Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Festa de Nossa Senhora da Assunção de Mariana



 Festa de Nossa Senhora
da Assunção
Padroeira da Paróquia e da Arquidiocese de Mariana
Mariana - MG Agosto de 2012
Semana de oração com as famílias e visita
às comunidades com a imagem da Programação Cultural
padroeira.
Dia 10 - Apresentação da peça José de Maria na Praça
CELEBRAÇÃO COM AS FAMÍLIAS ÀS 19 HORAS. da Sé.
Organização: Seminaristas do Instituto de Filosofia.
Dia 20 de agosto - segunda-feira Dia 11 - Noite do chá servido pelos Ministros da - Comunidade Santo Antônio Comunhão Eucarística e Movimento Serra.
- Comunidade Nossa Senhora de Nazaré
Dia 12 - Apresentação do Coral Tom Maior na catedral
Dia 21 de agosto - terça-feira acompanhado pelo orgão Arp Schnitger.
- Comunidade São Gonçalo
- Comunidade São José Dia 13 - Café colonial servido pelas comunidades
Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora de
Dia 22 de agosto - quarta-feira Fátima, Santa Rita e Santa Clara.
- Comunidade Santíssima Trindade
- Comunidade Santo Expedito Dia 14 - Apresentação das crianças da catequese e da
Infância e adolescência missionária.
Dia 23 de agosto - quinta-feira - Setor Pastoral Catete Dia 15 - Apresentação do Coral do Seminário São - Comunidade Santa Clara José.
Dia 24 de agosto - sexta-feira Dia 16 - Noite dos caldos servidos pelas comunidades Santíssima Trindade, São Pedro e Matriz.
- Comunidade São Pedro
- Comunidade Nossa Senhora Aparecida Dia 17 - Noite da Ação Solidária na Sede da banda
União XV de Novembro.
Dia 25 de agosto - sábado
- Comunidade São Vicente Dia 18 - Confraternização paroquial na Praça da Sé
- Comunidade Santa Rita com a presença dos Dj’s Vítor Sales e Piedade da
Cristoteca RJ.
Notas:
Agradecimentos:
- A melhor maneira de celebrar a Festa de Nossa Senhora da
Assunção é participando ativamente das celebrações e da -Agradecemos a todos que se envolveram na organização
Comunhão Eucarística. das festividades em honra a nossa padroeira, sem medir
- Durante os dias da novena, haverá atendimento de confissões esforços, e fizeram destes dias, momentos de oração,
das 07h às 09h e de 15h às 17h. reflexão e confraternização.
- Pedimos a todos os participantes que tragam para o ofertório, -Ao Sr. Arcebispo, por fazer acontecer entre nós a “Obra de
materiais de limpeza e de higiene pessoal que serão doados às um evangelista”.
instituições de promoção humana que estão em nossa - Aos sacerdotes, diáconos e seminaristas, pela presença e
paróquia. generosa colaboração.
- As comunidades, escolas e todos os grupos eclesiais -Às Irmandades de Nossa Senhora das Mercês e do Divino
(irmandades, movimentos, organismos e pastorais) são Espírito Santo, à Confraria de Nossa Senhora do Carmo, à
chamados a celebrarem com fervor a novena de nossa Ordem Franciscana Secular, Pastorais, Associações
padroeira. Religiosas, Equipes de liturgia e Ministérios de Canto, pelo
-Convidamos a Ordem Franciscana, a Confraria e irmandades, testemunho de fé e comprometimento com a Igreja.
Associações religiosas e Pastorais, para que estejam revestidos -Às Escolas Estaduais, Municipais e Particulares, pelo
de seus hábitos, insígnias e seus estandartes para a procissão acolhimento do convite e participação ativa.
do dia 19 de agosto. -À Prefeitura Municipal e a Secretaria de Turismo pelo
-De acordo com as normas em vigor na arquidiocese de apoio.
Mariana, a paróquia não autoriza nem aprova a queima de - Às corporações musicas São Vicente de Paulo e União XV
fogos de artifício ou a realização de espetáculos pirotécnicos, de Novembro pela solicitude para com a paróquia.
bem como a distribuição ou venda de bebidas alcoólica,
eximindo-se assim, de quaisquer responsabilidades pelos atos
de iniciativa particular ou de órgãos públicos.
Aprovação: Dom Geraldo Lyrio Rocha Pelo Conselho Paroquial de Pastoral
Pe. Nedson Pereira de Assis
Pe. Geraldo Dias Buziani
Pe. José Carlos dos Santos
Realização: Paróquia Nossa Senhora da Assunção

Mais uma vez a comunidade cristã católica da paróquia de Nossa Senhora da Assunção se reúne para celebrar
sua padroeira. Este é um tempo favorável da Graça de Deus, o qual nos chama por meio do testemunho da
Virgem Maria a abrirmos nosso coração a sua graça salvadora e nos comprometermos com o anúncio do
Evangelho de seu Filho Jesus. Somos convidados ainda neste tempo favorável a fazermos o caminho de
retorno para o coração amoroso do pai que nos insere na Igreja de seu Filho.
Tendo como tema principal a”Igreja como lugar do encontro com Deus e com os irmãos”, da qual somos parte
integrante e por meio dela somos chamados a testemunhar o amor do Pai, convidamos os paroquianos para se
unirem em oração e confraternização nestes dias em que rendemos graças pela presença de Maria em Nossa
Caminhada.
Dia 12 de agosto - domingo
“A Igreja é o corpo de Cristo, pelo Espírito e pela ação deste
Programação
nos Sacramentos, sobretudo na Eucaristia, Cristo morto e
ressuscitado constitui a comunidade dos crentes como seu
corpo”.
06h - Ofício das comunidades.
Dia 10 de agosto - sexta-feira
07h - Celebração na Catedral.
10h - Celebração com a participação de todas as

“A Igreja é o povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do
crianças da Catequese Paroquial.
Espírito Santo. Formada por um elemento humano e um
15h - Celebração Solene da novena.
elemento divino, visível e espiritual, sociedade hierárquica e
17h30min - Hora Santa pelo bom êxito da Jornada
corpo místico de Cristo”.
Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013.
19h - Celebração Eucarística.
06h - Ofício das comunidades.
06h30min - Celebração na Catedral. Organização litúrgica: Comunidade Matriz e Setor Pastoral
12h - Repique de sinos das igrejas da paróquia
do Catete.
anunciando o início das festividades em honra à
Convidados especiais: Pastoral do Dizimo, Pastoral
padroeira.
Vocacional, Pastoral Carcerária e Pastoral do Batismo.
15h - Celebração solene da novena.
Homenagem a Nossa senhora: Escola Estadual Dom Silvério.
19h - Celebração Eucarística.
Dia 13 de agosto - segunda-feira
Organização litúrgica: Comunidades São Vicente e Nossa
Senhora de Nazaré.
“A Igreja é no mundo presente o Sacramento da Salvação, o
Convidados especiais: Irmandades de Nossa Senhora das
Mercês, do Divino Espírito Santo, Confraria de Nossa sinal e instrumento de comunhão de Deus e dos homens”.
Senhora do Carmo e Ordem Franciscana Secular.
Homenagem à N. Senhora: Escola Estadual Dom Benevides. 06h - Ofício das comunidades.
06h30min - Celebração na catedral.
15h - Celebração solene da novena.
Dia 11 de agosto - Sábado
19h - Celebração Eucarística.
“A Igreja é o Templo do Espírito Santo. O Espírito á a alma
Organização litúrgica: Comunidades São José e Nossa
do Corpo Místico, princípio da sua vida, da unidade na
Senhora da Piedade.
diversidade e da riqueza dos seus dons e carismas”.
Convidados especiais: Institutos de Filosofia e Teologia do
Seminário São José, Movimento Serra, Lions Clube e Rotary
06h - Ofício das comunidades. Clube.
06h30min - Celebração na Catedral. Homenagem a Nossa Senhora: Fundação Educacional Dona
15h - Celebração solene da novena. Albertina e Escola Dom Viçoso.
19h - Celebração Eucarística.
Dia 14 de agosto - terça-feira
Organização liturgia: Comunidade Santíssima Trindade.
Convidados especiais: Grupos de Reflexão da Paróquia,
“A Igreja é una: tem um só Senhor, confessa uma só fé, nasce
Pastoral da Juventude, crismandos e crismados recentemente.
de um só batismo, forma um só corpo, vivificado por um só
Homenagem a Nossa Senhora: Escola Estadual Soares
Espírito, em vista de uma única esperança, no fim da qual
Ferreira.
serão superadas todas as divisões”.
06h - Ofício das comunidades .
06h30min - Celebração na Catedral.
15h - Celebração solene da novena.
19h - Celebração Eucarística.
Organização litúrgica: Comunidades Santa Rita e Santo
Expedito.
Convidados especiais: Poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário por meio de seus dirigentes e funcionários.
Homenagem a Nossa Senhora: Escola Municipal Dom Oscar
de Oliveira.

Dia 15 de agosto - quarta-feira
“A Igreja é santa: o Deus Santíssimo é seu autor; Cristo, seu
esposo, se entregou por ela para santificá-la; o Espírito de
santidade a vivifica. Nos santos brilha a santidade da Igreja;
em Maria esta já é toda santa”.
06h - Ofício das comunidades.
06h30min - Celebração na Catedral.
15h - Celebração solene da novena.
18h30min - Recitação dos mistérios gloriosos.
19h - Celebração Eucarística.

Organização litúrgica: Comunidade São Gonçalo.
Convidados especiais: Legião de Maria, Congregação
Mariana, Vicentinos, Apostolado da Oração, Mov. da Sagrada
Face e Renovação Carismática Católica.
Homenagem a Nossa Senhora: Escola Estadual Gomes
Freire.

Dia 16 de agosto - quinta-feira
“A Igreja é católica: anuncia a totalidade da fé; traz em si e
administra a plenitude dos meios de salvação; é enviada a
todos os povos; dirige-se a todos os homens; abarca todos os
tempos; ela é por sua própria natureza, missionária”.
06h - Ofício das comunidades.
06h30min - Celebração na Catedral.
15h - Celebração solene da novena.
18h30min - Hora Santa pela santificação das famílias.
19h - Celebração Eucarística.

Organização litúrgica: Comunidades Nossa Senhora
Aparecida, Nossa Senhora de Fátima e Santa Clara.
Convidados especiais: Pastoral da Família, Centro de
Integração Familiar, Clube de Mães Monsenhor Horta, Casa
Lar Estrela, Casa Promocional Tia Lica e Figueira.
Homenagem a Nossa Senhora: Escola Municipal Monsenhor
José Cota.
Dia 17 de agosto-sexta-feira
“A Igreja é Apostólica: está construída sobre fundamentos
duradouros: “Os doze Apóstolos do Cordeiro” (Ap. 21,14); ela
é indestrutível, é infalivelmente mantida na diversidade:
Cristo a governa através de Pedro e dos demais apóstolos,
presentes nos seus sucessores, o Papa e o colégio dos bispos”.
06h - Oficio divino das comunidades.
06h30min - Celebração na Catedral.
15h - Celebração solene da novena.
19h - Celebração Eucarística.
Organização litúrgica: Comunidades Santo Antônio e São
Guilherme.
Convidados especiais: Lar comunitário Santa Maria, Casa
promocional Cônego Renato, Casa promocional Casinha de
Nazaré, Pastoral da Criança e do Menor, Associação São
Tarcísio e Ministros Extraordinários da Comunhão
Eucarística.
Homenagem a Nossa Senhora: Escola Municipal Wilson
Pimenta.
Dia 18 de agosto - sábado
“Na diversidade do Corpo Eclesial, existe diversidade de
membros e de funções. Todos os membros estão ligados uns aos
outros, particularmente os que sofrem, são pobres e
perseguidos”.
06h - Ofício divino das comunidades.
06h30min - Celebração na Catedral.
15h - Celebração solene da novena.
18h - Ofício de Vigília da Solenidade da Assunção.
19h - Celebração Eucarística.

Organização litúrgica: Comunidade São Pedro e Pastoral da
Juventude.
Convidados especiais: Congregações das Irmãs da Caridade
de São Vicente de Paulo, Carmelitas da Divina Providência,
Carmelitas de Madre Candelária e Irmãs da Beneficência
Popular.
Homenagem a Nossa Senhora: Colégio Providência.

Dia 19 de agosto - Domingo
Solenidade da Assunção de Nossa Senhora
“ A Igreja é a Esposa de Cristo: ele amou-a e entregou-se por
ela. Purificou-a com seu sangue. Fez dela a Mãe fecunda de
todos os filhos de Deus”.
06h - Ofício das comunidades.
07h - Celebração na Catedral.
08h - Celebração na Capela de Santa Cruz do Barro
Preto e concentração para a caminhada das famílias.
09h - Caminhada da Família Cristã irmanando as
paróquias de Nossa Senhora da Assunção e do
sagrado Coração de Jesus. À chegada, celebração
Eucarística na Catedral presidida pelo Sr. Arcebispo
Dom Geraldo Lyrio Rocha.
15h - Ofício Divino da Assunção da Virgem Maria.
-Homenagem a Nossa Senhora: Escola Estadual Santa
Godoy.

17h - Recitação dos mistérios Gozosos. Logo após,
procissão com a imagem da padroeira.

Itinerário: Ruas Frei Durão, Salvador Furtado, Josafá Macedo,
Waldemar Moura Santos, Praça Minas Gerais, Dom Silvério,
Cônego Rego, Dom Viçoso, Praça Dr. Gomes Freire, Frei
Durão e Praça da Sé.
19h - Celebração Eucarística de Encerramento das
festividades com a consagração das famílias a Nossa
Senhora e envio da “Família Missionária”.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Encontro de Líderes Missionários Infantis – ELMI


De 27 a 29 de julho, as crianças e adolescentes, coordenadores de grupos da Infância e Adolescência Missionária (IAM), se reuniram para participar do ELMI, Encontro de Líderes Missionários Infantis, na Vila Samarco, Casa Nossa Senhora da Alegria. Este encontro é um momento importante de formação para estes coordenadores, que se preparam através de várias palestras, testemunhos e dinâmicas para assumirem seu compromisso e missão. Os temas estudados foram O que é o ELMI e seu objetivo, O ser humano, colaborador de Deus; Fundamentos da Missão, a Dimensão Missionária, Espiritualidade Missionária, As Pontifícias Obras Missionárias (POM), A IAM, a Metodologia, O Perfil da Criança e Adolescente Missionário e o Deserto, ocasião em que puderam ter um encontro pessoal com Jesus, através do recolhimento e da oração. A celebração da Palavra e o envio feito pelo Diácono Vicente de Paula Lima, foram outro ponto forte do encontro.  Todos gostaram muito do encontro, e na hora de voltar para casa, aquela dorzinha no coração e tristeza por se separarem dos novos amigos.
No final do encontro assumiram o compromisso de, no mês de abril de 2013, se reunirem para o ELMI II, desta vez por regiões, formando dois grupos, ficando o primeiro composto pelas Regiões Oeste- Sul-Centro, e o segundo pelas Regiões Norte-Leste.
Para os assessores fica a alegria e a gratificação por sentirem o crescimento e a caminhada destes “pequenos grandes missionários”, também não poderiam deixar de expressar a gratidão e um muito obrigado a monsenhor José Eudes Campos do Nascimento, que, enquanto esteve na Arquidiocese de Mariana, sempre apoiou a IAM, nos encontros Arquidiocesanos e regionais.
Colaborou: Equipe da IAM
Aparecida, Ir. Silvana e Wenilde






sexta-feira, 29 de junho de 2012

Católicos permanecem sendo maioria


De acordo com o Censo Demográfico 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os católicos permanecem sendo maioria, embora haja uma maior diversidade religiosa da população brasileira.
Os dados mostram que 64,6% da população professa a fé católica, havendo 72,2% de presença neste credo no Nordeste, 70,1% no Sul e 60,6% no Norte do país. A proporção de católicos foi maior entre as pessoas com mais de 40 anos, chegando a 75,2% no grupo com 80 anos ou mais.
A análise mostra que outros 22,2% da população são compostos por evangélicos, 8% por pessoas que se declaram sem religião, 3% por outros credos e 2% por espíritas.
CERIS mostra “Igreja Viva”
O Censo Anual de 2010 realizado pelo Centro de Estatística e Investigações Sociais (CERIS) — entidade brasileira de pesquisa religiosa fundada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) — revelou uma “Igreja Viva”. É o que afirma a análise sociológica da evolução numérica da presença da Igreja no Brasil, feita pelo sociólogo Padre José Carlos Pereira, que também é colaborador do CERIS:
De acordo com o sociólogo, os dados apontam para o aumento do número de paróquias e para a criação de novas dioceses, mostrando uma Igreja em constante crescimento:
“Os teóricos da secularização dizem que a religião está fadada ao fracasso, mas o que vemos é o contrário, pois à medida que surge a necessidade da criação de mais paróquias e estas de serem setorizadas, ampliando, assim, o seu alcance, supõe-se que os resultados são de uma maior adesão religiosa, inclusive de pessoas afastadas”, especifica o texto.
O centro de estatísticas também apontou um crescimento considerável em relação às vocações sacerdotais e religiosas, confirmando no Brasil a tendência do aumento do número de sacerdotes diocesanos e religiosos no mundo — conforme divulgou o Setor Estatístico do Vaticano, na semana passada, ao afirmar que o número passou de 405 mil para 413 mil.
“O quadro geral mostra uma vitalidade da religião católica, por meio de um borbulhar de novas modalidades, ou novas formas de viver a fé católica, por meio das novas comunidades, novos movimentos eclesiais e da volta às origens dos ideais das primeiras comunidades cristãs, que tem refletido outro quadro estatístico, que é da evolução do número de presbíteros entre os anos de 1970 e 2010, conforme vemos na atual planilha do CERIS.Isso indica um retorno ao catolicismo dos afastados, mas também uma identificação maior daqueles que já praticavam o catolicismo, mas não se sentiam muito firmes, identificados com a doutrina católica. Sendo assim, por mais que se diga que houve aumento no número dos que se dizem sem religião, ou que cresceu o interesse e as adesões a novos grupos religiosos e a novas igrejas, a Igreja Católica se revela ainda mais estruturada e em franca expansão, com seus empreendimentos missionários como, por exemplo, os que foram propostos pela Missão Continental”, destaca a redação da análise.
Alguns números da pesquisa
Paróquias
Os dados revelam um crescimento vertiginoso no número de paróquias entre os anos de 1994 a 2010, em diversos Regionais da CNBB, com destaque para os regionais Leste 2 (de 1.263 para 1.722) e Sul 1 (de 1.651 para 2.431) , que correspondem ao Estado de Minas Gerais e Espírito Santo (Regional Leste 2) e ao Estado de São Paulo (Regional Sul 1), que são os dois maiores Regionais em número de paróquias e de contingente populacional.
Padres
Em 2000 eram 16.772 padres. Em 2010 chegou a 22.119 padres. A distribuição de padres por habitantes é outro fator levantado pela pesquisa. Em 2000 havia pouco mais de 169 milhões de habitantes e para cada sacerdote eram 10.123,97 habitantes. Dez anos depois havia aproximadamente 190 milhões de habitantes e cada padre teria o número de 8.624,97 habitantes.
A concentração do clero por regiões brasileiras, segundo a pesquisa do CERIS, mostrou que havia uma concentração maior na região sudeste em detrimento das outras regiões. Do total de padres no país a região sudeste concentrava quase metade dos sacerdotes, com 45%. O sul ficava com um quarto da população de padres, 25%, o nordeste 16%, o centro-oeste apenas 9%. Já o norte seria a região com menos padres, apenas 3%.

São Pedro e São Paulo - Ano B – 01/07/2012


Na Solenidade dos apóstolos S. Pedro e S. Paulo, a liturgia convida-nos a refletir sobre estas duas figuras e a considerar o seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e de testemunho do projeto libertador de Deus.
O Evangelho convida os discípulos a aderirem a Jesus e a acolherem-n’O como “o Messias, Filho de Deus”. Dessa adesão, nasce a Igreja – a comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro. A missão da Igreja é dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves – isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e de acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece.
A primeira leitura mostra como Deus cauciona o testemunho dos discípulos e como cuida deles quando o mundo os rejeita. Na ação de Deus em favor de Pedro – o apóstolo que é protagonista, na história que este texto dos Atos hoje nos apresenta – Lucas mostra a solicitude de Deus pela sua Igreja e pelos discípulos que testemunham no mundo a Boa Nova da salvação.
A segunda leitura apresenta-se como o “testamento” de Paulo. Numa espécie de “balanço final” da vida do apóstolo, o autor deste texto recorda a resposta generosa de Paulo ao chamamento que Jesus lhe fez e o seu compromisso total com o Evangelho. É um texto comovente e questionante, que convida os crentes de todas as épocas e lugares a percorrer o caminho cristão com entusiasmo, com entrega, com ânimo – a exemplo de Paulo.

LEITURA I – At 12,1-11
Leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos
Naqueles, dias, o rei Herodes começou a maltratar alguns membros da Igreja. Mandou matar a espada Tiago, irmão de João, e, ao ver que assim agradava aos Judeus, mandou, além disto, prender também a Pedro. Era nos dias da Páscoa. Depois de preso, mandou-o meter na cadeia e entregou-o à guarda de quatro piquetes de quatro soldados cada um, na intenção de, após a Páscoa, o fazer comparecer perante o povo. Pedro era, pois, guardado na prisão, mas a Igreja orava instantemente a Deus por ele. Herodes estava para o fazer comparecer. Nessa noite, dormia Pedro entre dois soldados, ligado com duas correntes, enquanto as sentinelas, postadas à porta, guardavam a prisão. Nisto, apareceu o Anjo do Senhor, e uma luz brilhou na cela da cadeia. O Anjo acordou Pedro, tocando-lhe no lado, e disse-lhe: «Levanta-te depressa». E as correntes caíram-lhe das mãos. Então, o Anjo disse-lhe: «Põe o cinto e calça as sandálias». Ele assim fez. Depois, acrescentou: «Envolve-te na capa e segue-me». Pedro saiu e foi-o seguindo, sem perceber que era verdade o que estava a acontecer pela ação do Anjo; pensava que tinha uma visão. Atravessaram o primeiro posto da guarda, depois o segundo, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, e a porta abriu-se por si mesma diante deles. Saíram e avançaram por uma rua, e logo o Anjo se afastou de Pedro. Então, Pedro, voltando a si, exclamou: «Agora sei realmente que o Senhor mandou o Seu Anjo e me libertou da mão de Herodes e de tudo o que esperava o povo judeu».
AMBIENTE
O texto que nos é hoje proposto encerra praticamente a primeira parte do Livro dos Atos dos Apóstolos (a história da expansão do cristianismo dentro das fronteiras palestinas – cf. At 1-12). Lucas narra, neste texto, uma nova perseguição à Igreja de Jesus.
Esta perseguição é obra de Herodes Agripa I, neto do famoso Herodes, o Grande. O imperador Calígula deu-lhe, por volta do ano 37, os antigos territórios de Filipe (Itureia, Traconítide, Bataneia, Gaulanítide e Auranítide); mais tarde (ano 40), confiou-lhe ainda os antigos territórios de Herodes Antipas (Galileia e Pereia). Depois do assassínio de Calígula, Herodes Agripa prestou vários serviços ao imperador Cláudio, o qual lhe ofereceu o governo da Samaria e da Judéia (ano 41). Assim, Herodes Agripa I reinou praticamente sobre toda a Palestina entre os anos 41 e 44. Morreu subitamente no ano 44, durante uma cerimônia pública.
Herodes Agripa I preocupou-se bastante em não se incompatibilizar com os líderes judaicos. Por isso, foi muito cuidadoso em observar as prescrições da Lei de Moisés (embora essa preocupação tenha sido mais por política do que por convicção: fora do território judaico, Herodes Agripa I vivia à maneira helênica). Foi, provavelmente, com o mesmo objetivo que ele tentou suprimir a “seita cristã”, mandando executar Tiago e prendendo Pedro.
Este Tiago de que se fala no nosso texto é o filho de Zebedeu, irmão de João. Tiago era, com toda a certeza, um pregador ativo do Evangelho de Jesus e um membro importante da comunidade cristã de Jerusalém. Com esta morte violenta, Tiago “bebeu do mesmo cálice”, conforme lhe foi anunciado pelo próprio Jesus (cf. Mc 10,38). Estamos no ano 42.
Esta perseguição atingiu também outros membros da comunidade cristã de Jerusalém. O próprio Pedro foi preso, neste contexto, embora tenha sido, posteriormente, libertado. Os dados avançados por Lucas – no texto que nos é hoje proposto – sobre a prodigiosa libertação de Pedro não devem ser rigorosamente históricos; mas devem ser, sobretudo, uma catequese sobre a forma como Deus cuida da sua Igreja e dos discípulos que dão testemunho da salvação.
MENSAGEM
No Livro dos Atos dos Apóstolos, Lucas procura mostrar como o plano salvador de Deus para os homens continua a cumprir-se, mesmo depois da partida de Jesus para junto do Pai. Os discípulos de Jesus são agora, no meio do mundo, as testemunhas desse projeto de libertação que Deus ofereceu aos homens através de Jesus Cristo.
Como é que o mundo acolhe o testemunho dos discípulos? Deus deixa as testemunhas do seu projeto de salvação entregues à sua sorte, à mercê da perseguição e da incompreensão do mundo? O texto que nos é proposto como primeira leitura procura responder a estas questões.
1. Os elementos históricos avançados por Lucas sobre a morte de Tiago e a prisão de Pedro, no contexto da perseguição contra a Igreja durante o reinado de Herodes Agripa I (vers. 1-4), mostram como o testemunho do projeto libertador de Deus no mundo gera sempre confronto com as forças da opressão e da morte. Trata-se de uma realidade que não deve deixar os discípulos surpreendidos, pois o próprio Jesus teve que percorrer o caminho da cruz (a indicação de que Pedro foi preso no dia dos Ázimos e, portanto, muito próximo do dia de Páscoa, pode sugerir uma correspondência com a Páscoa de Jesus: o caminho que Pedro está a seguir é o mesmo caminho do Mestre). Por outro lado, a oposição do mundo não pode nem deve calar o testemunho que os discípulos são chamados a dar.
2. Enquanto Pedro estava na prisão, a Igreja orava por ele (vers. 5). A indicação mostra uma comunidade cristã unida, em que os crentes estão próximos e solidários, apesar da distância e das grades da prisão. Por outro lado, o fato de a libertação de Pedro acontecer enquanto a Igreja “orava instantemente a Deus por ele” mostra como Deus escuta a oração da comunidade.
3. A maravilhosa história da libertação de Pedro (vers. 6-11) mostra a presença efetiva de Deus na caminhada da sua Igreja e a solicitude com que Deus cuida daqueles que dão testemunho do seu projeto de salvação no meio dos homens. O relato está construído com elementos maravilhosos e prodigiosos que não são, certamente, de caráter histórico (o aparecimento do “anjo do Senhor”, a luz que iluminou a cela da cadeia, a passagem pelos guardas sem que nenhum deles se tivesse apercebido da fuga do prisioneiro, a abertura milagrosa da porta da prisão); mas pretendem sublinhar a presença de Deus e apor no testemunho dos apóstolos o “selo de garantia” de Deus. Não há dúvida: Deus está com os apóstolos e, diante da oposição do mundo, garante a autenticidade da proposta apresentada por eles.
ATUALIZAÇÃO
• Como cenário de fundo da nossa primeira leitura, está o fato de a comunidade cristã (aqui representada por Pedro) ser uma comunidade que tem como missão dar testemunho do projeto libertador de Deus no meio dos homens. A Igreja que nasce de Jesus não é uma comunidade fechada em si própria, ou que vive apenas de olhos postos no céu à espera que Deus, de forma mágica, renove o mundo; mas é uma comunidade comprometida com a transformação do mundo, que testemunha – com palavras e com gestos concretos – os valores de Jesus, do Evangelho e do mundo novo.
• O nosso texto mostra que o anúncio da proposta de salvação que Deus faz aos homens gera sempre oposição. Essa oposição vem, especialmente, daqueles que querem perpetuar os mecanismos de exploração, de injustiça, de morte; mas também pode vir de quem está comodamente instalado na escravidão e não tem a coragem de questionar as cadeias que o prendem… Em qualquer caso, a oposição traduz-se sempre em atitudes de incompreensão, de desrespeito, ou mesmo de perseguição declarada. Uma Igreja que procura ser fiel ao mandato de Jesus e testemunhar a libertação de Deus ver-se-á sempre confrontada com esta realidade. Todos nós, discípulos de Jesus, chamados a testemunhar a vida de Deus na sociedade, no nosso local de trabalho, na nossa família, conhecemos a oposição, as calúnias, os sarcasmos, a dificuldade em que levem a sério o nosso testemunho... Tal fato não deve preocupar-nos demasiado: é a reação lógica do mundo quando se sente questionado pelos valores de Jesus. Para nós, o que é importante é afirmar, com sinceridade e verticalidade, os valores em que acreditamos.
• A história de Pedro que hoje nos é proposta garante-nos que, nos momentos de perseguição e de oposição, o nosso Deus não nos abandona. Ele será sempre uma presença reconfortante e libertadora ao nosso lado, dando-nos a coragem para continuarmos a nossa missão e para darmos testemunho dos valores do Reino. O cristão não tem medo porque sabe que Deus está com ele e que, por isso, nenhum mal lhe acontecerá.
• A nossa história sugere também a importância da união e da solidariedade da comunidade, sobretudo para com os irmãos que estão longe ou que estão em situações dramáticas de sofrimento. A oração é uma forma de manifestar essa solidariedade e a comunhão que deve unir todos os irmãos, membros da mesma família de fé.

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 33 (34)
Refrão: O Senhor libertou-me de todos os meus temores.
A toda a hora bendirei o Senhor,
o Seu louvor está sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor;
ouçam e alegrem-se os humildes.
Enaltecei comigo ao Senhor,
e exaltemos juntos o Seu nome.
Procurei o Senhor, e Ele atendeu-me;
libertou-me de todos os meus temores.
Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes:
vossos rostos não se hão-de cobrir de vergonha.
Este pobre clamou, o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.
O anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
Provai e vede como o Senhor é bom;
feliz o homem que n’Ele se refugia.

LEITURA II – 2 Timóteo 4,6-8.17-18
Leitura da Segunda Epístola de São Paulo a Timóteo
Caríssimo: Eu já estou a ser oferecido em sacrifício, e o momento da minha morte está iminente. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Daqui em diante, está-me reservada a coroa da justiça, que o Senhor, o justo Juiz, me dará no dia do juízo; e não só a mim, mas também a todos aqueles que tiverem esperado com amor a Sua manifestação. Apressa-te a vir ter comigo sem demora. O Senhor esteve a meu lado e deu-me força, para que, por meu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada e todos os pagãos a ouvissem. E eu fui libertado da boca do leão. O Senhor me há-de livrar de toda a ação perversa e me levará são e salvo ao Seu Reino celeste. Glória a Ele por todo o sempre. Amém.
AMBIENTE
O Timóteo destinatário desta carta é um cristão nascido em Listra (Ásia Menor), de pai grego e de mãe judeu-cristã. A partir de certa altura, tornou-se um companheiro inseparável de Paulo; foi a ele que Paulo confiou importantes missões e a quem encarregou da responsabilidade pastoral das Igrejas da Ásia Menor. Segundo a tradição, foi o primeiro bispo da comunidade cristã de Éfeso.
É muito duvidoso que seja Paulo o autor desta carta: a linguagem, o estilo e mesmo a doutrina apresentam diferenças consideráveis em relação a outras cartas paulinas; além disso, o contexto eclesial em que esta carta nos situa é mais do final do séc. I ou princípios do séc. II do que da época de Paulo (o grande problema destas cartas já não é o anunciar o Evangelho, mas o “conservar a fé”, frente aos falsos mestres que se infiltram nas comunidades e que ensinam falsas doutrinas).
De qualquer forma, quem escreve a carta refere-se à vida de Paulo como uma vida integralmente preenchida pelo amor a Jesus Cristo e ao seu Evangelho. Estamos numa época em que as comunidades cristãs se debatiam com as perseguições organizadas, a falta de entusiasmo dos crentes e as falsas doutrinas… Ao recordar, desta forma, o exemplo de Paulo, o autor desta carta pretende convidar os crentes em geral (e os animadores das comunidades, em particular) a redescobrirem o entusiasmo por Jesus e pelo testemunho da Boa Nova libertadora que Jesus veio propor aos homens.
MENSAGEM
O autor da carta apresenta-se na pele de Paulo, prisioneiro em Roma; e, nessa pele, faz um balanço final da sua vida e da sua entrega ao serviço do Evangelho.
A vida de Paulo foi, desde o seu encontro com Cristo ressuscitado na estrada de Damasco, uma resposta generosa ao chamamento e um compromisso total com o Evangelho. Por Cristo e pelo Evangelho, Paulo lutou, sofreu, gastou e desgastou a sua vida num dom total, para que a salvação de Deus chegasse a todos os povos da terra. No final, ele sente-se como um atleta que lutou até ao fim para vencer e está satisfeito com a sua prestação. Resta-lhe receber essa coroa de glória, reservada aos atletas vencedores (e que Paulo sabe não estar reservada apenas a ele, mas também a todos aqueles que lutam com o mesmo denodo e o mesmo entusiasmo pela causa do “Reino”).
Para definir a sua vida como dom total a Deus e aos irmãos, Paulo utiliza aqui uma imagem bem sugestiva: a imagem da vítima imolada em sacrifício. Paulo fez da sua vida um dom total, ao serviço do Evangelho; a sua entrega foi um sacrifício cultual a Deus. Agora, para que o sacrifício seja total, só resta coroar a sua entrega com o dom do seu sangue… A referência à oferta “em libação” faz referência aos sacrifícios em que se vertia o vinho sobre o altar, imediatamente antes de ser imolada a vítima sacrificial.
Há duas maneiras de dar a vida por Cristo: uma é gastá-la dia a dia na tarefa de levar a libertação que Cristo veio propor a todos os povos da terra; outra é derramar, de uma vez, o sangue por causa da fé e do testemunho de Cristo… Paulo conheceu as duas modalidades; imitar Paulo é um desafio que o autor da carta a Timóteo faz aos discípulos do seu tempo e de todos os tempos.
Na segunda parte do nosso texto (vers. 16-18), o autor desta carta põe na boca de Paulo o lamento desiludido de um homem cansado que, apesar de ter oferecido a sua vida como dom aos irmãos se sente, no final, votado ao abandono e à solidão… Mas, apesar de tudo, Paulo tem consciência de que Deus esteve a seu lado ao longo da sua caminhada, lhe deu a força de enfrentar as dificuldades, o livrou de todo o mal e lhe dará, no final da caminhada, a vida definitiva. Daí o louvor com que Paulo termina: “glória a Ele por todo o sempre. Amém”. É esta a atitude que o autor da carta pede aos seus irmãos: apesar do desânimo, do sofrimento, da tribulação, descubram a presença de Deus, confiem na sua força, mantenham-se fiéis ao Evangelho: assim recebereis, sem dúvida, a salvação definitiva que Deus reserva a quem combateu o bom combate da fé.
ATUALIZAÇÃO
• Paulo foi uma das figuras que marcou, de forma decisiva, a história do cristianismo. Ao olharmos para o seu exemplo, impressiona-nos como o encontro com Cristo marcou a sua vida de forma tão decisiva; espanta-nos como ele se identificou totalmente com Cristo; interpela-nos a forma entusiasmada e convicta como ele anunciou o Evangelho em todo o mundo antigo, sem nunca vacilar perante as dificuldades, os perigos, a tortura, a prisão, a morte; questiona-nos a forma como ele quis viver ao jeito de Cristo, num dom total aos irmãos, ao serviço da libertação de todos os homens. Paulo é, verdadeiramente, um modelo e um testemunho que deve interpelar, desafiar e inspirar cada crente.
• O caminho que Paulo percorreu continua a não ser um caminho fácil. Hoje, como ontem, descobrir Jesus e viver de forma coerente o compromisso cristão implica percorrer um caminho de renúncia a valores a que os homens dos nossos dias dão uma importância fundamental; implica ser incompreendido e, algumas vezes, maltratado; implica ser olhado com desconfiança e, algumas vezes, com comiseração… Contudo, à luz do testemunho de Paulo, o caminho cristão vivido com radicalidade é um caminho que vale a pena, pois conduz à vida plena. Concordo? É este o caminho que eu me esforço por percorrer?
• Convém ter sempre presente esse dado fundamental que deu sentido às apostas de Paulo: aquele que escolhe Cristo não está só, ainda que tenha sido abandonado e traído por amigos e conhecidos; o Senhor está a seu lado, dá-lhe força, anima-o e livra-o de todo o mal. Animados por esta certeza, temos medo de quê?

ALELUIA – Mt 16,18
Aleluia. Aleluia.
Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja
a as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

EVANGELHO – Mateus 16,13-19
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e fez aos discípulos esta pergunta: «Quem dizem as pessoas que é o Filho do Homem?» Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou um dos profetas». Jesus replicou-lhes: «E quem dizeis vós que Eu sou?» Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse-Lhe: «Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!». Jesus respondeu-lhe: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim Meu Pai que está nos Céus.
E Eu também te digo a ti: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja, e as forças do Inferno não levarão a melhor contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra ficará ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra ficará desligado nos Céus».
AMBIENTE
O Evangelho deste domingo situa-nos no Norte da Galileia, perto das nascentes do rio Jordão, em Cesareia de Filipe (na zona da atual Bânias). A cidade tinha sido construída por Herodes Filipe (filho de Herodes o Grande) no ano 2 ou 3 a.C., em honra do imperador Augusto.
O episódio que nos é proposto ocupa um lugar central no Evangelho de Mateus. Aparece num momento de viragem, quando começa a perfilar-se no horizonte de Jesus um destino de cruz. Depois do êxito inicial do seu ministério, Jesus experimenta a oposição dos líderes e um certo desinteresse por parte do Povo. A sua proposta do Reino não é acolhida senão por um pequeno grupo – o grupo dos discípulos.
É, então, que Jesus dirige aos discípulos uma série de perguntas sobre Si próprio. Não se trata, tanto, de medir a sua quota de popularidade; trata-se, sobretudo, de tornar as coisas mais claras para os discípulos e confirmá-los na sua opção de seguir Jesus e de apostar no Reino.
O relato de Mateus é um pouco diferente do relato do mesmo episódio feito por outros evangelistas (nomeadamente Marcos – cf. Mc 8,27-30). Mateus remodelou e ampliou o texto de Marcos, acrescentando a afirmação de que Jesus é o Filho de Deus e a missão confiada a Pedro.
MENSAGEM
O nosso texto pode dividir-se em duas partes. A primeira, de caráter mais cristológico, centra-se em Jesus e na definição da sua identidade. A segunda, de caráter mais eclesiológico, centra-se na Igreja, que Jesus convoca à volta de Pedro.
Na primeira parte (vers. 13-16), Jesus interroga duplamente os discípulos: acerca do que as pessoas dizem d’Ele e acerca do que os próprios discípulos pensam.
A opinião dos “homens” vê Jesus em continuidade com o passado (“João Baptista”, “Elias”, “Jeremias” ou “algum dos profetas”). Não captam a condição única de Jesus, a sua novidade, a sua originalidade. Reconhecem, apenas, que Jesus é um homem convocado por Deus e enviado ao mundo com uma missão – como os profetas do Antigo Testamento… Mas não vão além disso. Na perspectiva dos “homens”, Jesus é, apenas, um homem bom, justo, generoso, que escutou os apelos de Deus e que Se esforçou por ser um sinal vivo de Deus, como tantos outros homens antes d’Ele (vers. 13-14). É muito, mas não é o suficiente: significa que os “homens” não entenderam a novidade do Messias, nem a profundidade do mistério de Jesus.
A opinião dos discípulos acerca de Jesus vai muito além da opinião comum. Pedro, porta-voz da comunidade dos discípulos, resume o sentir da comunidade do Reino na expressão: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo” (vers. 16). Nestes dois títulos, resume-se a fé da Igreja de Mateus e a catequese aí feita sobre Jesus. Dizer que Jesus é “o Cristo” (Messias) significa dizer que Ele é esse libertador que Israel esperava, enviado por Deus para libertar o seu Povo e para lhe oferecer a salvação definitiva. No entanto, para os membros da comunidade do Reino, Jesus não é apenas o Messias: é também o “Filho de Deus”. No Antigo Testamento, a expressão “Filho de Deus” é aplicada aos anjos (cf. Dt 32,8; Sal 29,1; 89,7; Job 1,6), ao Povo eleito (cf. Ex 4,22; Os 11,1; Jer 3,19), aos vários membros do Povo de Deus (cf. Dt 14,1-2; Is 1,2; 30,1.9; Jer 3,14), ao rei (cf. 2 Sm 7,14) e ao Messias/rei da linhagem de David (cf. Sal 2,7; 89,27). Designa a condição de alguém que tem uma relação particular com Deus, a quem Deus elegeu e a quem Deus confiou uma missão. Definir Jesus como o “Filho de Deus” significa, não só que Ele recebe vida de Deus, mas que vive em total comunhão com Deus, que desenvolve com Deus uma relação de profunda intimidade e que Deus Lhe confiou uma missão única para a salvação dos homens; significa reconhecer a profunda unidade e intimidade entre Jesus e o Pai e que Jesus conhece e realiza os projetos do Pai no meio dos homens. Os discípulos são convidados a entender dessa forma o mistério de Jesus.
Na segunda parte (vers. 17-19), temos a resposta de Jesus à confissão de fé da comunidade dos discípulos, apresentada pela voz de Pedro. Jesus começa por felicitar Pedro (isto é, a comunidade) pela clareza da fé que o anima. No entanto, essa fé não é mérito de Pedro, mas um dom de Deus (“não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim o meu Pai que está nos céus” – vers. 17). Pedro (os discípulos) pertence a essa categoria dos “pobres”, dos “simples”, abertos à novidade de Deus, que têm um coração disponível para acolher os dons e as propostas de Deus (esses “pobres” e “simples” estão em contraposição com os líderes – fariseus, doutores da Lei, escribas – instalados nas suas certezas, seguranças e preconceitos, incapazes de abrir o coração aos desafios de Deus).
O que é que significa Jesus dizer a Pedro que ele é “a rocha” (o nome “Pedro” é a tradução grega do hebraico “Kephâ” – “rocha”) sobre a qual a Igreja de Jesus vai ser construída? As palavras de Jesus têm de ser vistas no contexto da confissão de fé precedente. Mateus está, portanto, a afirmar que a base firme e inamovível, sobre a qual vai assentar a Ekklesia de Jesus é a fé que Pedro e a comunidade dos discípulos professam: a fé em Jesus como o Messias, Filho de Deus vivo.
Para que seja possível a Pedro testemunhar que Jesus é o Messias Filho de Deus e edificar a comunidade do Reino, Jesus promete-lhe “as chaves do Reino dos céus” e o poder de “ligar e desligar”. Aquele que detém as chaves, no mundo bíblico, é o “administrador do palácio”… Ora o “administrador do palácio”, entre outras coisas, administrava os bens do soberano, fixava o horário da abertura e do fechamento das portas do palácio e definia quais os visitantes a introduzir junto do soberano… Por outro lado, a expressão “atar e desatar” designava, entre os judeus da época, o poder para interpretar a Lei com autoridade, para declarar o que era ou não permitido, para excluir ou reintroduzir alguém na comunidade do Povo de Deus. Assim, Jesus nomeia Pedro para “administrador” e supervisor da Igreja, com autoridade para interpretar as palavras de Jesus, para adaptar os ensinamentos de Jesus a novas necessidades e situações, e para acolher ou não novos membros na comunidade dos discípulos do Reino (atenção: todos são chamados por Deus a integrar a comunidade do Reino; mas aqueles que não estão dispostos a aderir às propostas de Jesus não podem aí ser admitidos).
Trata-se, aqui, de confiar a um homem (Pedro) um primado, um papel de liderança absoluta (o poder das chaves, o poder de ligar e desligar) da comunidade dos discípulos? Ou Pedro é, aqui, um discípulo que dá voz a todos aqueles que acreditam em Jesus e que representa a comunidade dos discípulos? É difícil, a partir deste texto, fazer afirmações concludentes e definitivas. O poder de “ligar e desligar”, por exemplo, aparece noutro contexto, confiado à totalidade da comunidade e não a Pedro em exclusivo (cf. Mt 18,18). Provavelmente, o mais correto é ver em Pedro o protótipo do discípulo; nele, está representada essa comunidade que se reúne em volta de Jesus e que proclama a sua fé em Jesus como o “Messias” e o “Filho de Deus”. É a essa comunidade, representada por Pedro, que Jesus confia as chaves do Reino e o poder de acolher ou excluir. Isso não invalida que Pedro fosse uma figura de referência para os primeiros cristãos e que desempenhasse um papel de primeiro plano na animação da Igreja nascente, sobretudo nas comunidades da Síria (as comunidades a que o Evangelho de Mateus se destina).
ATUALIZAÇÃO
• Quem é Jesus? O que é que “os homens” dizem de Jesus? Muitos dos nossos conterrâneos vêem em Jesus um homem bom, generoso, atento aos sofrimentos dos outros, que sonhou com um mundo diferente; outros vêem em Jesus um admirável “mestre” de moral, que tinha uma proposta de vida “interessante”, mas que não conseguiu impor os seus valores; alguns vêem em Jesus um admirável condutor de massas, que acendeu a esperança nos corações das multidões carentes e órfãs, mas que passou de moda quando as multidões deixaram de se interessar pelo fenômeno; outros, ainda, vêem em Jesus um revolucionário, ingênuo e inconsequente, preocupado em construir uma sociedade mais justa e mais livre, que procurou promover os pobres e os marginais e que foi eliminado pelos poderosos, preocupados em manter o “status quo”. Estas visões apresentam Jesus como “um homem” – embora “um homem” excepcional, que marcou a história e deixou uma recordação imorredoura. Jesus foi, apenas, um “homem” que deixou a sua pegada na história, como tantos outros que a história absorveu e digeriu?
• Para os discípulos, Jesus foi bem mais do que “um homem”. Ele foi e é “o Messias, o Filho de Deus vivo”. Definir Jesus dessa forma significa reconhecer em Jesus o Deus que o Pai enviou ao mundo com uma proposta de salvação e de vida plena, destinada a todos os homens. A proposta que Ele apresentou não é, apenas, uma proposta de “um homem” bom, generoso, clarividente, que podemos admirar de longe e aceitar ou não; mas é uma proposta de Deus, destinada a tornar cada homem ou cada mulher uma pessoa nova, capaz de caminhar ao encontro de Deus e de chegar à vida plena da felicidade sem fim. A diferença entre o “homem bom” e o “Messias, Filho de Deus”, é a diferença entre alguém a quem admiramos e que é igual a nós, e alguém que nos transforma, que nos renova e que nos encaminha para a vida eterna e verdadeira.
• “E vós, quem dizeis que Eu sou?” É uma pergunta que deve, de forma constante, ecoar nos nossos ouvidos e no nosso coração. Responder a esta questão não significa papaguear lições de catequese ou tratados de teologia, mas sim interrogar o nosso coração e tentar perceber qual é o lugar que Cristo ocupa na nossa existência… Responder a esta questão obriga-nos a pensar no significado que Cristo tem na nossa vida, na atenção que damos às suas propostas, na importância que os seus valores assumem nas nossas opções, no esforço que fazemos ou que não fazemos para O seguir… Quem é Cristo para mim?
• É sobre a fé dos discípulos (isto é, sobre a sua adesão ao Cristo libertador e salvador, que veio do Pai ao encontro dos homens com uma proposta de vida eterna e verdadeira) que se constrói a Igreja de Jesus. O que é a Igreja? O nosso texto responde de forma clara: é a comunidade dos discípulos que reconhecem Jesus como “o Messias, o Filho de Deus”. Que lugar ocupa Jesus na nossa experiência de caminhada em Igreja? Porque é que estamos na Igreja: é por causa de Jesus Cristo, ou é por outras causas (tradição, inércia, promoção pessoal…)?
• A Igreja de Jesus não existe, no entanto, para ficar a olhar para o céu, numa contemplação estéril e inconsequente do “Messias, Filho de Deus”; mas existe para O testemunhar e para levar a cada homem e a cada mulher a proposta de salvação que Cristo veio oferecer. Temos consciência desta dimensão “profética” e missionária da Igreja? Os homens e as mulheres com quem contactamos no dia a dia – em casa, no emprego, na escola, na rua, no prédio, nos acontecimentos sociais – recebem de nós este anúncio e este convite a integrar a comunidade da salvação?
• A comunidade dos discípulos é uma comunidade organizada e estruturada, onde existem pessoas que presidem e que desempenham o serviço da autoridade. Essa autoridade não é, no entanto, absoluta; mas é uma autoridade que deve, constantemente, ser amor e serviço. Sobretudo, é uma autoridade que deve procurar discernir, em cada momento, as propostas de Cristo e a interpelação que Ele lança aos discípulos e a todos os homens.

Fonte: Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)

Papa reconhece milagre de Nhá Chica


A cidade de Baependi (MG) acordou com um telefonema muito especial na manhã desta quinta-feira, dia 28 de junho. Era o postulador da causa de beatificação da Venerável Nhá Chica, Paolo Villotta. Da Itália, ele avisava que o Papa havia autorizado a promulgação do decreto que reconhece o milagre recebido por Ana Lúcia Meirelles por intercessão de Nhá Chica e a certeza de que a mineira de São João del Rei em breve será proclamada Beata.

Em entrevista à Rádio Vaticano, Irmã Gertudres das Candeias, vice-diretora da Associação Beneficente Nhá Chica, descreveu o momento logo após receber a notícia:

— Eu estava fora de casa, hoje pela manhã, e as pessoas na rua começaram a me abraçar. Eu escutava foguetes, sinos. Quando eu cheguei em casa me disseram que foi um telefonema do postulador e a Igreja já estava cheia de gente. Então, nós começamos a agradecer, a rezar, a chorar, todos juntos na mesma alegria e emoção, disse.

Ana Lúcia Meirelles estava duplamente feliz já que a notícia do reconhecimento do seu milagre aconteceu justamente no dia de seu aniversário, comemorado dia 28 de junho.

— É uma emoção muito grande já que tudo isso acontece no dia do meu aniversário, mas principalmente pela nossa santa. Para mim, no meu coração, ela sempre foi santa, ressaltou.

O Milagre
— Eu estava péssima, com hipertensão pulmonar. Tive uma isquemia na vista, que me impossibilitou enxergar por alguns momentos. Uma isquemia transitória. Era um defeito congênito no coração que eu teria que operar por causa da hipertensão pulmonar e por causa do sangue que passava errado pelo coração. Então, a cirurgia foi marcada, mas três dias antes eu tive febre e acabei não fazendo. Isso tudo sob a proteção de Nhá Chica. Passados sete dias eu notei que eu só melhorava. Seis meses depois, por pressão dos médicos, eu voltei a fazer os exames pré-operatórios. E qual não foi minha alegria ao constatarem, por um exame transesofágico, que eu estava curada, sem hipertensão pulmonar, e que já não havia mais aquela passagem de sangue que causava a hipertensão. Estou aqui há 17 anos, completamente curada, sem problema nenhum. Tudo isso sob a benção da minha santa Nhá Chica.

Bento XVI autoriza publicação de novos decretos da Congregação das Causas dos Santos
O papa recebeu em audiência privada, nesta quinta-feira, o prefeito da Congregação das Causa dos Santos, cardeal Angelo Amato. Durante o encontro, Bento XVI autorizou a Congregação a promulgar 18 decretos.

Além do reconhecimento do milagre de Nhá Chica, também foi reconhecido o milagre do venerável Luca Passi, fundador da Congregação das Irmãs Mestres de Santa Doroteia. Em breve, as datas das beatificações de ambos devem ser divulgadas.

Martírios
O papa reconheceu os seguintes martírios:

- Dos servos de Deus Emanuele Borras Ferre, bispo auxiliar de Tarragona e Agapito Modesto, do Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs e 145 companheiros mortos por motivo de ódio à Fé, na Espanha, entre 1936 e 1939.

- Do servo de Deus Giuseppe Puglisi, sacerdote diocesano, nascido em Palermo (Itália) e morto, por motivo de ódio à Fé, em 1993.

- Do servo de Deus Ermenegildo da Assunção e cinco companheiros da Ordem da Santíssima Trindade mortos por motivo de ódio à Fé, em 1936 na Espanha.

- Da serva de Deus Vitória de Jesus, religiosa do Instituto Pio Calasanziano da Divina Pastora, morta em 1937, na Espanha, por motivo de ódio à Fé.

- Do servo de Deus Devasahayam Pillai, leigo indiano morto por motivo de ódio à Fé em 1752.

Virtudes Heróicas
O papa reconheceu ainda as seguintes virtudes heróicas:

- Do servo de Deus Sisto Riario Sforza, arcebispo de Nápoles, cardeal da Santa Romana Igreja, morto em 29 de setembro de 1877.

- Do servo de Deus Fulton Sheen, arcebispo de Newport (EUA) morto em Nova Iorque em 1979.

- Do servo de Deus Álvaro del Portillo y Diez de Sollano, bispo de Vita e Prelado da Prelatura Pessoal da Santa Cruz e da Opus Dei, nascido em Madri e morto em Roma em 1994.

- Do servo de Deus Ludovico Tijssen, sacerdote diocesano, holândes, morto em Sittard (Holanda) em 1929.

- Do venerável servo de Deus Cristóvão de Santa Catarina, sacerdote, fundados da Congregação e o Hospital Jesus de Nazaré de Córdoba, morto na mesma cidade em 1690.

- Da serva de Deus Maria do Sagrado Coração (Maria Giuseppa Fitzbach), viúva, fundadora das Servas do Coração Imaculado de Maria, chamadas Irmãs do Bom Pastor de Québec, morta no Canadá em 1885.

- Da serva de Deus Maria Agelina Teresa, fundadora da Congregação das Irmãs Carmelitanas para os idosos e enfermos, nascida na Irlanda do Norte e morta nos EUA em 1984.

- Da serva de Deus Maria Margherita (Adelaide Bogner). Monja professa da Ordem das Visitações, nascida e morta na Hungria em 1933.

- Da serva de Deus Ferdinanda Riva, irmã professa do Instituto das Filhas da Caridade, nascida na Itália e morta na Índia em 1956.

Em 10 de maio, Bento XVI havia autorizado a Congregação das Causas dos Santos a promulgar o Decreto sobre o martírio do Servo de Deus Giovanni Huguet y Cardona, Sacerdote Diocesano, nascido na Espanha e morto, por motivo de ódio à Fé, na Espanha em 1936.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Bispo eleito, monsenhor Eudes, dirigi carta a toda Arquidiocese de Mariana


EXPRESSÃO DE GRATIDÃO À ARQUIDIOCESE DE MARIANA

“Em tudo amar e servir” (Santo Inácio de Loyola)“O Senhor colocou-me neste mundo para os outros” (Dom Bosco)

Na véspera da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, recebi um telefone solicitando o meu comparecimento na Nunciatura Apostólica para uma conversa com o sr. Núncio apostólico, Dom Giovanni D’Aniello. Chegando à nunciatura, fui informado a respeito da minha nomeação para o ministério episcopal feita pelo Papa Bento XVI. Entreguei minha vida e o meu ministério nas mãos dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, no dia de oração pela santificação do Clero.
Manifesto ao Papa Bento XVI minha admiração, meu apreço e minha gratidão pela confiança em mim depositada para ser Bispo da Diocese de Leopoldina. Agradeço a Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo de Mariana, pela confiança e amizade que por mim tem demonstrado ao longo destes últimos anos. Recordo saudoso do querido e sempre estimado Dom Luciano Mendes de Almeida, por quem fui ordenado diácono e presbítero. Quero esforçar-me para viver os preciosos ensinamentos deixados por ele no exercício do pastoreio e no período em que esteve à frente da Arquidiocese de Mariana. Que ele interceda por mim junto a Deus.
Aos presbíteros e diáconos da Arquidiocese de Mariana, muito obrigado pela convivência e amizade. Aprendi muito com vocês e, nesta minha nova missão, espero poder contar sempre com a ajuda, a oração e a presença fraterna de todos vocês em minha caminhada.
Aos seminaristas das casas de formação da nossa Arquidiocese (comunidade vocacional, propedêutico, filosofia e Teologia), prometo rezar sempre por vocês, para que perseverem na caminhada vocacional. Às paróquias por onde passei e onde tive a oportunidade de exercer o meu ministério sacerdotal, obrigado por tudo! Sinceros agradecimentos às Paróquias de Nossa Senhora da Conceição em Congonhas, São Gonçalo do Amarante em Catas Altas da Noruega, Nossa Senhora do Rosário em Rio Pomba e Santa Efigênia de Ouro Preto. Aprendi a ser padre com vocês. Obrigado por tudo e continuem rezando por mim.
Aos religiosos e religiosas que atuam no território da Arquidiocese de Mariana, muito obrigado pelo testemunho de consagração, de doação e serviço ao Reino de Deus. Conto com a oração de todos vocês! Agradecimento especial à família Salesiana onde dei os meus primeiros passos no discernimento vocacional rumo ao sacerdócio.
Aos meus familiares, especialmente à minha querida mãe e aos meus estimados irmãos, o meu muito obrigado pelo apoio, incentivo e presença nos diversos momentos da minha vida. Ao meu pai, que se encontra junto de Deus, peço que interceda ao Pai do céu por mim, nesta nova missão que a Igreja me confia.
A todos os irmãos e irmãs de fé, com os quais tive oportunidade de me encontrar durante o exercício do meu ministério sacerdotal nesta querida Arquidiocese de Mariana, meus sinceros agradecimentos. Rezem para que eu conforme o meu coração sempre mais ao coração de Jesus Cristo, o Bom pastor.
Mons. José Eudes Campos do Nascimento

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Padre José Eudes é nomeado Bispo


A Nunciatura Apostólica no Brasil comunica que o Santo Padre Bento XVI nomeou Bispo da vacante Diocese de Leopoldina (MG), o Revmo. Sr. Pe. José Eudes Campos do Nascimento, atualmente Pároco da Paróquia de Santa Efigênia, em Ouro Preto, e Vigário Episcopal da Região Norte da Arquidiocese de Mariana (MG).
Mons. José Eudes nasceu aos 30 de abril de 1966, em Barbacena – MG. Foi ordenado sacerdote aos 22 de abril de 1995.
Cursou o Ensino Fundamental na Escola Padre Sinfrônio – Barbacena (1973-1977); no Colégio Polivalente – Barbacena (1978-1980); no Colégio Tiradentes – Barbacena (1981-82); no Colégio Dom Bosco – Cachoeira do Campo (1983) e o Ensino Médio, em Pará de Minas (1984-1987). Fez o Curso de Filosofia no Instituto de Filosofia dos Salesianos, em São João Del Rei (1988) e no Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA), em Belo Horizonte (1989-1990). Cursou Teologia no Seminário Maior São José, em Mariana (1991-1994).
Em seus 17 anos de vida sacerdotal, na Arquidiocese de Mariana, desempenhou várias atividades pastorais: Vigário Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas (1995); Administrador Paroquial da Paróquia de São Gonçalo do Amarante, em Catas Altas da Noruega (1995 – 2002); Assessor Arquidiocesano da Pastoral da Juventude (1995 – 2003); Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, em Rio Pomba (2002 – 2009).
Atualmente, exerce as seguintes funções: Pároco da Paróquia de Santa Efigênia, em Ouro Preto; Vigário Episcopal da Região Norte da Arquidiocese de Mariana; Diretor Espiritual no Seminário Maior de Mariana; Membro do Conselho Episcopal e do Colégio dos Consultores; Representante dos Presbíteros no Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Mariana e na Comissão Regional dos Presbíteros do Regional Leste 2 da CNBB.
A Arquidiocese de Mariana se rejubila em poder oferecer um de seus presbíteros para o ministério episcopal. Ao mesmo tempo, deseja a Mons. José Eudes um fecundo pastoreio e implora as bênçãos de Deus para a Diocese de Leopoldina no momento em que recebe a notícia da nomeação de seu novo pastor.