Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Francisco: "Os Dez Mandamentos são um hino de 'sim' a Deus"

O Papa Francisco celebrou na manhã deste domingo, 16 de junho, a Santa Missa na Praça São Pedro na presença de fiéis provenientes de todas as partes do mundo, por ocasião do Dia do Evangelho da Vida (Evangelium Vitae), no âmbito do Ano da Fé.
Um evento que teve início já ontem, sábado com a peregrinação ao Túmulo de São Pedro durante todo o dia. Na parte da manhã foram proferidas catequeses sobre a Evangelium Vitae para os diferentes grupos linguísticos em vários locais da cidade de Roma. Já na parte da tarde a Adoração Eucarística e o Sacramento da Penitência em algumas igrejas nas proximidades da Basílica de São Pedro. À noite uma procissão com velas pela Via da Conciliação, que se concluiu na Praça São Pedro com uma vigília.
Numa manhã de sol e calor presentes também milhares de motociclistas em Harley-Davidsons provenientes de todo o mundo. O motivo da presença são 110 anos de fundação dessa empresa estadunidense. O grupo de motociclistas deu de presente ao Papa na última quarta-feira duas motos "Harley Davidson" para celebrar a ocasião, motos que serão utilizadas pela gemdarmaria vaticana.
Na sua homilia durante a Santa Missa, o Papa Francisco inicou recordando que a celebração tinha um nome muito belo: «Evangelium Vitae», o Evangelho da Vida. Com esta Eucaristia, no Ano da Fé, - continuou o Papa - queremos agradecer ao Senhor pelo dom da vida, em todas as suas manifestações, e ao mesmo tempo queremos anunciar o Evangelho da Vida.
Partindo da Palavra de Deus o Santo Padre propôs três pontos de meditação: primeiro, a Bíblia, que nos revela o Deus Vivo, o Deus que é Vida e fonte da vida; segundo, Jesus Cristo que dá a vida e o Espírito Santo mantém-nos na vida; terceiro, seguir o caminho de Deus leva à vida, ao passo que seguir os ídolos leva à morte.
“A Bíblia mostra-nos o drama humano em toda a sua realidade, o bem e o mal, as paixões, o pecado e as suas consequências. Quando o homem quer afirmar-se a si mesmo, fechando-se no seu egoísmo e colocando-se no lugar de Deus, acaba por semear a morte. Exemplo disto mesmo é o adultério do rei Davi. E o egoísmo leva à mentira, pela qual se procura enganar a si mesmo e ao próximo”.
Mas, a Deus, não se pode enganar, - disse o Papa - e ouvimos as palavras que o profeta disse a Davi: Tu praticaste o mal aos olhos do Senhor (cf. 2 Sam 12, 9). O rei vê-se confrontado com as suas obras de morte, compreende e pede perdão: «Pequei contra o Senhor» (v. 13); e Deus misericordioso, que quer a vida, perdoa-lhe, devolve-lhe a vida.
Toda a Escritura – continuou Francisco - nos lembra que Deus é o Vivente, aquele que dá a vida e indica o caminho da vida plena. Penso no início do Livro do Génesis: Deus plasma o homem com o pó da terra, insufla nas suas narinas um sopro de vida e o homem torna-se um ser vivente (cf. 2, 7). Deus é a fonte da vida; é devido ao seu sopro que o homem tem vida, e é o seu sopro que sustenta o caminho da nossa existência terrena.
O Santo Padre recordou ainda o dom dos Dez Mandamentos: uma estrada que Deus nos indica para uma vida verdadeiramente livre, para uma vida plena; não são um hino ao «não», mas ao «sim» dito a Deus, ao Amor, à vida. Queridos amigos – disse - , a nossa vida só é plena em Deus, Ele é o Vivente!
Depois o Papa Francisco fala do segundo ponto, Jesus:
“Jesus é a encarnação do Deus Vivo, Aquele que traz a vida fazendo frente às obra de morte, ao pecado, ao egoísmo, ao fechamento em si mesmo. Jesus acolhe, ama, levanta, encoraja, perdoa e dá novamente a força de caminhar, devolve a vida. Ao longo do Evangelho, vemos como Jesus, por gestos e palavras, traz a vida de Deus que transforma”.
O Papa recorda a experiência da mulher que unge com perfume os pés do Senhor: sente-se compreendida, amada, e responde com um gesto de amor, deixa-se tocar pela misericórdia de Deus e obtém o perdão, começa uma vida nova. Experiência também vivida pelo Apóstolo Paulo: «A vida que agora tenho na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim» (Gl 2, 20).
E que vida é esta?, pergunta-se o Papa. É a própria vida de Deus. E quem nos introduz nesta vida? É o Espírito Santo, dom de Cristo ressuscitado; é Ele que nos introduz na vida divina como verdadeiros filhos de Deus, como filhos no Filho Unigénito, Jesus Cristo.
E o Papa Francisco pergunta: Estamos nós abertos ao Espírito Santo? Deixamo-nos guiar por Ele? O cristão é um homem espiritual, mas isto não significa que seja uma pessoa que vive «nas nuvens», fora da realidade (como se fosse um fantasma), não! O cristão é uma pessoa que pensa e age de acordo com Deus na vida quotidiana, uma pessoa que deixa que a sua vida seja animada, nutrida pelo Espírito Santo, para ser plena, vida de verdadeiros filhos.
Falando do terceiro ponto o Papa reafirmou que Deus é o Vivente, Jesus traz-nos a vida de Deus, o Espírito Santo introduz-nos e mantém-nos na relação vital de verdadeiros filhos de Deus. Muitas vezes, porém, o homem não escolhe a vida, não acolhe o «Evangelho da vida», mas deixa-se guiar por ideologias e lógicas que põem obstáculos à vida, que não a respeitam, porque são ditadas pelo egoísmo, o interesse pessoal, o lucro, o poder, o prazer, e não pelo amor, a busca do bem do outro.
“É a persistente ilusão de querer construir a cidade do homem sem Deus, sem a vida e o amor de Deus: uma nova Torre de Babel; é pensar que a rejeição de Deus, da mensagem de Cristo, do Evangelho da vida leve à liberdade, à plena realização do homem. Resultado: o Deus Vivo acaba substituído por ídolos humanos e passageiros, que oferecem o arrebatamento de um momento de liberdade, mas no fim são portadores de novas escravidões e de morte”.
E o Santo Padre concluiu: “Amados irmãos e irmãs, consideremos Deus como o Deus da vida, consideremos a sua lei, a mensagem do Evangelho como um caminho de liberdade e vida. O Deus Vivo faz-nos livres! Digamos sim ao amor e não ao egoísmo, digamos sim à vida e não à morte, digamos sim à liberdade e não à escravidão dos numerosos ídolos do nosso tempo; numa palavra, digamos sim a Deus, que é amor, vida e liberdade, e jamais desilude (cf. 1 Jo 4, 8; Jo 8, 32; 11, 25).
“Só nos salva a fé no Deus Vivo; no Deus que, em Jesus Cristo, nos concedeu a sua vida e, com o dom do Espírito Santo, nos faz viver como verdadeiros filhos de Deus. Esta fé torna-nos livres e felizes. Peçamos a Maria, Mãe da Vida, que nos ajude a acolher e testemunhar sempre o «Evangelho da Vida»”.
Na conclusão da Santa Missa o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Arcebispo Rino Fisichella, agradeceu ao Santo Padre por esse intenso momento de oração que como todos os domingos se eleva da Igreja para dar glória à Trindade no dia da Ressurreição do Senhor Jesus. Depois de citar a presença de peregrinos de todas as partes do mundo afirmou que no Ano da Fé era importante que um momento de reflexão e de oração fosse dedicado àqueles que são testemunhas do ’Evangelium vitae. A sua paixão cotidiana mostra com evidência o compromisso pela plena promoção da vida humana e pela sua defesa.
“Santo Padre – disse ainda Dom Fisichella -, no Ano da Fé, este dia dedicado ao Evangelho da vida é um renovado apelo para que todos respeitem, defendam, amem e sirvam a vida humana. Não é uma prerrogativa de nós cristãos. É um caminho comum feito junto com tantos homens e mulheres que mesmo não tendo a nossa fé, compartilham o nosso anúncio e o nosso compromisso”.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Arquidiocese lança cartilha pastoral sobre os Grupos de Reflexão


Foi realizado no último sábado, dia 8, Encontro pastoral na Comunidade da Filosofia do Seminário São José, em Mariana, com lideranças e agentes vindos das cinco regiões pastorais da Arquidiocese de Mariana para estudo e aprofundamento de uma cartilha sobre os Grupos de Reflexão, confeccionada para servir de subsídio para as visitas às paróquias em vista da implementação da primeira urgência pastoral votada na última Assembleia Arquidiocesana sobre a “Animação bíblica, à luz dos grupos de reflexão”.
O Encontro contou com a participação de 127 pessoas e teve assessoria dos padres Luiz Cláudio Vieira, José Geraldo de Oliveira, Paulo Nobre e Marcelo Moreira Santiago. O material foi produzido a partir da equipe executiva pro-PAE (Projeto Arquidiocesano de Evangelização), organizado pelo padre José Geraldo. Segundo o coordenador arquidiocesano de pastoral, o encontro cumpriu os seus objetivos e foi muito proveitoso no sentido de preparar os agentes para as visitas às paróquias motivando os grupos de reflexão que já existem e despertando para o surgimento de novos grupos.
Ele ainda lembrou que os grupos de reflexão são um lugar privilegiado de acolhimento aos afastados, convivência fraterna, formação e centro irradiador da evangelização; são verdadeiros canteiros onde brotam as sementes da vida de nossas comunidades. Segundo ele, as comunidades paroquiais e as regiões pastorais só têm a ganhar com esse trabalho, tornando nossa Igreja mais avivada na fé e comprometida com a vida, marcada pela corresponsabilidade pastoral e evangelizadora e mais ministerial.
Foram distribuídas 3 mil cartilhas para os regionais. As paróquias, via região pastoral, podem fazer logo novos pedidos para aquisição de mais cartilhas ao valor de R$1.00 (um real) a unidade, já que cada paróquia estará recebendo a média de apenas 20 cartilhas.
Os vigários episcopais, juntamente com os padres forâneos e coordenadores de setores e a secretaria pastoral de cada regional deverão fazer o primeiro contato com as paróquias e organizar o calendário de visitas paroquiais. As visitas deverão acontecer a partir da segunda quinzena de junho até o final de setembro, pois a partir de outubro se realizam as assembleias regionais e elas deverão, entre os temas as serem tratados, fazer a primeira avaliação do encaminhado dado para esta urgência pastoral.
Padre Marcelo ainda lembrou que, em breve, será enviada nova correspondência às paróquias, orientando, com mais detalhes, os passos a serem dados, fazendo votos de que todas as paróquias abram as suas portas a esta iniciativa arquidiocesana, definida em assembleia e confirmada na reunião do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP).

Papa: "Aprender a lei de amor para superar guerras, divisões e egoísmos"



O sol forte e a alta temperatura não desencorajaram os fiéis, peregrinos e famílias que lotaram a Praça S. Pedro para a Audiência Geral com o Papa Francisco nesta quarta-feira, 12 de junho.
Após saudar a multidão, o Pontífice dedicou sua catequese ao “Povo de Deus” – um dos termos com os quais o Concílio Vaticano II definiu a Igreja.
Esta expressão, explicou o Papa, significa antes de tudo que Deus não pertence a nenhum povo: é Ele que nos chama, nos convoca e nos convida a fazer parte do seu povo. Jesus não diz aos Apóstolos e a nós de formar um grupo exclusivo, de elite, mas diz: “Ide e fazei com que todas as nações se tornem discípulos”.
Francisco então se dirigiu a quem se sente distante de Deus e da Igreja, a quem desconfia ou é indiferente, a quem acredita que é tarde para mudar, dizendo: “O Senhor chama também você a fazer parte do seu povo e o faz com grande respeito e amor!
O Batismo é a “porta de entrada” para se tornar membro deste povo, cuja lei é a lei do amor – amor a Deus e a amor ao próximo.
Um amor, porém, que não é um sentimentalismo estéril ou algo vago, mas é reconhecer Deus como único Senhor da vida e, ao mesmo tempo, acolher o outro como verdadeiro irmão, superando divisões, rivalidades, incompreensões, egoísmos.
Essas duas coisas caminham juntas, disse o Papa, acrescentando que o nosso caminho ainda é longo para viver concretamente esta nova lei: “Quantas guerras, inclusive entre cristãos. Como isso pode acontecer? No nosso bairro, no trabalho, na família, quantas guerras internas por inveja, ciúme. Peçamos ao Senhor que nos faça entender esta lei do amor. Quanto é belo amarmo-nos como verdadeiros irmãos”. E fez um pacto com os presentes:
“Façamos uma coisa hoje. Talvez todos nós temos simpatias e antipatias. Talvez muitos de nós estamos bravos com alguém. Ao menos digamos ao Senhor: ‘Eu estou bravo, mas rezo por esta pessoa. Rezar pela pessoa com a qual estamos bravos é um belo passo nesta lei do amor. Vamos fazer isso? Mas o façamos hoje!”
A missão do Povo de Deus é levar ao mundo a esperança e a salvação de Deus. “Ao nosso redor, basta abrir um jornal para ver a presença do mal, o diabo que age. Mas quero dizer em alta voz: Deus é mais forte!”, disse Francisco, pedindo que a multidão repetisse essa frase e acrescentando que podemos mudar a realidade marcada pelo mal se nós formos os primeiros a levar a luz do Evangelho. E deu como exemplo um estádio de futebol:
“Se num estádio, pensemos aqui em Roma no Olímpico ou no San Lorenzo, em Buenos Aires, numa noite escura uma pessoa acende uma luz, esta será apenas entrevista, mas se os mais de 70 mil expectadores acenderem cada um a própria luz, o estádio se ilumina. Façamos com que a nossa vida seja uma luz de Cristo; juntos levaremos a luz do Evangelho a toda a realidade.”
A finalidade deste povo é o Reino de Deus, a comunhão plena com o Senhor, onde viveremos a alegria do seu amor incomensurável. E então concluiu: “Que a Igreja seja lugar da misericórdia e da esperança de Deus, onde cada um possa se sentir acolhida, amada e encorajada a viver segundo a vida boa do Evangelho. Para isso, a Igreja deve estar de portas abertas, para que todos possam vir. E nós devemos sair por essas portas para anunciar o Evangelho”.
Após a catequese, o Papa saudou os fiéis oriundos de várias partes do mundo. Do Brasil, fez uma saudação especial aos grupos de Florianópolis e de Goiânia.
O apelo do Papa no Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil
Ao final da Audiência Geral, o Papa Francisco fez um apelo por ocasião do Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, que se celebra em 12 de junho.
O Pontífice fez uma referência especial à exploração das crianças no trabalho doméstico, definindo-o um “deplorável” fenômeno em crescimento constante, especialmente nos países pobres.
“São milhões os menores, principalmente crianças, vítimas dessa forma disfarçada de exploração que comporta também muitos abusos, maus-tratos e discriminações. Desejo vivamente que a comunidade internacional possa promover providências ainda mais eficazes para enfrentar essa autêntica chaga. Trata-se de uma verdadeira escravidão. Todas as crianças devem poder brincar, estudar, rezar e crescer, nas próprias famílias, em um contexto harmônico de amor e de serenidade. É um direito deles e um dever nosso. Uma infância serena permite às crianças olhar com confiança para a vida e para o amanhã. Ai de quem sufoca neles o deslanchar alegre da esperança!”

Francisco: "Deus nos perdoa sempre. É pura misericórdia"


O Papa Francisco conduziu o Ângelus deste domingo, 9 de junho, da janela da residência pontifícia para milhares de fiéis que lotaram a Praça São Pedro.

Em sua alocução, o pontífice recordou que "o mês de junho é, tradicionalmente, dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, máxima expressão humana do amor divino. De fato, sexta-feira passada, comemoramos a Solenidade do Coração de Jesus, uma festa que dá consonância a todo o mês".

O Santo Padre explicou que "a piedade popular dá muito valor aos símbolos. O Coração de Jesus é o símbolo, por excelência, da misericórdia de Deus. Porém, não é um símbolo imaginário, mas um símbolo real, que representa o centro, a fonte, da qual brota a salvação de toda a humanidade".

Nos Evangelhos, encontramos diversas referências ao Coração de Jesus. Por exemplo, na passagem onde o próprio Cristo diz: "Vinde a mim, vós todos que estais cansados e oprimidos, e eu vos darei descanso. Tomai o meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração", extraída do Evangelho de Mt 11,28-29.

"A seguir, é fundamental a narração da morte de Jesus, segundo São João", disse Francisco. "Este evangelista dá testemunho do que viu no Calvário, ou seja, quando Jesus já estava morto, um soldado transpassou-lhe o peito com uma lança e, daquela ferida, saíram sangue e água. João reconheceu, naquele sinal, aparentemente casual, o cumprimento das profecias: do Coração de Jesus, Cordeiro imolado sobre a Cruz, brotou, para todos os homens, o perdão e a vida".

O Santo Padre frisou que "a misericórdia de Jesus não é somente um sentimento. Pelo contrário, é uma força que dá a vida, que ressuscita o homem! É o que nos diz também o Evangelho de hoje, no episódio da viúva de Naim. Jesus, com os seus discípulos, estava quase chegando a Naim, uma aldeia da Galileia, precisamente no momento em que se realizava um enterro: estavam levando ao cemitério um jovem, filho único de uma mulher viúva".

Francisco destacou que "o olhar de Jesus se fixou logo sobre aquela mãe em pranto. E o evangelista Lucas diz: 'Ao vê-la, o Senhor sentiu grande comoção por ela. Esta compaixão representa o amor de Deus para com o homem: se trata da sua misericórdia, ou seja, a atitude de Deus em contato com a miséria humana, com a nossa indigência, o nosso sofrimento, a nossa angústia. Com efeito, o termo bíblico compaixão evoca as vísceras maternas. A mãe, de fato, tem uma reação típica materna diante da dor de um filho. Assim Deus nos ama, diz a Escritura".

"Mas, qual é o fruto deste amor? Desta misericórdia? É a vida! Jesus disse à viúva de Naim: "Não chore! Depois, dirigindo-se ao jovem morto, o despertou como de um sono. A misericórdia de Deus dá vida ao homem, o ressuscita da morte. O Senhor nos olha sempre com misericórdia, nos espera com misericórdia. Não tenhamos medo de aproximar-nos d’Ele! Ele tem um Coração misericordioso! Se lhe mostrarmos as nossas feridas interiores, os nossos pecados, Ele sempre nos perdoa. Tudo isso é pura misericórdia", disse ainda o Papa Francisco.

O Santo Padre fez um convite: "Dirijamo-nos à Virgem Maria. O seu coração imaculado, coração de mãe, compartilhou ao máximo desta compaixão de Deus, sobretudo na hora da Paixão e Morte de Jesus. Que Maria nos ajude a sermos mansos, humildes e misericordiosos com os nossos irmãos"!

Após a oração mariana do Angelus, o Papa Francisco recordou a Beatificação de duas Religiosas polonesas, neste domingo, em Cracóvia.

Trata-se de Sofia Czeska Maciejowska, que, na primeira metade do século XVII, fundou a Congregação das Virgens da Apresentação da Bem-Aventurada Virgem Maria; e Margarida Lucia Szewczyk, que, no século XIX, fundou a Congregação das Filhas da Bem-Aventurada Virgem Maria das Dores. "Com a Igreja em Cracóvia, demos graças a Deus", disse o pontífice.

A seguir, o Santo Padre saudou, com afeto, todos os peregrinos, grupos paroquiais, famílias, estudantes, associações e movimentos presentes na Praça São Pedro. O Papa saudou também os fiéis vindos de Mumbai, na Índia, e os peregrinos de Ortona, na Itália, onde são venerados restos mortais do Apóstolo Tomé. 


terça-feira, 21 de maio de 2013

Celebração festiva encerra a peregrinação dos símbolos arquidiocesanos da JMJ em Mariana



Bote Fé Mariana – Vieram da Região Sul, Norte, Centro, Oeste e Leste, eram centenas de jovens se juntando aos fiéis de todas as paróquias da Arquidiocese de Mariana que celebraram neste Domingo de Pentecostes o encerramento da peregrinação dos símbolos arquidiocesanos da JMJ. A Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora visitaram as paróquias da Arquidiocese de Mariana por quase um ano, iniciando a caminhada no dia 27 de maio de 2012 em Urucânia, Região Leste.
Neste domingo, 19 de maio, esta multidão invadiu as ruas do Centro Histórico de Mariana para celebrar com muita fé e emoção o fim desta peregrinação que teve como um de seus principais objetivos motivar as paróquias a um momento de preparação em vista da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá no próximo mês de julho no Rio de Janeiro e que contará com a presença do papa Francisco.
Inicialmente os jovens se concentraram na Praça da Sé aguardando o início da caminhada com os símbolos pelas ruas da cidade. Após percorrer os principais pontos históricos da cidade, a juventude se reuniu na Praça dos Ferroviários, no bairro Barro Preto, onde seria celebrada a missa festiva de encerramento da peregrinação, presidida pelo arcebispo metropolitano de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha, e concelebrada por demais padres da arquidiocese.
Naquela ocasião, em maio de 2012, dom Geraldo demonstrava seu entusiasmo com a peregrinação desses símbolos ao percorrer todo o território arquidiocesano. “Que assim possamos viver de forma muito intensa a preparação para a Jornada Mundial da Juventude. E, mais do que isso, que nossa Igreja possa dar maior apoio à juventude, e de modo muito especial, para a Pastoral da Juventude (PJ) e aos movimentos juvenis de nossa arquidiocese”, dizia. Portanto, agora, o arcebispo não foi diferente, saudando os jovens com entusiasmo e conduzindo palavras de encorajamento e esperança.
O arcebispo ainda contou como foi seu encontro com o papa Bento XVI, quando, na ocasião, dom Geraldo era o então presidente da CNBB e fez o pedido ao papa para que o Brasil pudesse acolher a 28ª JMJ, pedido esse que foi plenamente acolhido por Bento XVI e aprovado pelo pontífice no mesmo instante. Neste momento, quando dom Geraldo contava como foi este encontro com o papa, os milhares de jovens e fiéis que lotavam a Praça interrompeu o arcebispo com uma eufórica salva de palmas.
Dom Geraldo também fez diversos agradecimentos: aos padres, aos que se esforçaram para que esta caminhada pudesse acontecer em toda arquidiocese, aos jovens, e
também ao papa João Paulo II, idealizador da JMJ, evento que vem arrastando uma multidão de jovens em todo o mundo.
Após a celebração, a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora foram encaminhados ao Centro Arquidiocesano de Pastoral, onde se encontram em exposição, localizados na capela do prédio.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Arquidiocese se prepara para o encerramento da peregrinação dos símbolos arquidiocesanos da juventude



No próximo dia 19 de maio, Mariana receberá centenas de jovens vindos das diversas paróquias da Arquidiocese de Mariana para a celebração de encerramento da peregrinação dos símbolos arquidiocesanos da juventude. Estes símbolos, a cruz e o ícone de Maria, estão percorrendo as paróquias da arquidiocese desde o dia 27 de maio de 2012, data de início da peregrinação. O objetivo dessa peregrinação é motivar todas as paróquias a um momento de preparação em vista da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que acontece no Rio de Janeiro no próximo mês de julho. Após passar pelas regiões leste, centro, sul e oeste, os símbolos estão na Região Norte e no dia 19 de maio estarão em Mariana para o encerramento da peregrinação.
A programação dessa grande festa de encerramento será a seguinte:
14h – Chegada das caravanas e concentração em diversos pontos da cidade
Região Norte: Início da rua do Catete
Região Oeste e Centro: Capela São Vicente (chácara)
Região Sul: Adro da igreja São Pedro
Região Leste: centro de Convenções (próximo à prefeitura)
15h – Caminhada das caravanas em direção à Praça da Sé (Entrega da Cruz e do Ícone de Maria)
16h – Continuação da caminhada até a praça dos Ferroviários
17h – Celebração Eucarística presidida por dom Geraldo Lyrio Rocha.
Algumas observações importantes:
1 – A acolhida às caravanas será feita pelas comunidades das duas paróquias de Mariana, especialmente aquelas que estão mais próximas dos locais de chegada. Ficou combinado que as comunidades dariam um lanche para as caravanas.
2 – A caminhada do local da chegada até a Praça da Sé é de responsabilidade dos próprios jovens da região. Não será possível disponibilizar carro de som para esse momento. Desse modo, cada região, através da coordenação regional da juventude, deve se organizar para a animação dessa caminhada.
3 – A acolhida da cruz e do ícone na Praça da Sé ficará a cargo dos jovens das duas paróquias de Mariana.
4 – A animação da caminhada da Praça da Sé para a Praça dos Ferroviários e a liturgia da Celebração Eucarística são de responsabilidade da coordenação arquidiocesana da Pastoral da Juventude. Ao final da celebração, também haverá um lanche.
5 – Para uma melhor acolhida, pedimos às caravanas que confirmem a presença através do telefone (31) 3557-4456 / (31) 3557-3167 – Falar com Édina – Centro Arquidiocesano de Pastoral.
Participe desse momento bonito e jovial em nossa arquidiocese. Organize sua caravana e venha celebrar conosco!

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos



O QUE DEUS EXIGE DE NÓS 
Miqueias é dos profetas da Bíblia. Viveu num momento difícil da história do seu povo. Muita destruição e dor. Como todo profeta, recebeu a missão de animar e educar o povo, anunciando o projeto de Deus e denunciando tudo o que contraria o seu Plano de amor.
A certa altura da vida, ele se questiona: “Com que hei de comparecer diante do Senhor?” Com holocaustos? Desejará o Senhor bezerros, óleo? Ou que eu sacrifique meu filho? E logo responde: “Foi-te dado a conhecer o que é bom, o que o Senhor exige de ti: nada mais que respeitar o direito, amar a fidelidade e aplicar-te a caminhar com teu Deus” (Mq 6,6-8).
Esse texto foi escolhido como tema central da “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos” de 2013, em preparação para a Festa de Pentecostes, quando celebramos e recebemos o grande dom do Espírito Santo.
A beleza e a riqueza da fé cristã, a Boa-Nova que procuramos viver e anunciar, a vida e mensagem salvadora e libertadora de Jesus, tudo isso acaba sendo ofuscado e prejudicado pelas divisões tão marcantes entre os cristãos, pela falta de diálogo, pela intolerância, pela falta de um amor mais sincero e comprometido. Daí, a importância do RESPEITO a cada ser humano, a cada cultura, a cada povo.
Como a Semana de Oração acontece no mundo inteiro, o material proposto para este ano foi preparado pelo Movimento de Estudantes Cristãos da Índia. O ponto de partida foi a grande injustiça social daquele país em relação aos ‘párias’, os dalits. A classe dos dalits é considerada a mais baixa, mais impura e mais causadora de impurezas. E, por isso, é marginalizada e explorada. Cerca de 80% dos cristãos da Índia vêm dessa classe.
Mas também em nosso Brasil há um grande número de pessoas marginalizadas, exploradas, sofridas. Podemos citar, por exemplo, os moradores(as) de rua, pedintes, encarcerados(as), prostitutas, catadores(as) de lixo, portadores de AIDS, indígenas, quilombolas etc.
O convite do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) é para que nos unamos em oração pela unidade, porque unidos podemos fazer muito mais pela libertação, pela justiça, pela solidariedade em relação a tanta gente sofredora. Além da oração, que procuremos praticar o diálogo, a compreensão, a tolerância, o verdadeiro amor ao próximo. E que nos unamos na luta pelo direito à vida em plenitude. O roteiro para a Semana propõe, entre outras coisas, uma reflexão para cada dia. São as chamadas “Estações”, ou paradas para conversar, refletir, orar, assumir.
A primeira Estação aponta a importância de caminhar nas conversas, saber ouvir, dialogar dentro do respeito e da caridade. O texto bíblico para inspiração é o da torre de Babel (Gn 11,1-9). A segunda Estação nos convida a caminhar com o corpo ferido de Cristo, indo ao encontro dos mais sofridos. O texto bíblico de Lc 22,14-23 relata como Jesus partilha e se doa antes de enfrentar a cruz e a morte. A Estação 3 é caminhando para a liberdade. O Espírito nos comunica a liberdade (2Cor 3,17). Somos chamados a ser livres e a respeitar a liberdade do outro. O versículo 17 fala do “rosto descoberto”. O cartaz da Semana traz uma mulher com o rosto coberto: “um véu, uma boca velada, um olhar firme”. É a realidade de tanta gente, calada à força, amordaçada, aprisionada, mas que não desiste e olha com fé e firmeza para um futuro de liberdade e respeito.
A quarta Estação fala em caminhar como filhos da terra. “A criação geme em dores de parto” (cf. Rm 8,18-25). Precisamos ouvir os apelos da terra e dos filhos da terra. Sentir seus anseios. Cuidar da criação e, sobretudo, da criatura humana. Na quinta Estação,caminhar como amigos de Jesus. “Não chamo vocês de servos, mas de amigos” (Jo 15,15). Não podemos caminhar sozinhos. Vamos como irmãos e irmãs. É importante cultivar a amizade, com Jesus e com o próximo. Isso dá sentido à vida e a torna mais prazerosa.
Na Estação 6 lembramos que é preciso caminhar além das barreiras. Cristo destruiu o muro da separação. “Ele é a nossa paz”. Fez dos povos um só (cf. Ef 2,13-16). É preciso vencer barreiras, derrubar muros, superar preconceitos. Buscar o que nos une. Finalmente, a Estação 7 nos convida a caminhar em solidariedade. A parábola do “bom samaritano” (Lc 10,25-37) é a grande inspiração. Solidariedade com as vítimas da sociedade, com os sofredores e com todos(as) os(as) que lutam pela justiça e pela paz. Mais importante que celebrar o culto ou pregar a Bíblia, é cuidar de quem foi deixado à beira do caminho. O que Deus exige de nós? Nada mais que respeitar, ser fiel e perseverar no caminho que o Senhor nos propõe…
Pe. José Antonio de Oliveirazeantonioliveira@hotmail.com