Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Papa Francisco recebe kit da Jornada Mundial da Juventude



O assessor da Comissão para a Juventude, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, padre Carlos Sávio Ribeiro, teve um encontro com o papa Francisco, no último dia 26 de março, no Vaticano. Na ocasião, padre Sávio entregou ao papa um kit da Jornada Mundial da Juventude, contendo uma camisa e uma revista, produzida pelo grupo ‘Jovens Conectados’, ligado à CNBB, mostrando o trabalho que a Igreja Católica, no Brasil, realiza junto à juventude.
O padre disse ao papa que será uma alegria recebê-lo, no mês de julho, no Brasil, para a Jornada Mundial da Juventude. Ele conta que o Santo Padre manifestou alegria e disse: “Que bonito! Quero participar de tudo, com muita intensidade”. O papa também adiantou que a revista o ajudará a entender o trabalho da Igreja junto à juventude, no Brasil. No final da conversa, Francisco abençoou o padre e disse: “Continue firme e nos veremos no Brasil”.
Para o padre Sávio, o encontro com o papa significou renovação do compromisso sacerdotal e reforçou a opção de se dedicar ao trabalho com os jovens, no Brasil. “Participar da primeira Semana Santa do pontificado do papa Francisco foi uma grande graça. As atitudes dele e o modo simples e atencioso para com as pessoas me comoveram bastante”, destaca.
Fonte: CNBB

Semana Santa na Arquidiocese de Mariana ganha destaque na mídia


Como acontece anualmente, as cerimônias religiosas da Semana Santa nas históricas cidades da Arquidiocese de Mariana atraem milhares de fiéis. E, este ano, não está sendo diferente. São turistas vindos de várias partes do país, além das comunidades paroquiais que se reúnem em oração para vivenciar este grande momento de fé.
Com isso, a Semana Santa na Arquidiocese de Mariana ganha destaque na mídia. A imprensa repercute estas celebrações que acontecem em todas as paróquias de nossa arquidiocese.
A seguir, confira matéria publicada nesta quarta-feira, 27, no jornal Estado de Minas, assinada pelo repórter Gustavo Werneck:
Milhares de católicos vão acompanhar as procissões na Semana Santa em Minas
Gustavo Werneck
Cortejos de fé seguindo pelas ruas de pedra, missas solenes nas igrejas barrocas e cânticos em latim ecoando nas noites de Minas. Milhares de católicos acompanham as procissões e participam dos ofícios da semana santa, que apresenta, até o domingo de Páscoa ou da Ressurreição, uma ampla programação. Hoje tem o Encontro de Jesus e Nossa Senhora das Dores, com as imagens saindo nos andores de templos diferentes para ficarem frente a frente num ponto central das cidades do interior e depois seguirem juntas.
Ao longo do caminho, nos passos ou pequenas capelas, escuta-se o triste canto da Verônica – nome em latim que significa “face verdadeira” –, a mulher que enxugou o rosto ensanguentado de Jesus e entoa os versos do lamento: “Oh, vós todos que passais pelo caminho, prestai atenção e vede se existe dor igual à minha dor”. Nesses dias, essa personagem e figuras bíblicas mostram a beleza das sagradas tradições que remontam ao século 18 e emocionam moradores e visitantes. “As cerimônias e procissões fazem reverência à paixão de Cristo e nos fazem buscar uma nova vida movida pela fraternidade”, diz o pároco da Catedral Basílica de Mariana, na Região Central, padre Nedson Pereira de Assis.
Com o novo papa, que fez a opção preferencial pelos pobres e humildes, a semana santa ganha o seu sentido verdadeiro. “O testemunho do papa Francisco é a própria imagem de Jesus”, diz o pároco. Ele destaca que muitos turistas chegam às cidades coloniais pertencentes à Arquidiocese de Mariana. “Há um grupo de Petrópolis (RJ) e Rio de Janeiro que vem todos os anos e participa de toda a programação”, afirma.
Em Congonhas, na Região Central, chamada de “terra dos profetas”, religiosidade e dramaturgia se unem para contar a via-crúcis. Um dos momentos mais emocionantes será na sexta-feira, na Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, localizada em sítio histórico tombado Patrimônio Cultural Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. No local, haverá o sermão do descendimento da Cruz , seguindo-se a procissão até a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, lado oposto à basílica. Para dar oportunidade que todos vejam a encenação, há uma novidade este ano: no domingo, às 11h, na basílica, a crucificação e ressurreição de Cristo terão exibição extra para romeiros, fiéis e visitantes. Outra mudança está na condenação de Cristo, que ocorria na sexta-feira e passou para amanhã.
PROGRAMAÇÃO DESTA QUARTA-FEIRA
OURO PRETO 19h –Missa na Igreja de São Francisco de Assis. Em seguida, ofício de trevas
MARIANA 6h –Oração do ofício divino na Catedral Basílica 19h –Celebração na Capela de Nossa Senhora da Boa Morte. Em seguida, procissão de Nossa Senhora das Dores para a catedral e sermão da soledade. A seguir, ofício das Trevas
CONGONHAS 19h –Missa na Matriz de Nossa Senhora da Conceição e, em seguida, procissão com a imagem de Nossa Senhora das Dores e sermão das sete dores de Maria. Missa na comunidade de Alto Maranhã. Em seguida, procissão do encontro.

segunda-feira, 25 de março de 2013

NOMEAÇÕES DE NOVOS CÔNEGOS


Depois de ouvir o Cabido Metropolitano, em sua reunião extraordinária no dia 14 deste mês de março, tendo em vista a comemoração dos 265 anos do Cabido de Mariana, criado em 1748, pelo primeiro Bispo, Dom Frei Manoel da Cruz, e de acordo com seu Estatuto, atualizado em 08 de dezembro de 1985, por Dom Oscar de Oliveira, em conformidade com os cânones 503-510 do Código de Direito Canônico, o Senhor Arcebispo Dom Geraldo Lyrio Rocha nomeou as quatro tradicionais dignidades, evocando os primórdios do Cabido de Mariana, a saber: Arcediago: Mons. Celso Murilo Sousa Reis, Arcipreste: Mons. Caetano Cenaque Piovezzani, Chantre: Mons. Roberto Natali Starlino, Tesoureiro-mor: Mons. Flávio Carneiro Rodrigues; Cônego Penitenciário da igreja catedral (cf. cânon 508§1): Cônego Jadir Trindade Lemos; Cônego titular: Pe. Nedson Pereira de Assis; Cônegos honorários: Pe. Geraldo Francisco Leocádio, Pe. Lauro Sérgio Versiani Barbosa, Pe. Luiz Carlos César Ferreira Carneiro e Pe. Tarcísio Sebastião Moreira. A promulgação dessas nomeações foi feita na Missa da Unidade, na Sé de Mariana, na manhã deste sábado, dia 23 de março. Na ocasião, Dom Geraldo proferiu a seguinte homilia:
Neste ano, esta celebração da Missa da Unidade vem marcada por acontecimentos que, em tom profético, repercutem na Igreja e no mundo: o gesto humilde e corajoso de Bento XVI ao renunciar o exercício do ministério petrino e a eleição do Papa Francisco como Bispo de Roma e Sumo Pontífice. Além disso, a celebração de hoje está emoldurada pelo Ano da Fé, estabelecido pelo Papa Bento XVI para comemorar o jubileu de ouro da abertura do Concilio Vaticano II e o vigésimo aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica.
O Santo Padre Francisco, em seu discurso no encontro com os Delegados Fraternos, no último dia 20, referindo-se à celebração do Ano da Fé, assim se expressou: “O meu venerável predecessor Bento XVI, com intuição verdadeiramente inspirada, com esta iniciativa, que desejo continuar e espero seja de estímulo para o caminho de fé de todos. Ele quis assinalar o 50º aniversário do Concílio Vaticano II, propondo uma espécie de peregrinação em direção ao que para cada cristão representa o essencial, isto é, a relação pessoal e transformante com Jesus Cristo, o filho de Deus, morto e ressuscitado para nossa salvação. O coração da mensagem conciliar resite exatamente no desejo de anunciar este tesouro perenemente válido da fé aos homens e mulheres de nosso tempo”.
Como os ouvintes da sinagoga de Nazaré, também nós temos “os olhos fixos” (Lc 4,20) na figura extraordinária e fascinante do Senhor Jesus. Com os lábios, o coração e a vida, queremos proclamar, com novo vigor e renovado ardor as palavras do Apocalipse há pouco proclamadas: Jesus Cristo “é a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dos mortos, o soberano dos reis da terra. Ele é o Alfa e o Ômega, aquele que é, que era e que vem, o Todo-Poderoso” (Ap 1,5.8).
Em Jesus, cumprem-se plenamente as palavras, por ele mesmo repetidas, escritas pelo profeta Isaías. Ungido pelo Espírito, ele vem “anunciar a Boa-nova aos pobres; proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; libertar os oprimidos e proclamar um ano da graça do Senhor”(Lc 4,18). Que este Ano da Fé seja, pois, para todos nós um “ano da graça do Senhor”.
Na Carta Apostólica Porta Fidei, Bento XVI afirma: “Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, «não perdem o seu valor nem a sua beleza. É necessário fazê-los ler de forma tal que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificados e normativos do Magistério, no âmbito da Tradição da Igreja. Sinto hoje ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça de que se beneficiou a Igreja no século XX. Nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa».
Pela vivência da fé, assumida em atitudes concretas de serviço a todos, especialmente aos pobres, abertos ao diálogo com crentes e não-crentes, anunciando Jesus Cristo e sua mensagem, em testemunho de comunhão fraterna é que nós cristãos proclamaremos para o mundo: “hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir” (Lc 4,21).
Amados irmãos no ministério sacerdotal,
Celebrando antecipadamente o dia da instituição do sacerdócio ministerial, agradecido pela preciosa ajuda que recebo de cada um dos irmãos presbíteros no pastoreio desta querida Igreja Particular de Mariana, dirijo-lhes minha palavra afetuosa e minha saudação fraterna. Ao término desta celebração, desejo cumprimentar e abraçar pessoalmente cada um dos irmãos presbíteros para manifestar-lhes meu apreço e meu reconhecimento pela dedicação generosa de cada um no serviço ao povo santo de Deus confiado aos seus cuidados pastorais.
Amados irmãos e irmãs no sacerdócio batismal,
Jesus Cristo fez de nós um reino e sacerdotes para Deus o Pai” (Ap 1,6) ouvimos há pouco na segunda leitura. Pela graça do Batismo, todos nós nos tornamos participantes do sacerdócio de Cristo Jesus. Somos um povo sacerdotal!
Iluminadoras são as palavras de Bento XVI em sua Carta Apostólica já mencionada: “A renovação da Igreja realiza-se também por meio do testemunho prestado pela vida daqueles que creem: de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra da verdade que o Senhor Jesus nos deixou /…/. A Igreja “prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus”, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cf. 1 Cor 11, 26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada, mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz».
Caríssimos jovens,
Neste ano em que vocês foram o tema da Campanha da Fraternidade, em vista da celebração da Jornada Mundial da Juventude, a se realizar no Rio de Janeiro, no próximo mês de julho, guardem no coração e coloquem em prática na vida as belas palavras do Papa Francisco: “Caminhemos à luz do Senhor (Is 2, 5). Trata-se da primeira coisa que Deus disse a Abraão: ‘caminha na minha presença e sê irrepreensível’. Caminhar: a nossa vida é um caminho e, quando paramos, está errado. Caminhar sempre, na presença do Senhor, à luz do Senhor, procurando viver com aquela irrepreensibilidade que Deus pedia a Abraão, na sua promessa”.
Maria, Mãe de Jesus, sustente, com sua contínua proteção, os nossos passos, sobretudo quando o caminho se torna árduo e o cansaço se faz sentir mais pesadamente.

Missa do Crisma e da Unidade abre as celebrações da Semana Santa na arquidiocese


A Arquidiocese de Mariana abre neste sábado, dia 22, as cerimônias religiosas da Semana Santa com a celebração da Missa do Crisma e da Unidade.
A Celebração Eucarística presidida pelo arcebispo metropolitano, dom Geraldo Lyrio Rocha e concelebrada pelos padres da arquidiocese será realizada às 10 horas, na Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção, no Centro Histórico de Mariana.
Na ocasião, dom Geraldo fará a bênção dos santos óleos que serão utilizados ao longo do ano pelas paróquias. Além de contar com a presença de todo o clero arquidiocesano, esta celebração também terá a presença da comunidade paroquial, demais fiéis e de jovens enviados por todas as paróquias.
À noite, a partir das 19 horas, será realizada a Via Sacra, saindo da Catedral Basílica para a igreja de São Pedro, contando com a participação dos jovens de diversos grupos da paróquia.

terça-feira, 19 de março de 2013

O Sacramento da Penitência


A Igreja possui sete sacramentos, ou seja, sinais sagrados visíveis e eficazes da graça divina. Destes sete, dois, de forma especial, estão ligados mais estritamente ao perdão dos pecados: o batismo e a penitência. 
Através deles, o Senhor Ressuscitado continua perdoando e santificando os homens, os admitindo a sua comunhão. Segundo o Compêndio do Catecismo, na pergunta 297, “Cristo instituiu o sacramento da penitência para a conversão dos batizados que se afastaram dele pelo pecado”. Assim, os batizados, precisam conhecer e celebrar este sacramento para voltarem a viver próximos de Jesus após o pecado.

Os diversos nomes deste sacramento
Este sacramento possui muitos nomes em virtude da riqueza de experiências vividas nele. Quando ele é chamado “da Penitência”, se coloca a ênfase na prática da contrição, do arrependimento pelas atitudes pecaminosas e das práticas de satisfação. Pode se chamar “da Conversão”, mostrando a vontade de afastar-se do caminho do pecado e de retornar ao caminho de Deus. É nomeado, ainda, como “da Confissão” porque em sua celebração o penitente confessa diante do sacerdote seus pecados. Outro nome dado a ele é “do Perdão” porque pela absolvição sacramental se consegue a paz e a absolvição das faltas. Também é conhecido como “da Reconciliação”, pois enfatiza a relação de amizade retomada com Deus.

O Sacramento da Penitência na Sagrada Escritura
Olhando a missão de Jesus, nos evangelhos, podemos ver que Ele veio para anunciar a conversão (Mc 1,15), para perdoar os pecados (Mt 9,6) e para chamar os pecadores ao discipulado (Mc 2,17). A entrega da sua vida na Cruz foi entendida como o grande sacrifício de amor para a remissão dos pecados (Mt 26,27-28). Esta mesma missão de perdoar os pecados, o Senhor confiou a sua Igreja por intermédio de seus apóstolos (Jo 20,23). Assim, podemos ver na Igreja apostólica o exercício deste ministério quando os apóstolos anunciam a conversão, o discipulado e efetuam, pelo poder de Cristo, o perdão dos pecados (At 3,19.26; 10,43; 13,38). A prática de confessar os pecados e rezar pelos penitentes também aparece no texto de Tg 5,16. 

O Sacramento da Penitência na História
Os estudiosos nos mostram que nestes vinte séculos de exercício do ministério do perdão, a Igreja se utilizou de quatro formas para melhor conduzir o pecador ao arrependimento, à conversão e à reconciliação com Deus. A penitência canônica (do século segundo ao sexto) era celebrada em três momentos: confissão dos pecados ao bispo, a prática de obras penitenciais e a reconciliação. A penitência tarifada (do século sétimo ao 12) constava de três momentos: a confissão, a reconciliação e a obra penitencial aplicada pelo confessor. É nesta segunda fase que se multiplicou a possibilidade de se confessar. Antes só se podia celebrar a penitência uma única vez após o batismo. A penitência de confissão (do séc. 13 ao 107) fez recair a ênfase na acusação da consciência, atrita ou contrita, diante do confessor. 

O Sacramento da Penitência 
A quarta fase é a atual. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos apresenta as fases do sacramento: a contrição ou a atrição; a confissão dos pecados diante do ministro; e a satisfação. Para celebrar o sacramento da reconciliação, é necessário ter sido batizado e ter cometido pecado. O exame de consciência auxilia o cristão a averiguar quais pensamentos, palavras, atos e omissões o levaram a pecar. É diante desta consciência que nasce a contrição (uma dor da alma e detestação do pecado cometido, com uma resolução de não mais pecar) ou a atrição (se dá pela consciência de ter cometido uma falta contra Deus, com o propósito de emenda). 

A segunda parte do sacramento é a confissão destes pecados ao sacerdote. A consciência do pecador, devidamente examinada, oferece a matéria para o perdão. Na celebração se recomenda a leitura da Sagrada Escritura para iluminar a ação salvadora de Deus sobre o penitente. Após a acusação de si, o ministro vai impor uma penitência. Esta deve visar sempre à reparação dos atos cometidos e o restabelecimento da ordem ferida pelo pecado. Assim, a terceira parte é o cumprimento da penitência posta pelo confessor. O sacramento é devidamente celebrado quando estas três etapas (arrependimento, confissão e prática penitencial) são vividas.

Para aprofundar...
Para saber mais sobre o assunto, indicamos CIC, do número 1422 até 1498; o Compêndio do Catecismo, da pergunta 296 a 312; e, o Youcat, da pergunta 224 até a 239.

Pe. Vitor Gino Finelon
Vice-Diretor das Escolas de Fé e Catequese
Mater Ecclesiae e Luz e Vida

segunda-feira, 18 de março de 2013

“Deus jamais se cansa de nos perdoar. Nós é que nos cansamos de pedir perdão”, disse o papa Francisco durante sua primeira oração do Angelus



Uma multidão de mais de 150 mil pessoas lotou a Praça São Pedro e todas as ruas vizinhas, para assistir e rezar junto com o papa a sua primeira oração do Angelus, neste domingo, 17 de março. Francisco apareceu na janela de seu apartamento para rezar e abençoar os fiéis, turistas e romanos.
Desde as primeiras horas do dia, o movimento já era grande. Toda a área foi interditada ao tráfico e ao estacionamento. Francisco fez um discurso informal, falando de improviso e apenas em italiano.
Ele saudou com as mãos e com um grande sorriso, recebendo em troca aplausos e muito entusiasmo. A popularidade do papa Francisco tem aumentado a cada dia desde que se tornou, na quarta-feira 13, o primeiro papa latino-americano da história. Chegou ao balcão com o seu modo simples, os braços ao longo do corpo e a mão direita ao alto, saudando o povo. “Bom dia!” – foram as suas primeiras palavras.
Lembrando o episódio da mulher adúltera que Jesus salva da condenação, Francisco ressaltou o valor e a importância da misericórdia e do perdão nos dias de hoje: “Deus jamais se cansa de nos perdoar. Nós é que nos cansamos de pedir perdão. Temos de aprender a ser misericordiosos com todos”, afirmou.
Antes disso, Francisco disse que estava contente de estar com os fiéis domingo, “dia do Senhor, dia de se cumprimentar, de se encontrar e conversar, como aqui, agora, nesta Praça, uma praça que graças à mídia, é do tamanho do mundo!”.
A propósito da leitura evangélica, Francisco encorajou os fiéis citou a atitude de Jesus, que não desprezou nem condenou a adúltera, mas disse apenas palavras de amor e misericórdia, que convidavam à conversão. “Vocês já pensaram na paciência que Deus tem com cada um de nós? É a sua misericórdia: Ele nos compreende, nos recebe, não se cansa de nos perdoar se soubermos voltar a Ele com o coração arrependido. É grande a misericórdia do Senhor!”.
Dando andamento ao discurso, o papa citou um livro lido nestes dias sobre a misericórdia, de autoria do Cardeal Walter Kasper, “um ótimo teólogo”. “O livro faz entender que a palavra ‘misericórdia’ muda tudo; torna o mundo menos frio e mais justo” – disse, ressalvando que com isso “não quer fazer publicidade ao livro do cardeal”. Depois, completou lembrando o Profeta Isaias, que afirma que “se nossos pecados fossem vermelho escarlate, o amor de Deus os tornaria brancos, como a neve”.
Sem ler um texto preparado, Francisco contou à multidão um fato de quando era bispo, em 1992, e uma senhora de mais de 80 anos, muito simples (uma ‘vovó’, ele disse) quis se confessar com ele. Diante de sua surpresa, a idosa lhe disse “Nós todos temos pecados! Se Deus não perdoasse tudo, o mundo não existiria…!”. De seu balcão, Francisco brincou com os fiéis arriscando que a senhora “havia estudado na Universidade Gregoriana de Roma”.
Telões foram montados em toda a área para transmitir as imagens do papa, enquanto helicópteros sobrevoavam o centro de Roma, Francisco continuava seu discurso: “É, o problema é que nós nos cansamos de pedir perdão a Deus. Invoquemos a intercessão de Nossa Senhora, que teve em seus braços a misericórdia de Deus em pessoa, no menino Jesus”.
O bispo de Roma, que é argentino, lembrou ainda que as origens da sua família são italianas, sublinhando, no entanto, que “nós fazemos parte de uma família maior, a família da Igreja, que caminha unida no Evangelho”.
Despedindo-se dos fiéis, Francisco disse palavras ainda mais simples: “Bom domingo e bom almoço!”.

Papa Francisco encontra com os jornalistas


No encontro com os profissionais de imprensa neste sábado, 16, o papa Francisco disse que, no Conclave, logo após sua eleição, ouviu de dom Claudio Hummes: “não se esqueça dos pobres”. O comentário do arcebispo emérito de São Paulo, seu grande amigo, o ajudou a escolher o nome de Francisco.
Papa Francisco foi ovacionado pelo público. Sentou-se em sua cadeira no centro do palco e ouviu a saudação do Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, o arcebispo Claudio Maria Celli.
Em seguida, leu um breve discurso, agradecendo todos pelo precioso serviço realizado nos dias passados, na cobertura do Conclave e em sua eleição.
“Vocês trabalharam!” – exclamou, recebendo um imediato aplauso. Disse ainda que a Igreja e a mídia estão juntas para comunicar a verdade, a bondade e a beleza: “Todos nós somos chamados a comunicar esta tríade, essencial”.
Papa Francisco quis explicar porque “o Bispo de Roma quis se chamar Francisco”. E contou, de modo informal, que a seu lado, no Conclave, estava sentado o arcebispo emérito de São Paulo, Cardeal Cláudio Hummes, “um grande amigo, grande amigo”.
“Quando a coisa ficou “mais perigosa” – prosseguiu – ele me confortava, e quando os votos chegaram a dois terços, momento em que há o aplauso habitual porque o papa é eleito – ele me abraçou, me beijou e disse “não se esqueça dos pobres”.
“Aquela palavra entrou aqui – disse, indicando a cabeça – ‘os pobres, os pobres’. Aí, pensei em Francisco de Assis e depois, nas guerras. E Francisco é o homem da paz, o homem que ama e tutela a Criação… neste momento em que nosso relacionamento com o meio-ambiente não é tão bom, né?”.
Francisco é o homem que nos dá este espírito de paz, o homem pobre… “Ai, como gostaria de uma Igreja pobre e pelos pobres!”.
Depois de saudar pessoalmente alguns jornalistas, o papa Francisco concluiu, em espanhol:
“Disse que lhes daria a minha benção de coração. Muitos de vocês não pertencem à Igreja Católica, outros não crêem. Concedo minha benção, de coração, no silêncio, a cada um de vocês, respeitando a consciência de todos, mas sabendo que cada um de vocês é filho de Deus. Que Deus os abençoe”.