”.
No Conclave e no pré-Conclave, Padre Lombardi viu uma “boa ocasião de dar informações e uma grande comunidade” de pessoas, obviamente não todos católicos nem todos especialistas em questões religiosas. E “ainda hoje colhemos os frutos disto: se desenvolveram relações muito boas com os jornalistas, uma conexão cotidiana com o mundo, que libera pequenas informações muito concretas, porém úteis”. A Sala de Imprensa da Santa Sé tem seus contatos em todo o mundo, nas instituições civis e, naturalmente, nos diversos setores vaticanos. Com o impacto da internet e do fluxo de notícias 24 horas, teve que se reorganizar.
A propósito do Conclave, Padre Lombardi recordou como tenha convidado - a quem lhe pedira para enviar um SMS com o nome do novo Papa assim que o soubesse -, a viver “o suspense com o povo de Deus, que espera escutar o nome pronunciado pelo proto-diácono. As pessoas tem necessidade desta experiência e tirar isto delas não é um bom serviço”. “Eu tentei fazer entender aos jornalistas – observou -, que nem sempre antecipar é o melhor caminho para fazer comunicação e quando se procura chegar antes, às vezes se comete um erro, ou mesmo, um grande erro”.
Sobre o prêmio recebido, Lombardi disse: “agradeço, me sinto interpretado nas intenções, mas sobretudo nos resultados”. A idéia de comunicação como serviço que Lombardi encarna, está de acordo com o estilo de Papa Francisco.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Quilombolas e JMJ recebem destaque em coletiva na Assembleia dos Bispos


A Jornada Mundial da Juventude e os povos quilombolas foram pauta para os jornalistas que participaram da coletiva de imprensa desta quarta-feira, 17 de abril, durante a 51ª Assembleia Geral da CNBB.
Atenderam a imprensa Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro (RJ); Dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e Dom Pedro Cunha Cruz, bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ).
O Porta voz da Assembleia, Dom Dimas Lara Barbosa destacou que entre as atividades de hoje na Assembleia foram discutidos assuntos relacionados aos povos indígenas, Sínodo dos Bispos, Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e a possibilidade de uma coleta especial para ajudar nos custos da JMJ.
Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro (RJ) apresentou aos jornalistas as últimas informações de organização da Jornada Mundial da Juventude.
“O Rio de Janeiro já tem vocação em sediar grandes eventos e a JMJ é um serviço prestado a sociedade e a juventude do mundo”, afirmou.
O Arcebispo ressaltou também que está será a primeira visita internacional do Papa Francisco para falar com os jovens, 26 anos após a primeira JMJ da América Latina, que aconteceu na Argentina.
“O Rio de Janeiro tem características próprias e estamos trabalhando em conjuntos com o Estado no que se diz respeito a transporte e segurança. Ressalto também que as inscrições ainda estão abertas e continuamos a animar as pessoas para acolher a juventude em suas casas”.
Dom Orani citou ainda que a JMJ terá eventos culturais como exposições, apresentações, cinema entre outros.
“A JMJ é feita para os jovens e pelos jovens e desta forma a Igreja está olhando e investindo em pessoas para o futuro da humanidade, este é o grande diferencial da jornada”.
Ainda sobre a JMJ, dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Capo Grande (MS) e referencial a juventude, falou sobre a dedicação da Igreja a juventude.
“A Igreja no Brasil tem um carinho muito grande com a juventude e neste ano, em especial, foi ainda mais valorizada com a Campanha da Fraternidade”, afirmou.
Para dom Eduardo a Campanha da Fraternidade visa atingir as estruturas da Igreja e o mundo adulto, que precisa valorizar os jovens.
O bispo citou ainda a peregrinação dos ícones da JMJ que percorrem todo o Brasil, sendo um momento muito importante e particular de reunir os jovens nas dioceses.
Situação dos povos quilombolas
Dom Pedro Cunha Cruz, bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) abordou as questões referentes ao povo quilombola e o Documento Verde.
“Nosso objetivo é tornar publico as violações dos direitos humanos sofridas por estes grupos ao longo dos anos”, afirmou.
O bispo manifestou preocupação com Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 215 foi aprovada em março do ano passado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e significou um retrocesso às garantias e direitos constitucionais dos povos indígenas.
“A Igreja se coloca solidaria no que se diz respeito a dignidade cultural destes povos e a especulação feita pelos grandes grupos financeiros”, finalizou.
“A questão da moradia é universal e inviolável”, diz dom Pedro Cunha sobre os povos quilombolas 
Foi aprovado pelo plenário da 51ª Assembleia Geral da CNBB o texto de estudos sobre os povos quilombolas. Esse material, que será publicado na série verde de estudos da CNBB afirma a compreensão de que evangelizar significa também apoiar as reivindicações por políticas de enfrentamento ao racismo e à discriminação. De acordo com Dom Pedro Cunha Cruz, bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), este tema trata da própria historicidade da Igreja no Brasil e das comunidades quilombolas.
“O objetivo do documento é tornar pública as violações dos direitos sofridas por essas comunidades, que ainda hoje lutam pela titulação de suas terras”, explica dom Pedro. De acordo com ele, o desejo dos bispos é dar força à voz da comunidades quilombolas, especialmente no reconhecimento de sua identidade cultural e étnica, na demarcação de suas terras e preservação de sua cultura. “A luta e a resistência não é pequena diante das constantes violações e invasões que elas sofrem em suas terras. Muitas vezes, o Incra e outras instancias estaduais não cumprem o seu papel”, afirmou.
Sintetizando o propósito do texto de estudos, o desejo dos bispos é “sensibilizar as autoridades e a sociedade sobre essa questão, e de poder também lutar juntamente com eles pela titulação e homologação da terra”. Dom Pedro lembrou também que muitas dessas comunidades quilombolas vivem apenas de roça de subsistência.
O bispo também destacou a importância da presença da Igreja junto a estas comunidades. “O Papa emérito Bento XVI, ao se despedir de maneira pública de seu ministério, disse que a Igreja é um organismo vivo. Portanto, sua palavra e ação ecoam por todos os cantos. A Igreja coloca a mão onde ninguém quer tocar. Ela vai às periferias. Nós consideramos que a questão da terra e da moradia são direitos universais e invioláveis. Não podemos fazer com que essas comunidades sejam também destinatários de nossa missão evangelizadora? Portanto, consideramos os valores desta e de qualquer cultura. Não são grupos folclóricos. São pessoas que tem seus valores, e que devem ser preservados. E nós evangelizamos a partir desses valores positivos”.
Bispos lembram a luta e causa dos afrodescendentes 
O compromisso com a promoção e a dignidade dos afrodescendentes foram colocados sob o Altar na Santa Missa desta quarta-feira, 17 de abril, durante a 51ª Assembleia Geral da CNBB, no Santuário Nacional.
A Celebração Eucarística foi presidida pelo bispo de São Mateus (ES), Dom Zanoni Demettino de Castro.
No início da missa, o bispo da Diocese de Guarapuava (PR), Dom Antônio Wagner da Silva leu uma mensagem fazendo memória aos 125 anos da Leia Áurea, do fim de uma luta e inicio de outra em busca dos direitos da negritude.
De acordo com Dom Antônio Wagner, atualmente existe mais de 30 bispos afrodescendentes entre o episcopado brasileiro.
Em sua homilia, dom Zanoni Demettino destacou as batalhas do povo negro na história, o sofrimento durante o período da escravidão e as suas lutas atuais.
“No primeiro momento do dia, nos reunidos no Santuário da mãe negra, Nossa Senhora Aparecida, oferecendo no altar do Pai as alegrias e dores do povo negro. Somos descendentes daquele povo que foi arrancado de suas terras, um povo que constitui as nossas raízes e ao Senhor confiamos o seu cuidado”, afirmou.
Dom Zanoni ainda ressaltou que embora vivamos em um tempo novo ainda precisamos lutar pela causa dos afrodescendentes e pela Pastoral Afro-Brasileira.
O bispo de São Mateus destacou as palavras de Jesus no Evangelho de hoje em que diz ‘Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei’.
“Jesus é o pão da vida, aquele que desceu do céu para fazer a vontade do Pai. Que não se percam nenhum daqueles que lhe foram confiados”.
Dom Zanoni afirmou também que em sua diocese, São Mateus no Espírito Santo, existem 32 comunidades quilombolas.
O bispo lembrou entre tantas lutas, a Batalha do Cricaré, um dos mais sangrentos massacres promovido pelos portugueses contra índios Tapuias. Aconteceu no Rio São Mateus, também conhecido como Cricaré, atualmente município de São Mateus, onde é bispo diocesano.
“Esse infeliz episódio é narrado pelo beato José de Anchieta, que fundou a cidade de São Mateus”, destacou.
“Agradeço a Deus, colocando no seu Altar a vida tantos irmãos e irmãs afrodescendentes que testemunharam em sua vida a fé que receberam. As consequências dos 300 anos de escravidão ainda não foram reparados. Ainda nos nosso dias convivemos com a discriminação no trabalho, na escola, nas relações cotidianas”, acrescentou.
“Peçamos a Deus, com a intercessão da soberana Mãe de Deus, a Senhora Aparecida, pelo compromisso com o povo negro”, concluiu.